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domingo, 11 de agosto de 2024

Mas se você deseja atravessar o oceano de suas falhas realizando as maravilhosas qualidades de sua preciosa condição human, reflita agora na morte que certamente virá. Medite o tempo todo, dia e noite, na sua impermanência. Cultive a atitude de insatisfação com o samsara, e esteja determinado a libertar-se dele.


Longchenpa 

sábado, 10 de agosto de 2024

Em todo esse seu fluxo interminável de nascimentos, a morte, a dor e a perda caíram sobre você como chuva. Isso é o resultado de sua divagação mental, em que as vantagens e a liberdade que você intrinsecamente possui perderam o sentido. Todas as qualidades de alto renascimento e excelência final derivam da reflexão sobre quão difícil é obter essas liberdades e vantagens. Por isso, discipline-se nesta reflexão dia e noite. Não relaxe, mas tenha muita alegria nisso.


Longchenpa

terça-feira, 7 de maio de 2019

Longchenpa toma essa exposição da espontaneidade como o momento para reforçar o preceito da não-ação. A espontaneidade é a natureza da mente luminosa, e na medida em que a espontaneidade proporciona incessantemente a presença pura do agora, não há necessidade de fazer nada. Portanto, qualquer atividade projetada para facilitar ou agilizar o reconhecimento da presença pura é contraproducente. Qualquer ação meditativa ou ióguica é supérflua. Qualquer esforço é uma interferência num processo inato. Não é tanto uma questão de “Se não está quebrado, não conserte”, mas mais “Se você tentar consertar o que não está quebrado, você vai quebrar.” Nós já estamos no destino, então não pegue o trem. Não vamos a lugar algum. Se tivermos concebido um destino, devemos repensar isso. A ação orquestrada e o esforço nos impedem antecipadamente. A intervenção, não importa quão benigna, é a falha. Mas cuidado com os preceitos dogmáticos!

A própria espontaneidade é o agente que concede os desejos. Ela fornece a unidade do samsara e do nirvana. Não interfira com a espontaneidade natural. Nem sequer olhe. Se você precisa fingir que não está olhando, com as mãos na frente dos olhos, feche os olhos e evite a tentação de olhar através das fendas entre os dedos. A joia que realiza desejos é a fruição do Dzogchen.  


Keith Dowman
(em “O Coração-Vajra, O Tesouro Precioso do Dharmadhatu de Longchenpa – Keith Dowman”. Adaptado ao português por Kadag Lundrub.”)         

quinta-feira, 14 de março de 2019


Tens tomado tua vida como real, mas ela te trapaceará.
Sua natureza é mutável e ela não tem realidade.
Através da compreensão de sua personalidade trapaceira,
Por favor pratique o dharma deste dia em diante.

Longchenpa

terça-feira, 12 de março de 2019


É importante olhar diretamente a natureza dos pensamentos quando eles surgem.
É importante permanecer nessa natureza.
É importante ter a meditação sem meditação como sua meditação.
Sem turbulências, mantenha-a. Este é meu conselho.


Longchenpa

domingo, 10 de março de 2019


O estado búdico não está em qualquer outro lugar, mas em nós mesmos.
Ó meditadores, vocês que mantém suas mentes focadas,
Não mantenham sua mente num lugar apenas, mas deixem-na seguir à vontade.
A mente é vazia, onde quer que vá ou fique.
O que quer que surja é o jogo da sabedoria.


Longchenpa

sexta-feira, 8 de março de 2019


Permaneça serenamente presente
deixe que as coisas sigam seu curso
e seja feliz no estado natural.

Abandone as complicações de sua vida
e as confusões de seus dias
e em quietude, nada intencionando,
contemple a natureza da mente.

Esse conselho vem do coração:
empenhe-se inteiramente na contemplação do que surgir
e a compreensão nascerá;
pratique o desapego perfeito
e a delusão irá dissolver-se;
abandone qualquer intenção
e a ilusão desvanecerá.

O que quer que se apresente,
seja o que for,
é com isso que você deve lidar
e sem rejeitar
mas também sem apegar-se,
mantendo um contínuo fluir,
livremente sereno
e entregando-se à plena contemplação
você alcançará a realização.



Longchenpa

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Agradecendo a cada dor


Assolados por aflições, descobrimos o Dharma
E encontramos o caminho da liberação.
Obrigado, forças malignas!

Quando tristezas invadem a mente, descobrimos o Dharma
E encontramos felicidade duradoura.
Obrigado, tristezas!

Através do dano causado por espíritos, descobrimos o Dharma
E encontramos destemor.
Obrigado, fantasmas e demônios!

Através do ódio das pessoas, descobrimos o Dharma
E encontramos benefício e felicidade.
Obrigado, aqueles que nos odeiam!

Através da adversidade cruel, descobrimos o Dharma
E encontramos aquilo que não muda.
Obrigado, adversidades!

Através daqueles que nos forçam, descobrimos o Dharma
E encontramos o significado essencial.
Obrigado a todos que nos impelem!

Dedicamos o mérito a todos vocês, para retribuir sua gentileza. 


Longchenpa