Mostrando postagens com marcador Dilgo Khyentse Rinpoche. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Dilgo Khyentse Rinpoche. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2021


Reconhecer a continuidade e a penetração por toda parte dessa natureza de vacuidade, essa ausência de qualquer existência verdadeira, é reconhecer a verdade absoluta. Esse é o estado natural da mente, intocado por qualquer obscurecimento, em que todos os fenômenos são vistos como os Budas os vêm, como sonhos ou ilusões mágicas.

Aqui, pensamentos não fazem surgir emoções negativas ou acúmulo de carma, circunstâncias favoráveis não geram nem orgulho e nem apego, e circunstâncias adversas são rapidamente transformadas no caminho da iluminação.

Se for incapaz de renunciar ao apego às coisas, você simplesmente falhou em reconhecer a natureza vazia delas.

Uma vez que compreenda essa natureza de vacuidade, você não mais sentirá orgulho por sucesso de sonho ou depressão por fracasso de sonho.


Dilgo Khyentse Rinpoche

terça-feira, 2 de fevereiro de 2021


Quando a sua compreensão do vazio de todos os fenômenos se torna tão vasta quanto o céu, sua confiança na lei da causalidade das ações aumenta proporcionalmente e você se conscientiza do real significado de sua conduta. De fato, a verdade relativa é inseparável da verdade absoluta. A profunda compreensão da natureza vazia de todas as coisas nunca levou ninguém a acreditar que ações positivas não criam felicidade e ações negativas não causam sofrimento.


Dilgo Khyentse Rinpoche, (1910-1991)

quarta-feira, 18 de setembro de 2019


Um iogue que tenha verdadeira experiência interior olhará para tudo no espírito dessas palavras de Jetsun Milarepa: “O próprio mundo exterior é meu livro.  Não tenho necessidade de livros escritos em tinta preta.” Chegará a hora em que tudo o que aparecer diante de vocês servirá como ilustração ou confirmação dos ensinamentos. Quando a mente é interiormente firme, todos os fenômenos externos aparecem como seus amigos e você nunca se sente inquieto ou desconfortável com qualquer coisa. Tudo servirá como um aprimoramento para sua prática.


Dilgo Khyentse Rinpoche

quinta-feira, 25 de julho de 2019


Nossas percepções são coloridas por delírios da mesma maneira que a visão de uma pessoa com icterícia é colorida pela bílis em seus olhos, fazendo-o ver uma concha branca como amarela. É o apego que faz a mente projetar suas ilusões nas aparências. Assim que a mente percebe alguma coisa, ela se apega a essa percepção; então, avalia o objeto como desejável, ofensivo ou neutro; finalmente, agindo com base nessa percepção distorcida com desejo, aversão ou indiferença, ela acumula carma.


Dilgo Khyentse Rinpoche
(em “The Heart Treasure of the Enlightened Ones”)

quarta-feira, 24 de julho de 2019


Quando algum dos seus órgãos dos sentidos encontra um objeto, ele inicia o processo da percepção em sua consciência. A partir daí, à medida que sua mente reage ao objeto influenciada por todos os seus hábitos acumulados e experiências passadas, todo o processo é inteiramente subjetivo. Logo, quando sua mente está cheia de raiva, o mundo inteiro parece ser um reino infernal. Quando sua mente é pacífica, livre de qualquer apego ou fixação e o que você faz é de acordo com os ensinamentos, você experimenta tudo como primordialmente puro. Enquanto um Buda vê os infernos como um paraíso, os seres iludidos vêem o paraíso como os infernos.


Dilgo Khyentse Rinpoche
(em “The Heart Treasure of the Enlightened Ones”)

sábado, 22 de junho de 2019


Se seguirmos mecanicamente nossos pensamentos errantes em vez de nos lembrarmos de investigar nossa mente, emoções aflitivas como desejo e ódio se levantarão fortemente. Sempre que elas assaltarem sua mente, você deve reagir como se tivesse visto um inimigo vindo até você: erga a arma da consciência e retome sua investigação da mente.

Simplesmente focando a luz para a direção certa, você pode destruir instantaneamente a escuridão. Da mesma forma, até mesmo uma análise bastante simples de emoções apegadas ao ego e aflitivas pode fazê-las entrar em colapso. Agindo assim, podemos temporariamente subjugar nossas emoções aflitivas, mas apenas uma investigação de sua verdadeira natureza as erradicará completamente.


Dilgo Khyentse Rinpoche

sábado, 15 de junho de 2019


O que normalmente chamamos de mente é a mente iludida, um vórtice turbulento de pensamentos instigados pelo apego, raiva e ignorância. Essa mente, ao contrário da consciência iluminada, está sempre sendo levada por uma ilusão após a outra. Pensamentos de ódio ou apego repentinamente surgem sem aviso, desencadeados por circunstâncias como um encontro inesperado com um inimigo ou um amigo, e a menos que sejam imediatamente dominados pelo antídoto apropriado, eles rapidamente criam raízes e proliferam, reforçando a predominância habitual de ódio ou apego na mente e adicionando mais e mais padrões cármicos.


Dilgo Khyentse Rinpoche

sexta-feira, 14 de junho de 2019


Todos os fenômenos aparecem como resultado de uma teia de causas e condições interdependentes, que são desprovidas de existência intrínseca, assim como as coisas vistas em um sonho. Uma vez que entendamos isso, fica claro que desde o início todos os fenômenos são "não nascidos". Eles nunca chegaram a existir realmente. Ao reconhecer que todos os fenômenos são desprovidos de um "eu" ou "identidade" e que sua natureza é vazia, estamos livres dos conceitos "existência" e "não-existência".


Dilgo Khyentse Rinpoche

quarta-feira, 13 de março de 2019


Quando sua percepção do vazio de todos os fenômenos se torna tão vasta quanto o céu, sua confiança na lei da causa e efeito das ações crescerá na mesma medida, e você se tornará consciente do real significado de cada atitude sua. A verdade relativa é inseparável da verdade absoluta. A profunda compreensão da natureza vazia de todas as coisas nunca levou ninguém a acreditar que ações positivas não criam felicidade e que ações negativas não causam sofrimento.


Dilgo Khyentse Rinpoche
(em “The Heart of Compassion”, Shambhala 2007)

sábado, 17 de junho de 2017

Disposto a morrer


Mesmo se a morte caísse hoje sobre vós como um raio, vocês devem estar dispostos a morrer sem mágoas ou lamentações e sem nenhum resíduo de apego ao que fica para trás. Permanecendo no reconhecimento da visão absoluta, deves abandonar esta vida assim como uma águia que se eleva serenamente no céu azul.


Dilgo Khyentse Rinpoche
(em “The Heart of Compassion”)



segunda-feira, 29 de maio de 2017

Não esmoreça


Não esmoreça. A medida em que sua motivação cresça mais e mais, sua capacidade de praticar ações positivas se expandirá também. Se você mantiver constante o desejo de beneficiar os outros, o poder de vir a fazê-lo na prática virá tão naturalmente como uma corrente de água que desce pela montanha.

Todas as dificuldades vêm de não pensar nos outros.


Dilgo Khyentse Rinpoche
(em “The Heart Treasure of the Enlightened Ones”)



domingo, 28 de maio de 2017

Felicidade permanente


Fazer algo virtuoso por um motivo trivial certamente nos trará alguma felicidade, mas essa será apenas temporária. Essa felicidade logo vai desaparecer e nosso perambular desamparado pelo samsara continuará. Por outro lado, se tudo o que fizermos, dissermos e pensarmos for transformado pela bodhichitta, nossa felicidade permanecerá, crescerá e jamais cessará. O fruto das ações motivadas pela bodhichitta jamais poderá ser destruído pela raiva ou qualquer outra emoção negativa.

No que quer que façamos, portanto, a mente é o mais importante. Por isso é que os ensinamentos budistas focam na perfeição da mente. A mente é o rei, e o corpo e a fala são seus servos. É a mente  que concebe a fé e é a mente que concebe a dúvida. A mente permite o amor e a mente permite o ódio.


Dilgo Khyentse Rinpoche
(em “The Heart Treasure of the Enlightened Ones”)



sábado, 13 de maio de 2017

Empenho


Todos os seres iluminados um dia foram indivíduos ordinários que se tornaram budas através do seu próprio empenho. Empenho é a qualidade que você mais precisa. Como o Buda disse, “Lhe mostrei o caminho. Depende de você alcançar a liberação”.

O Buda não vai projetar a natureza búdica em você. Ele não vai te purificar, como se lavasse uma roupa suja e nem vai te curar da ignorância, como um médico receitando remédio a um paciente acamado. Tendo ele mesmo atingido a iluminação, está mostrando o caminho, e depende de você seguir esse caminho ou não. Depende de você agora praticar esses ensinamentos e experimentar seus resultados”.


Dilgo Khyentse Rinpoche
(em “The Heart of Compassion”)



segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Uma ilha de ouro puro




Do ponto de vista da verdade absoluta, nem a felicidade e nem o sofrimento têm existência real. Ambos pertencem à verdade relativa, percebida pela mente que permanece presa pelos grilhões da confusão. Aquele que compreende a verdadeira natureza das coisas é como um navegador que aporta em uma ilha feita de ouro puro: mesmo que procure seixos comuns, não irá encontrá-los. Dilgo Khyentse Rinpoche nos explica:

“Como as nuvens que se formam no céu, ficam algum tempo e depois se dissolvem no vazio do espaço, os pensamentos ilusórios aparecem, duram um momento e depois desaparecem na vacuidade da mente. De fato, nada realmente aconteceu.”



Matthieu Ricard
(em “Felicidade – A Prática do Bem-Estar)


terça-feira, 29 de março de 2016

A vacuidade dos pensamentos


Dilgo Khyentse Rinpoche


Lembre-se de que um pensamento é apenas o produto da conjunção fugaz de numerosos fatores e circunstâncias. Ele não existe por si mesmo. Quando um pensamento surge, reconheça que ele é, por natureza, vazio. Ele imediatamente perderá o poder de suscitar o pensamento seguinte e a cadeia de ilusão chegará ao fim. Reconheça essa vacuidade dos pensamentos e deixe que eles repousem por um instante na mente relaxada, de maneira que a claridade natural dessa mente permaneça límpida e inalterada.

Dilgo Khyentse Rinpoche
(citado por Matthieu Ricard em “Felicidade – A Prática do Bem-Estar”)


sexta-feira, 25 de março de 2016

A principal causa do sofrimento





A incapacidade de lidar com os nossos pensamentos é a principal causa do sofrimento. Aprender a baixar o tom do incessante ruído dos pensamentos perturbadores é um estágio decisivo no caminho para a paz interior. Como explica Dilgo Khyentse Rinpoche:

Essa séries de pensamentos e estados mentais estão sempre mudando, como a forma das nuvens ao vento, mas damos uma grande importância a elas. Um homem idoso observando as crianças brincarem sabe muito bem que o que elas fazem tem pouca importância. Ele não se sente nem eufórico nem perturbado com o que acontece, ao passo que as crianças levam tudo muito a sério. Somos exatamente como elas.

Matthieu Ricard
(em “Felicidade – A Prática do Bem-Estar”)

quinta-feira, 24 de março de 2016

O Budista verdadeiro





O budista verdadeiro é aquele que responde às necessidades do outro espontaneamente, por compaixão natural, e jamais espera recompensa. Como as leis de causalidade se aplicam necessariamente, suas ações para o bem dos outros trarão seguramente os frutos – com os quais ele nunca irá contar. Jamais ou não mais pensará que não recebeu suficiente demonstração de gratidão, ou que deveria ser tratado com mais deferência; todavia, se alegrará do fundo do coração e se sentirá plenamente satisfeito se aquele que lhe causou dano mudar de atitude.

Dilgo Khyentse Rinpoche
(citado por Matthieu Ricard em “Felicidade – A Prática do Bem-Estar”)




sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

Compaixão Inquebrantável




Apenas a compaixão não é suficiente, as pessoas precisam de um auxílio efetivo. Enquanto suas mente continuarem aprisionadas pelo apego, oferecer comida, roupas, dinheiro ou simplesmente afeto, lhes trará somente uma alegria limitada e temporária. Precisamos encontrar um meio de de libertá-las completamente do sofrimento. E isso só pode ser feito se colocarmos em prática os ensinamentos de Buda.

A verdadeira compaixão é dirigida imparcialmente a todos os seres, sem qualquer distinção entre os que são amigos e os que são inimigos. Tendo essa compaixão em mente, devemos fazer com que até mesmo o mais simples gesto - como oferecer uma flor ou o entoar um mantra – seja realizado com o desejo de que todos os seres vivos, sem distinções,  sejam beneficiados.

Os grandes mestres do passado consideravam o reconhecimento da impermanência e a prática da compaixão como o mais precioso entre todos os ensinamentos. Incansavelmente eles cultivaram o amor, a compaixão, a alegria e a equanimidade – os Quatro Pensamentos Incomensuráveis – que são a fonte de onde surge a habilidade em auxiliar aos outros.

Dilgo Khyentse Rinpoche
(citado por Matthieu Ricard em “On The Path of Enlightenment: Heart Advices from The Great Tibetan Masters”)


sexta-feira, 3 de abril de 2015

Pensamentos são vazios

 


Lembrem-se de que os pensamentos são apenas o produto da conjunção fugaz de um grande número de fatores. Eles não existem por si mesmos.

Também, logo que surgirem, reconheçam sua natureza que é própria da vacuidade. Eles perderão logo o poder de gerar outros pensamentos e a cadeia da ilusão será interrompida. Reconheçam essa vacuidade dos pensamentos e deixem que estes se soltem na claridade natural da mente límpida e inalterada. 

Dilgo Khyentsé Rinpoche

quarta-feira, 1 de abril de 2015

A derradeira pacificação


Quando um raio de sol bate sobre um pedaço de cristal, jorram luzes irisadas brilhantes, mas insubstanciais. Assim também os pensamentos, em sua infinita variedade – devoção, compaixão, maldade, desejo -, são inacessíveis, imateriais, impalpáveis. Não há nenhum que não seja vazio de existência própria. Se você souber reconhecer a vacuidade de seus pensamentos no exato momento em que surgem, eles se dissolverão. O ódio e o apego não poderão mais abalar a sua mente, e as emoções perturbadoras cessarão por si mesmas. Você não acumulará mais atos nefastos e, consequentemente, não causará mais sofrimento. É a derradeira pacificação.


Dilgo Khyentsé Rinpoche