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quinta-feira, 24 de março de 2022

 

Na prática Zen tratamos cada momento com a mente clara e aberta. Subitamente você experimenta uma calma absoluta, que ilumina sua vida, enchendo-a de luz e clareza. Sua vida então passa a ser calma e, ao mesmo tempo, dinâmica. Isso é paz, harmonia, repouso e felicidade. Em japonês chamamos isso de anjin, “mente pacífica”.

 

Dainin Katagiri (1928-1990)

sábado, 22 de agosto de 2020


É errado pensar que um ser iluminado não é mais movido por sentimentos de alegria e tristeza, de gostar e não gostar. Há uma grande e decisiva diferença entre ser movido por sentimentos e ficar preso em apegos. Ser movido por sentimentos é o fluxo livre e desimpedido do coração em resposta às coisas encontradas, e mudar em resposta às coisas à medida que elas se movem. Mas apego é quando o coração se apega às coisas ou sentimentos e, portanto, se amarra. A pré-condição para ver corretamente o que muda de momento a momento não é permanecer estático, mas acompanhar harmonicamente a mudança e, assim, deixar a verdadeira função do coração agir livremente. Então, rir e chorar são respostas naturais às circunstâncias. Um problema só surge quando há uma hesitação sobre as coisas. A imobilidade do absoluto é capacidade de movimento das formas.


Soko Morinaga

quinta-feira, 20 de agosto de 2020


As respostas de que se necessita surgem naturalmente da Grande Vida. Não precisa de planejamento. E nesse sentido, diante de um perigo, ser morto ou sobreviver está em harmonia com o Caminho. Mas para alguém cujas ações são governadas por seus valores e julgamentos auto-escolhidos, consequentes apenas a seu próprio entendimento superficial e estreita experiência, nem ser morto nem sobreviver está de acordo com o Caminho.


Soko Morinaga

terça-feira, 14 de abril de 2020


Foi dito que a mais alta sabedoria está no desapego, em deixar a vida seguir seu curso sem tentar interferir com seus movimentos e mudanças. É não tentar prolongar a permanência de algo agradável, nem acelerar a partida de coisas desagradáveis. Fazer isso é caminhar de acordo com a vida, é estar em perfeita harmonia, e isso se chama Iluminação.

Em resumo, você deve ser desapegado do passado e do futuro, deve viver no eterno Agora. Pois na verdade, nem o passado nem o futuro têm existência à parte deste Agora; sozinhos são ilusões. A vida existe apenas neste exato momento ...

Você pode acreditar que está fora de harmonia com a vida e seu eterno Agora; mas não pode, pois você é a própria vida e existe agora - caso contrário, você não estaria aqui. Portanto, o infinito Tao é algo do qual você não pode fugir e tampouco capturar. Não há como aproximar-se ou afastar-se dele; pois ele é você. Então torne-se o que você já é.


Alan Watts

terça-feira, 10 de março de 2020


Ao estudar a nós mesmos,
encontramos a harmonia
essa é a nossa existência total.

Nós não criamos harmonia.
Nós não a alcançamos ou conquistamos.

Ela está lá o tempo todo.

Aqui estamos nós, no meio deste caminho perfeito,
e nossa prática é simplesmente percebê-la e realiza-la
em nossa vida cotidiana.


Maezumi Rosh

sexta-feira, 27 de outubro de 2017

Religião Cósmica


Conforme o homem torna-se consciente das leis estupendas que governam o universo em perfeita harmonia, começa a perceber o quão pequeno ele é. Ele vê a mesquinhez da existência humana com suas ambições e intrigas, o seu crer no ‘sou melhor que você’.

Este é o começo da religião cósmica dentro dele; a comunhão e o serviço humano tornam-se seu código moral. Sem tais fundamentos morais, estamos irremediavelmente condenados.

Se queremos melhorar o mundo não podemos fazê-lo com o conhecimento científico, mas com ideais. Confúcio, Buda, Jesus e Gandhi fizeram mais pela humanidade do que qualquer ciência jamais fez.

Temos que começar pelo coração do homem – com sua consciência – e os valores da consciência só podem manifestar-se através do serviço altruísta para a humanidade.


Albert Einstein


quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Não é possível afastar-se do Tao


Nascemos para a vasta mente vazia de significado. Além do pensamento, além das coisas, a realidade simplesmente é. A natureza humana não precisa ser preenchida, nem precisamos cultivar o que já é perfeito. Uma vez reconhecendo isso, retornamos à origem de tudo. O movimento de aproximação ou distanciamento jamais existe. Permanecemos onde sempre estivemos, mas agora o sabemos, como se fosse a primeira vez.

Afastar-se do Tao só pode acontecer na mente; é uma ilusão que se torna nossa realidade. Embora realmente se viva no que é, nos imaginamos no que não é.

Trata-se apenas de prestar atenção ao que está acontecendo no íntimo de nosso ser, até que o invisível, o inquestionável, seja tão óbvio quanto o visível. Quando a mente se liberta de seus pensamentos, torna-se sua própria plenitude.


Stephen Mitchell
(em “O Segundo Livro do Tao”)



terça-feira, 17 de outubro de 2017

Um ato de infinita gentileza


Salvamos o mundo ao salvarmos a nós mesmos. Portanto, retornar ao centro é um ato de infinita gentileza.

Nada há de errado com pesar, raiva, ansiedade ou medo; uma emoção dolorosa é só um sinal que abandonamos o centro. Quando estamos em paz, tudo está em paz. O que parecia cacofonia torna-se a música do universo: uma suíte para uma mente desacompanhada.

Vivendo em harmonia com o modo de ser das coisas, a mente encontra-se em todos os lugares, sua circunferência em lugar nenhum. A parte torna-se o todo; o que é torna-se o que deveria ser.


Stephen Mitchell
(em “O Segundo Livro do Tao”)



terça-feira, 27 de junho de 2017

Os que vivem pelo Tao


Os que se libertaram do pensamento conceitual são humildes e não exaltam a si próprios. Aqueles cujas mentes são vazias compreendem o que é profundo. Os que auxiliam o próximo sem esperar recompensa são verdadeiramente gentis. Aqueles cujas palavras estão em sintonia com a mente sempre dizem a verdade. Os que não exigem dos outros mais do que exigem de si mesmos promovem a paz. Os que sabem mudar de acordo com as condições são hábeis. Aqueles que agem quando devem agir e repousam quando é momento de repousar vivem em harmonia com o tempo.


Sung Ch’ang-Hsing
(como citado por Red Pine em “Lao-tzu’s Taoteching”)



quarta-feira, 20 de abril de 2016

O maior show da Terra





Se você acha que pode manipular a vida, acaba criando para si a identidade do “manipulador da vida”. Isso é um grande problema! Ninguém consegue manipular a vida.

Mas se alguém abdica do ego, imediatamente entra em harmonia com a vida e percebe como a vida cuida de si própria. Ela flui espontânea e perfeitamente em cada manifestação.

Deixe que a dança da existência continue. Por que perder o maior show da Terra?

Mooji
(em “White Fire”)


quinta-feira, 31 de março de 2016

Força invisível




Quando você considera tudo como sendo uma só realidade que atua em harmonia, essa essência invisível possui um incrível poder de fazer com que as coisas surjam e desapareçam. O que quer que esteja obstruindo você, ela é capaz de absorver e transformar em força e energia positivas. Todos possuem esse incrível poder.

Daehaeng Sunim
(em  “Touching the Earth”)



segunda-feira, 28 de março de 2016

A bondosa harmonia do universo




Por acreditar ser um indivíduo à parte, você vive à deriva num mundo cheio de limitações. Mas quando reconhece ser a própria Essência, você age em harmonia com o meio ambiente. Maravilhosamente, os auxílios surgem de diferentes direções e você então reconhece a bondosa harmonia do universo.

Mooji
(em  “Writing on Water”)


quarta-feira, 17 de abril de 2013

A violência em matar um animal

A violência que consiste em matar um animal é inútil e prejudicial à harmonia do mundo. Ao reagir dessa forma, estaremos intervindo sobre o equilíbrio do universo.
 
Dalai Lama
 

sábado, 24 de novembro de 2012

O cosmo em nós mesmos


Pelo abandono do ego e de todas as coisas, cortando ilusões e desejos do corpo e do espírito, nós nos harmonizamos com o Caminho.

Durante o zazen, abandonamos o ego, bem como a separação do bem e do mal.

Temos de encontrar o cosmo em nós mesmos, além das concepções. Assim podemos encontrar a harmonia perfeita.

Se compreendemos o sistema cósmico, nós não o veremos mais através dos nossos olhos, mas através dos olhos de Buda: os olhos da verdadeira sabedoria, onde não existe mais sofrimento, nem prazer, nem felicidade nem infelicidade.

Taisen Deshimaru
(em "Shodoka - O Canto do satori Imediato")

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

O espírito profundo, diante de um fracasso

Diante de um fracasso, o espírito profundo não é afetado; ele continua a ser uma verdade cósmica na nossa vida cotidiana, um verdadeiro Buda, sempre em paz na infelicidade como na felicidade. Ela é a nossa vida interior, solitária, como durante o zazen.

O exterior pode estar sujo e ferido, mas o interior mantém-se puro e invulnerável. Assim se cria a harmonia com todo o universo, com todos os humanos.

A flor de lótus brota do lago lamacento.

Taisen Deshimaru
(em "Shodoka - O Canto do Satori Imediato")

sábado, 6 de outubro de 2012

Harmonia em cada gesto


"Ao arrumarmos nossos sapatos cuidadosamente, trazemos harmonia a nossas mentes.
Quando nossas mentes estão em harmonia, arrumamos nossos sapatos cuidadosamente.


Se arrumamos nossos sapatos cuidadosamente quando o tiramos, nossas mentes não se perturbarão quando os calçarmos.

Se alguém deixa os sapatos em desordem, silenciosamente devemos arrumá-los.

Tal ato certamente trará harmonia para a mente das pessoas e de todo o mundo."

Dogen