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domingo, 13 de novembro de 2022

Cada um de nossos pensamentos está criando a realidade. Se nossa mente emite pensamentos de vingança, de medo, de ódio etc, perceberemos uma realidade dominada pela vingança, pelo medo e pelo ódio. Se, pelo contrário, geramos pensamentos e sentimentos de concórdia, de empatia, de benevolência, então nos encontramos vivendo num mundo de concórdia, de empatia, de benevolência. Deste ponto de vista cada instante em que nossa mente está emitindo pensamentos, sentimentos etc, está criando a realidade, está criando a vida que vivemos, o universo que percebemos.


Dokusho Villalba 

segunda-feira, 5 de junho de 2017

No odioso também existe o adorável


Segundo o Mestre Linji, não devemos odiar nem amar coisa alguma, pois estas duas atitudes nos mantém presos ao corpo, às sensações e às percepções. Se amamos o sagrado e odiamos o comum, não somos livres. Só a compreensão da interdependência pode impedir-nos de correr em busca do amor e para longe do ódio. Na pessoa odiosa há também uma pessoa adorável. E se soubermos como, o que é odioso se tornará adorável. E nessa pessoa adorável existe o que é odioso, e se não formos habilidosos o odioso acabará por predominar e a pessoa adorável não mais nos agradará.


Thich Nhat Hanh
(em “Nada Fazer, Não Ir a Lugar Algum”)



sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Deixar que passe





Deixar que passe. O Zen nos convida a não considerar a emoção como uma adversária. A prática espiritual consiste então em não subir mais no trem das emoções perturbadoras, mas olhar os vagões passarem: “Olhe, esta é a minha raiva”, “Olhe, este é o meu medo”. Ousar não se fixar em nada permite atravessar as tempestades sem se machucar. Não é grave que a raiva, o medo ou a tristeza  venham me visitar. Tomara que nunca se instalem no coração. Portanto, mil vezes por dia deixar que passem...


Alexandre Jollien
(em “O Caminho da Sabedoria – Conversas entre um Monge, um Filósofo e Psiquiatra Sobre a Arte de Viver”)


quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Chegar ao cume





No budismo, o Despertar é uma meta claramente definida, que está diante de nós um pouco como o Everest para aquele que quer escalá-lo. Não duvido da existência daquilo que se ergue majestosamente diante de meus olhos, mas me pergunto se eu seria capaz de fazer os esforços necessários para chegar ao cume, se isso vale a pena, se não seria melhor ir à praia. No entanto, ao pensar bem, vejo claramente que almejo escalar essa montanha porque sei que vale a pena me libertar da ignorância, do ódio, do ciúme, da vaidade, da avidez, etc., e não hesito mais.


Matthieu Ricard
(em “O Caminho da Sabedoria – Conversas entre um Monge, um Filósofo e Psiquiatra Sobre a Arte de Viver”)


sábado, 17 de setembro de 2016

Eliminando o ódio



Quantos malfeitores matarei? O número deles é infinito como o espaço. Mas seu eu matar o espírito do ódio, todos os meus inimigos desaparecerão de uma só vez.

Shantideva
(citado por Matthieu Ricard em “Felicidade – A Prática do Bem-Estar”)


segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

A Lei da Vida



Dizemos, daqueles que alcançam a Identidade, que vivem em Deus. Odiar significa usar o pequeno eu para matar o Eu Real, pois o amor é a Lei da Vida. Elevar-se a esse ponto é ser perfeito, mas quanto mais nos aproximamos da perfeição menos “trabalho” (por assim dizer) faremos, pois saberemos que o mundo é uma brincadeira de inocentes e não mais nos preocuparemos com nada.

Swami Vivekananda
(em “Platicas Inspiradas”)

quarta-feira, 1 de abril de 2015

A derradeira pacificação


Quando um raio de sol bate sobre um pedaço de cristal, jorram luzes irisadas brilhantes, mas insubstanciais. Assim também os pensamentos, em sua infinita variedade – devoção, compaixão, maldade, desejo -, são inacessíveis, imateriais, impalpáveis. Não há nenhum que não seja vazio de existência própria. Se você souber reconhecer a vacuidade de seus pensamentos no exato momento em que surgem, eles se dissolverão. O ódio e o apego não poderão mais abalar a sua mente, e as emoções perturbadoras cessarão por si mesmas. Você não acumulará mais atos nefastos e, consequentemente, não causará mais sofrimento. É a derradeira pacificação.


Dilgo Khyentsé Rinpoche

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Lidar com os demônios como um Buda

Em meio ao reino da dor e do sofrimento, precisamos encontrar o reino da paz e da harmonia. Isso é prática religiosa. Você não pode encontrar qualquer paz fugindo da dor e do sofrimento; você precisa encontrar paz e harmonia exatamente em meio ao sofrimento humano. Esse é o propósito da vida espiritual.
 
A atitude fundamental é: não reaja impulsivamente à dor ou ao sofrimento com ódio, porque isso causará mais problemas. Lide com o mal imediatamente, mas tente fazê-lo com calma e serenidade, não com raiva. Seja gentil. Seja compassivo. Essa é á verdadeira prática da paciência. Se você agir assim, naturalmente os demônios serão subjugados.
 
No momento em que você lidar com os demônios como um Buda, haverá um caminho para a liberdade. Uma passagem se abre para você.
 
Dainin Katagiri
(em "Each Moment is the Universe")
 

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Somente o amor cura o ódio

O ódio nunca cessa através do ódio.
Somente através do amor ele pode se curado.
Essa é uma antiga e eterna lição.

Buda

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Culpa é ira



O sentimento de culpa, na psicologia Budista, é definido como um tipo de ódio auto-dirigido. É uma outra forma de ira. E se estivermos motivados pela culpa que sentimentos, isso drenará toda a nossa energia; não nos dá força para ajudarmos os outros. Nós próprios acabamos por tomar o lugar central do palco quando estamos em “modo culpa".
 
Sharon Salzberg

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Eu sou muito atingido pela culpa, em especial quando erro por falta de disciplina. Se olho para trás e vejo que fiz o melhor, meus equívocos não me afetam tanto, eu fiz o melhor que pude. Mas se erro por não ter feito o que deveria me sinto mal, envergonhado diante de mim mesmo.

Não adianta forçar-me a "não sentir culpa". Melhor cuidar de não errar tanto por omissão, descuido ou acomodação.
 

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Reconhecendo o vazio da mente





 

Como o samsara se manifesta? O que quer que percebamos ao nosso redor com nossos cinco sentidos, todos os tipos de sentimentos de relação e repulsão, se formam em nossa mente. Não são as percepções em si que nos mantém no ciclo de existências, mas sim o modo pelo qual reagimos a elas e o modo pelo qual as interpretamos.  
 

O ódio ou a raiva que possamos sentir por alguém não são inerentes àquela pessoa. Eles existem apenas em nossa mente. Assim que vemos o nosso inimigo, nossos pensamentos se fixam na memória do mal que ele fez para nós, em seus ataques presentes e naqueles que poderá fazer no futuro. Nos tornamos irritados a ponto de não sermos mais capazes de suportar o som de seu nome. Quanto mais liberdade nós damos a estes pensamentos, mais a raiva irá nos invadir e, com ela, a vontade irresistível de pegar uma pedra para lhe jogar, ou de um bastão para lhe bater. Deste modo, um simples instante de raiva nos conduz ao paradoxo do ódio. 
 

O ódio parece muito poderoso para vocês, mas de onde ele tira o poder de dominá-los a esse ponto? É uma força externa, com braços e pernas, armas e guerreiros? Ou é uma força interna, que está dentro de vocês? Se esse for o caso, vocês podem identificá-la em seu cérebro, em seu coração, ou em alguma parte de vocês? 
 

Apesar de ser impossível de localizá-lo, o ódio parece ter uma presença muito concreta que tende a amarrar a mente, a solidificá-la, e desse modo a desatrelar todo um processo de sofrimento para vocês e para os outros. Assim como as nuvens que, apesar de serem insubstanciais para suportar o menor peso, podem encobrir o céu e o sol, do mesmo modo os pensamentos podem obscurecer o brilho da consciência iluminada. Reconheçam o vazio da mente, sua transparência, e ela retornará por si mesma ao seu estado natural de liberdade. Reconheçam o vazio do ódio e ele perderá seu poder de fazer o mal. Ele se tornará a sabedoria que é como o espelho. 

 

Dilgo Khyentse Rinpoche

sexta-feira, 19 de abril de 2013

O nosso ódio fere a nós mesmo

Os ensinamentos budistas dizem que sentir ódio de um inimigo equivale a enfiar uma espada no próprio ventre com o objetivo de atingir uma pessoa que se encontra atrás de nós.
 
Dalai Lama

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Quando odiamos

"Quando odiamos alguém, detestamos a nós mesmos também."

Thich Nhat Hanh
(em "A Essência dos Ensinamentos de Buda")