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quinta-feira, 8 de março de 2018

O corpo é uma miragem


Desde sempre, existe completa e pura liberdade. Deves contemplar isso sempre, não importa que seja dia ou noite, se estás caminhando, sentado ou deitado. E você verá que a existência de teu corpo é como o reflexo da lua na água, como uma imagem no espelho, como uma miragem quando está muito quente, como um eco no vale vazio.


Daoxin, 4º Patriarca do Chan (Zen)
(em “La Aurora del Zen”)


quinta-feira, 28 de maio de 2015

A Nossa Essência é Clara e Límpida

                                                                                                      Daoxin


Pergunta: Como podemos entender as características do dharma? Como podemos iluminar e purificar nossas mentes?

Daoxin: Não recitando o nome de Buda, não restringindo a mente, não discriminando, não se atendo a práticas que limitam (pois nenhuma prática em si leva à iluminação!). Simplesmente deixe que a mente seja: não a faça ir, não a faça voltar. Na pureza solitária de seu interior, a mente (a essência do ser) é por si mesma iluminada e pura. Se a observarmos verdadeiramente veremos que a mente é como um espelho límpido. Se conseguirmos observá-la verdadeiramente durante um ano, ela se tornará mais clara e pura; se o fizermos por três ou cinco anos, se tornará mais clara e pura ainda.

Alguns entendem isso através dos ensinamentos. Outros entendem espontaneamente. Um sutra diz: “A identidade real da mente dos seres (sua essência), é como uma pérola submergida na água. Quando a água é turva, a pérola permanece oculta. Quando a água é clara, a pérola é revelada.”


Daoxin  – Quarto Patriarca Chan (Zen)
(em “La Aurora del Zen”)

quarta-feira, 27 de maio de 2015

A mente é Buda




A mente é Buda. Fora da mente não há nenhum outro Buda. Há cinco maneiras de abordar essa verdade:

Uma: compreender que a essência da mente (do ser) é por natureza pura e limpa, e isso é o mesmo que o Buda;

Dois: compreender que a mente produz todos os fenômenos e cria todas as ilusões às quais nos engolfamos;

Três: estar sempre desperto, sem interrupções, de modo que a mente desperta esteja sempre presente, reconhecendo que a Realidade não possui forma definida e a que possa ser classificada;

Quatro: contemplar sempre a existência corporal como sendo essencialmente vazia e, uma vez que não se discrimine mais o mundo interior e o exterior, viver corporalmente no âmbito da realidade sem obstruções;

Cinco: preservar o equilíbrio e não agitar-se, fluindo sempre através do movimento e da quietude, reconhecer o Dharma de Buda por meio do estudo e entrar sempre que necessário e rapidamente no portal da concentração.    


Daoxin  – Quarto Patriarca Chan (Zen)
(em “La Aurora del Zen”)