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quinta-feira, 3 de setembro de 2020


A lembrança de desejos não-satisfeitos no passado suga energia, que se manifesta como uma pessoa. Quando essa carga se esgota, a pessoa morre. Os desejos não-satisfeitos são levados para o próximo nascimento. A identificação com o corpo cria desejos sempre novos, que nunca chegam ao fim, a não ser que esse mecanismo de aprisionamento seja visto com clareza. A pessoa não renasce. Ela morre, e morre para sempre. Mas suas lembranças permanecem, e também seus desejos e medos. Eles fornecem energia para uma nova pessoa.


Nisargadatta Maharaj

segunda-feira, 25 de novembro de 2019


A mente de Buda simplesmente faz do corpo físico sua a morada temporária.


Bankei (1622-1693)

segunda-feira, 13 de maio de 2019


Quando reconhecemos o vazio essencial num pensamento, ele se desfaz como uma bolha na água. É assim que se deve lidar com cada pensamento que surgir. São nossos pensamentos que nos empurram ou forçam para uma futura existência samsárica.  O ensinamento essencial não refere-se apenas a reconhecer os pensamentos dualísticos. Não devemos perpetuá-los, mas sim reconhecê-los, reconhecer a essência da mente que os geram.


Tulku Urgyen Rinpoche
(em “As It Is” -  Vol. 1)

segunda-feira, 17 de dezembro de 2018


Como as bolhas não podem se separar da água, as ondas no oceano não podem se separar do oceano. Elas não têm identidade. Não conseguem existir. Dessa forma, tudo no Universo está dentro do Ser. Da mesma forma, todo este mundo é como bolhas na água. As pessoas surgem aqui e se dissolvem.


Sri Sri Ravi Shamkar
(comentários em “ Ashtavakra Gita”)



terça-feira, 17 de julho de 2018

Artifício da mente



Nada mais é do que um artifício da mente
Esse nascimento em um vir-a-ser ilusório,
Em um mundo de ação boa ou ruim
Seguido de um renascimento bom ou ruim.


Nagarjuna

quinta-feira, 15 de março de 2018

Remanifestação


“Renascer” é uma descrição melhor do que “reencarnar”. Quando uma nuvem se transforma em chuva, não podemos dizer que ela “reencarnou” em forma de chuva. A chuva é remanifestação da nuvem.

Certa vez uma criança me perguntou: “Qual é a sensação de estar morto?” Foi uma pergunta muito boa e muito profunda. E eu usei o exemplo da nuvem para falar para essa criança sobre renascimento, morte e continuação. Expliquei que uma nuvem não morre nunca. Que uma nuvem só pode se transformar em outra coisa, como chuva, neve ou granizo. Se somos uma nuvem, nos sentimos uma nuvem. Quando nos tornamos chuva, nos sentimos como chuva. Quando nos tornamos neve, nos sentimos como neve. A remanifestação é uma maravilha.


Thich Nhath Hanh
(em A Arte de Viver”)






quarta-feira, 14 de março de 2018

Morremos e renascemos a cada instante


Todos morremos e renascemos a cada instante. A atual manifestação da vida abre caminho à outra manifestação da vida.


Thich Nhath Hanh

(em A Arte de Viver”)



terça-feira, 19 de dezembro de 2017

Somente a Essência existe eternamente


Compreenda que todas as formas físicas são apenas manifestações temporárias. Somente a Essência informe existe eternamente. Quando isso é plenamente compreendido, não há mais necessidade de renascimentos.


Dattatreya
(em “Avadhut Gita - 1.21”)



quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

Renascer


O Paraíso é quando passamos para o nada (não-existência). Compreendemos nossa consciência desperta e vemos que somos puro espírito, sem qualquer forma, e que esse espírito sem forma é a essência, a presença que dá vida a tudo. Isso é paraíso porque, a cada passo, espírito e essência ocupam nosso corpo. Esse é o verdadeiro significado de renascer. Renascimento não é apenas uma grande experiência de conversão espiritual; isso até pode ser legal, mas é apenas como uma mera troca de roupas. Renascer é realmente renascer, e não, usar uma nova “roupagem espiritual”. Para ser mais preciso, é assumir o não-nascido, pois compreendemos que esse eterno nada é que realmente vive aquilo que chamamos de “minha vida”.


Adyashanti
(em “Emptiness Dancing”)



domingo, 5 de novembro de 2017

Não somos quem pensamos ser.


Sri Nisargadatta Maharaj sempre repetia que estamos tão acostumados a pensar em nós como sendo corpos possuidores de consciência, que achamos muito difícil aceitar ou mesmo compreender a situação real. A Consciência é que se manifesta através dos inúmeros seres. Isso é essencial para que saibamos que nascimento e morte são apenas o início e o fim de um dos movimentos da Consciência, mas que são interpretados como eventos que ocorrem no espaço-tempo. Se compreendermos isso, veremos que em nosso estado límpido original somos o Ser puro e Bem-Aventurado. E que quando entramos em contato com a Consciência, tornamo-nos testemunhas dos vários movimentos dela.


Ramesh Balsekar
(em “Pointers from Nisargadatta Maharaj”)



sexta-feira, 13 de outubro de 2017

Se as ondas compreendessem


Enxergou como incontáveis seres passavam por incontáveis nascimentos e mortes. Viu que estes nascimentos e mortes não passavam de aparências, não eram a realidade verdadeira, assim como milhões de ondas se elevam e se dissipam incessantemente sobre a superfície do mar, enquanto o mar, em si mesmo, está além do nascimento e da morte. Se as ondas compreendessem que sua essência é a água, poderiam transcender ao nascimento e morte, alcançando a verdadeira paz interior, sobrepujando todo medo. Esta realização capacitou Gautama a transcender a teia do nascimento e morte, e ele sorriu.


Thich Nhat Hanh
(em “Velho Caminho, Nuvens Brancas – Seguindo as Pegadas do Buda”)


quinta-feira, 27 de julho de 2017

Confie integralmente em sua essência


Enquanto estiver sendo controlado pelas consciências cármicas, você não conseguirá avançar. Não importa o quão longe vá, elas ainda irão assombrá-lo como demônios. Mesmo depois de ter deixado essa vida e ter renascido, seus atos e pensamentos ainda continuarão no mesmo nível no qual estavam em sua vida passada.

Portanto, vocês devem elevar esse nível e a maneira de fazê-lo é confiar tudo, seja o que for, à sua essência. Tenha fé de que tudo está sendo feito por ela, confie integralmente, e liberte-se.


Daehaeng Sunim
(em “Touching the Earth”)

quarta-feira, 26 de abril de 2017

Tocar o Buda neste momento


Neste exato momento estamos escutando o Darma, e o Buda está conosco, está dentro de nós. Neste momento, se não conseguimos tocar o Buda, não deveríamos falar sobre o futuro. Só o momento presente é real. Se perdermos o momento presente, não poderemos entrar em contato com o Buda e por milhares de vidas seguiremos no ciclo de samsara, sendo concebidos, nascendo e morrendo como os humanos e outros seres.


Thich Nhat Hanh
(em “Nada Fazer, Não Ir a Lugar Algum”)


sexta-feira, 15 de julho de 2016

Um sonho dentro de um sonho




Essa vida toda é um sonho, um sonho dentro de um sonho dentro de um sonho. Nós sonhamos este mundo, nós sonhamos que morremos e nascemos em outro corpo. E nesse nascimento nós sonhamos que temos sonhos. Todos os tipos de prazeres e sofrimentos alternam-se nesses sonhos, mas chega um momento quando o despertar acontece. Neste momento, que chamamos de realização do Ser, há a compreensão de que todos os nascimentos, todas as mortes, todos os sofrimentos e todos os prazeres eram sonhos irreais que, finalmente, chegaram ao fim.

Annamalai Swami
(em " Os Ensinamentos Finais de Annamalai Swami" - disponibilizado pelo site Advaita Vedanta http://advaita.com.br/  )




sexta-feira, 9 de outubro de 2015

Reconhecer a Realidade Suprema em você



Liberdade significa reconhecer o Self (Realidade Suprema) em você. Concentre-se e a reconhecerá. A sua mente superficial é que produz o ciclo de nascimento e morte.

Sri Ramana Maharshi
(em “Talks With Ramana Maharshi”)

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Mudar para evoluir




A verdade já existia antes do Buda Sakyamuni nascer. Ele a estudou, compreendeu e compartilhou com todos a respeito de como as coisas realmente são. Mesmo assim as pessoas continuam a desperdiçar o tempo com futilidades. Se continuarem a agir assim, morrerão no mesmo nível espiritual no qual nasceram. Não terão evoluído. A semente para a próxima vida não será alterada. A menos que vocês mudem, continuarão a renascer no mesmo nível, vida após vida.

A mente essencial possui essa incrível e profunda capacidade. Se quiserem evoluir, entreguem seus hábitos, apegos e desejos a essa mente original. Tudo então será absorvido por ela. Esse é o procedimento correto para eliminar os velhos padrões e tornar possível a mudança.

Daehaeng Sunim
(em “Touching the Earth”)

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Dar significado à própria vida

Shechen Gyaltsap


O que quer que você faça – caminhar, comer, sentar, etc – faça-o sem indolência, preguiça, apatia ou distração. Uma vez que você inicie sua caminhada para a libertação, não se comporte de maneira ordinária, mas observe sua mente o tempo todo com vigilância e lucidez. Caso tenha cometido algum ato negativo, arrependa-se e prometa nunca mais fazer de novo.

Dedique-se à prática espiritual com o mesmo entusiasmo de alguém faminto que está prestes a alimentar-se. Não negligenciando nem mesmo a mais simples ação positiva e nem se distraindo com a natureza ilusória de todas as coisas, siga acumulando mérito e sabedoria, e encoraje os outros a fazer o mesmo. Devotar-se dia e noite à prática e construir seu caminho para que suas vidas futuras sejam felizes é a maneira de dar a esta própria vida um significado autêntico.

Shechen Gyaltsap
(citado por Matthieu Ricard em “On The Path of Enlightenment: Heart Advices from The Great Tibetan Masters”)

domingo, 9 de agosto de 2015

Nós somos os responsáveis




Os sofrimentos pelos quais aparentemente não somos responsáveis – as dores que os outros nos causam, as doenças, os desastres naturais – não referem-se a desígnios divinos ou a um destino inevitável, e mesmo nem ao puro acaso. Eles são frutos de nossos próprios atos. Isso pode parecer desconcertante para um ocidental, especialmente quando pensamos em um inocente que sofre ou nas pessoas de bem cujas vidas são uma sucessão de tragédias.

O que precisamos entender é que, de acordo com o Budismo, cada ser é o resultado de um complexo conjunto de causas e condições, boas e más sementes geradas no passado, e é essa combinação de múltiplos fatores que se desenrolam gradualmente, cada um a seu tempo, no curso de nossas vidas. Ter consciência disso já nos torna mais responsáveis por nossas atitudes. Nos permite, por exemplo, evitar ferir aos outros por coisas desagradáveis que ocorrem conosco.

Nós sempre podemos fazer o melhor em qualquer situação, seja ela qual for. E somos nós quem decidimos o que devemos fazer ou não no sentido de lançar os alicerces para a nossa futura felicidade e parar de gerar sofrimento para nós mesmos.

Matthieu Ricard
(em “On The Path of Enlightenment: Heart Advices from The Great Tibetan Masters”)

quarta-feira, 29 de julho de 2015

Mesmo as menores ações




Você não pode querer provar os frutos de boas ações que não fez e nem escapar das consequências de suas próprias ações danosas.

Pratique todas as ações benéficas possíveis, mesmo a menor delas. Pois o acúmulo de simples gotas de água não termina por encher um jarro? Não cometa qualquer ato pernicioso, nem mesmo o mais insignificante. Assim como a menor fagulha, se soprada pelo vento, pode rapidamente fazer arder uma montanha, uma simples fração de raiva pode destruir uma montanha de méritos. Evite qualquer conduta que seja prejudicial compreendendo que essa é a causa de todo seu sofrimento, e transforme suas ações neutras em ações positivas.

Jetsun Mingyur Paldron
(citado por Matthieu Ricard em “On The Path of Enlightenment: Heart Advices from The Great Tibetan Masters”)


terça-feira, 7 de julho de 2015

Libertar-se do Samsara



A morte não tem hora certa; vem lhe acompanhando desde o nascimento. As circunstâncias nas quais você morrerá também são incertas; você morrerá mesmo sem ter a intenção. A morte nunca lhe abandonará, e você pode juntar todas as riquezas do mundo, mas terá de deixá-las para trás.

O samsara não desaparece com a morte. Não há felicidade na existência no samsara; nunca se transcende o sofrimento, não importa onde se renasça entre as três classes de seres. No passado, você já perambulou em demasia, sofrendo dores inenarráveis! Seria melhor praticar o Dharma e cortar o seu aprisionamento à infelicidade.

Padmasambhava
( em “Ensinamentos do Mestre que Nasceu do Lótus”)