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sexta-feira, 3 de abril de 2026

Praticar de acordo com a realidade significa conhecer a mente fundamental como ela realmente é; significa livrar-se das obstruções causadas pelas ações habituais por meio da verdadeira percepção e do conhecimento.

O despertar para o caminho é comparativamente fácil; a realização da aplicação prática é o que é considerado mais difícil. É por isso que o grande mestre Bodhidharma disse que muitos conhecem o caminho enquanto poucos o percorrem.

Você simplesmente precisa empunhar a espada preciosa da soberania e matar este eu. Quando este eu for destruído, você certamente alcançará o reino da grande libertação naturalmente.


Shido Bunan 

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2025

O mestre Nyoyo não fazia outra coisa além de praticar zazen, de manhã à noite educando seus discípulos. O Zen para ele era somente shikantaza. Também Bodhidharma fez zazen de manhã à noite durante sete anos.


Taisen Deshimaru 

quinta-feira, 9 de junho de 2022

Em cada ser existe a indestrutível natureza de Buda. Como o sol, ela preenche todo o universo. Mas coberta pelas ilusões dos sentidos, é como uma luz dentro de um jarro, oculta e sem ser vista.

Ver e não ser capturado pelo que vê, escutar os sons e não ser aprisionado por eles, isso é libertação. 

Não sujeitar-se às aflições é a liberdade real.


Boddhidharma 


terça-feira, 25 de janeiro de 2022

 

Aqueles que desejam progredir ao longo do Caminho devem primeiro lançar fora o lixo adquirido através do aprendizado. Acima de tudo, devem evitar buscar algo objetivo no que se apoiar. Após ouvir as mais profundas lições, devem agir como se elas fossem uma leve brisa que tivesse acariciado seus ouvidos, uma rajada de vento que tivesse passado num piscar de olhos. De forma alguma devem tentar apegar-se a tais lições. Agindo assim alcançarão profundidade. A contemplação serena dos Budas implica a mente Zen de quem deixou para sempre o ciclo de nascimento e morte. Bodhidharma não transmitiu nenhuma lição específica, a não ser a Mente Única, e por isso nenhum outro Dharma é legítimo. Apontando para a identidade entre Mente e Buda, ele apontou como as formas mais elevadas de Iluminação podem ser alcançadas. Ele não deixou nenhum outro pensamento além deste. Se você deseja entrar pelo portão do Zen, este deve ser o seu único Dharma.

 

Huang Po (?-850)

sábado, 23 de janeiro de 2021


A mente é a raiz de todos os fenômenos. Todos os fenômenos nascem da mente. Se puder compreender completamente a mente, as inúmeras práticas estão completas. É como uma grande árvore: todos os galhos, flores e frutos crescem devido a raiz. Se a raiz é cortada, é certo que a árvore morrerá. Se você cultiva o Caminho compreendendo a mente, economiza esforço e o êxito é simples. Sabemos que todo bem e todo mal vem de nossa própria mente.


Bodhidharma

domingo, 5 de julho de 2020


Huike então perguntou a Bodhidharma: "Meu espírito não está em paz. Por favor, coloque meu espírito em repouso." Bodhidharma respondeu: "Ponha seu espírito diante de mim e eu o farei descansar." Huike tentou fazê-lo, mas teve que admitir: "Meu espírito não para nem um momento sequer, ele se agita livremente e eu não consigo encontrá-lo e nem pegá-lo". "Pronto. Eu deixei seu espírito em paz", respondeu Bodhidharma. Huike, herdando então a transmissão de Bodhidharma, tornou-se o segundo patriarca zen chinês.


Bodhidharma

segunda-feira, 2 de setembro de 2019


Não conjecturar sobre nada é Zen. E quando você compreende isso, caminhar, sentar ou deitar, qualquer coisa que você faça é Zen.


Boddhidharma

sábado, 31 de agosto de 2019


As pessoas comuns vivem preocupadas com a morte.
Mesmo quando saciadas, se preocupam com a fome.
Estão mergulhadas na Grande Insegurança.

Mas os sábios não se importam com o passado.
Eles também não se preocupam com o futuro.
E tampouco se apegam ao presente.
E de momento em momento, eles seguem o Caminho.


Boddhidharma

quarta-feira, 12 de junho de 2019


Para encontrar o Buda você deve olhar para sua própria natureza. Sua natureza é o Buda. O Buda é o ser livre – livre de projetos, livre de preocupações.


Bodhidharma

domingo, 9 de junho de 2019


A verdadeira meditação ocorre em cada movimento do corpo, em cada gesto que fazemos. Quando compreende isso, o ato de sentar, caminhar, deitar, tudo que você fizer, é Zen.


Bodhidharma


quarta-feira, 2 de janeiro de 2019


Bodhidharma disse a Eka: “Se você quer se introduzir em nossa prática, liberte-se dos objetos de fora e pare com sua atividade mental e emocional interior. Quando você se tornar como um tijolo ou um muro de pedra, você adentrará o Caminho.


Shunryu Suzuki
(em “Nem Sempre é Assim”)



sexta-feira, 3 de novembro de 2017

Agora


Quando os mortais reconhecem sua verdadeira natureza, os apegos terminam. O Conhecimento não está oculto. Mas você só pode encontrá-lo agora. Somente agora. Se você que realmente encontrar o Caminho, não se prenda a nada. Se você põe um fim ao seu carma e adquire o Conhecimento, todos os apegos terminarão. E então, a compreensão vem naturalmente. Você não precisa fazer qualquer esforço.


Bodhidharma
(em “The Zen Teaching of Bodhidharma”)

sábado, 4 de fevereiro de 2017

Você será livre



Uma vez que deixe de se apegar e permita que as coisas sejam como são, você será livre. Você transformará tudo. E estará em paz onde quer que esteja.


Bodhidharma


segunda-feira, 29 de junho de 2015

Disciplina, Concentração e Sabedoria


Quando os boddhisattvas praticaram no passado, fizeram três votos a fim de enfrentar os três venenos da mente:

Praticaram a disciplina a cada momento: para enfrentar o veneno do desejo, fizeram o voto de romper com todas as maldades.

Praticaram a concentração a cada momento: para enfrentar o veneno da aversão, fizeram o voto de praticar somente coisas boas.

Praticaram a sabedoria a cada momento: para enfrentar o veneno da ignorância, fizeram o voto de libertar todos os seres.


Bodhidharma
(em “La Aurora del Zen”)

segunda-feira, 22 de junho de 2015

A mente é a raíz

A mente é a raiz a partir do qual todas as coisas surgem. Se alguém compreender a mente, tudo o mais será esclarecido. É como a raiz de uma árvore. Todas as frutas e as flores, galhos e folhas de uma árvore dependem de sua raiz. Se você nutrir a raiz, uma árvore se multiplica. Se cortar a raiz, ela morre. Aqueles que entendem a mente alcançam a iluminação com mínimo esforço. Aqueles que não a entendem praticam em vão. Tudo o que é bom e tudo o que é ruim vem de sua própria mente. Encontrar algo além da mente é impossível. 

Bodhidharma
(em “The Zen Teaching of Bodhidharma”)

segunda-feira, 1 de junho de 2015

Buda açougueiro




Ainda que alguns hábitos permaneçam, eles não podem lhe causar danos pois sua natureza é essencialmente pura. Ela não pode ser corrompida. Seu verdadeiro ser não tem sensações, nem fome e nem sede, nem calor e nem frio, não adoece, não se apega, não sente prazer ou dor, nem bom e nem mal, nem fraqueza ou força. Na verdade não há nada ao qual essas coisas possam se aferrar. É somente por seu apego ao corpo que surgem sensações como fome, sede, calor, frio ou doença.

Se eliminar o apego e deixar que as coisas sigam seu curso, você transformará tudo. Adquirirá poderes espirituais que não poderão ser obstruídos. Se duvida, nunca enxergará além das aparências.

Quando você discrimina não pode evitar o ciclo de nascimento-e-morte. Mas quando enxerga seu verdadeiro ser você torna-se um Buda. Mesmo que trabalhe como açougueiro.

Bodhidharma
(em “The Zen Teaching of Bodhidharma”)

terça-feira, 19 de maio de 2015

O desapego é a essência do Caminho

                                         Foto: Andy Karr

O desapego é a essência do Caminho. Os sutras dizem: “Desapego é iluminação porque ele nega as aparências”. Budismo é consciência. Os mortais que são conscientes alcançam a Iluminação e por isso são chamados Budas. Os sutras afirmam: Aqueles que se livraram das aparências são chamados de Budas”.

Bodhidharma
(em “The Zen Teaching of Bodhidharma”)


quinta-feira, 14 de maio de 2015

Ver sua natureza original é encontrar o Buda



Você não pode conhecer sua própria mente enquanto seguir enganando a si próprio. Enquanto enfeitiça a si próprio com uma vida sem sentido, morta, você não é livre. A culpa não é de Buda. Mas as pessoas são iludidas e inconscientes de que suas próprias mentes são o Buda.  Não fosse assim e não estariam procurando o Buda fora de suas mentes.

Se usar sua mente para procurar Buda, não o encontrará. Enquanto seguir procurando o Buda por aí, jamais verá que sua própria mente é o Buda. Não use sua mente para invocar os Budas. Budas não recitam sutras. Budas não seguem preceitos, e não quebram preceitos. Budas não constroem ou destroem nada. Budas não fazem o bem e nem o mal.

Para encontrar o Buda você deve olhar para dentro de sua própria natureza original. Aquele que vê sua natureza é um Buda. Invocar Budas, recitar sutras, fazer oferendas, seguir os preceitos, tudo isso é inútil se você não reconhece sua natureza. Invocar os Budas somente resultará em um bom carma; recitar sutras possibilitará apenas desenvolver uma boa memória; seguir os preceitos garantirá um bom renascimento. Oferendas trarão bençãos futuras – mas não o Buda.

Pois qualquer prática é condicional – produz carma! Elas almejam e trazem retribuições e com isso mantém girando a roda do carma. E enquanto você estiver preso ao carma, sujeito a nascimentos e mortes, não alcançará a Iluminação. Para alcançar a Iluminação é necessário ver dentro da própria natureza.

Um Buda é um ser livre de carma. Livre de causas e efeitos. 

Bodhidharma
(em “The Zen Teaching of Bodhidharma”)

terça-feira, 12 de maio de 2015

Praticar sem praticar



Praticar o Dharma de Buda é reconhecer a realidade no qual tudo é absolutamente puro. Por isso, todas as aparências são vazias, ilusões. Apego e desapego, sujeito e objeto, não existem. Os sutras dizem: “O Dharma é livre da impureza chamada ser e é livre da impureza chamada self”. Os que são suficientemente sábios para crer e compreender essa verdade estão aptos a praticar de acordo com o Dharma. E como o que é real não se importa com tolices, eles dão seus corpos, suas vidas, seus bens, com caridade e sem arrependimentos, sem a vaidade de doador. Sem preconceitos ou apegos. Por isso, em sua prática são capazes de ajudar a todos, glorificando assim o Caminho da Iluminação.

Porém, quando praticam, não estão praticando. Isso é verdadeiramente praticar o Dharma.

Bodhidharma
(em “The Zen Teaching of Bodhidharma”)

sexta-feira, 8 de maio de 2015

Seu verdadeiro ser é puro


Não se apegue às aparências e você irá superar todas os obstáculos. Mas basta um momento de hesitação e você se verá sob o encanto do mal. Seu verdadeiro ser é puro e impenetrável, mas você não é ciente disso devido às ilusões, e por isso sofre em vão as consequências de seu carma. Onde quer que encontre prazer, você encontrará também escravidão. Mas uma vez que você desperte para seu ser original, não mais será escravo dos apegos.

Quem abre mão do transcendente e escolhe o mundano em todas as suas formas é um simples mortal. Um buda é alguém livre seja nos bons e nos maus momentos. Seu poder é tanto que o carma não o aprisiona. Não importa o tipo, o buda é capaz de transformá-lo. Paraíso e inferno não significam nada para ele.

Bodhidharma
(em “The Zen Teaching of Bodhidharma”)