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quarta-feira, 9 de novembro de 2022

A fonte de todas as dificuldades e conflitos está na mente; portanto, a solução de todas as dificuldades e conflitos está na transformação da mente. Para isso, praticamos a meditação.


Chagdud Tulku Rinpoche 

sábado, 27 de fevereiro de 2021


Por isso é muito importante examinarmos a nossa própria mente. Quando temos um pensamento negativo, ou mesmo um pensamento neutro, — um que não seja particularmente não-virtuoso —, precisamos tentar transformá-lo em virtuoso. Quanto mais redirecionamos a mente, mais sua expressão externa em palavras e ações se torna virtuosa. A raiz de todos os fenômenos do samsara e nirvana está na mente. Os estados mentais virtuosos e não-virtuosos são responsáveis pelo carma que leva ao sofrimento ou à felicidade.


Chagdud Tulku Rinpoche

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Não se deixe distrair


Quando você estiver imerso nas coisas do mundo, conserve sua mente naquilo que estive fazendo. Se estiver escrevendo, mantenha a mente no tracejar da caneta. Se estiver costurando, concentre a mente em cada ponto. Não se deixe distrair. Não pense em cem coisas ao mesmo tempo. Não fique viajando no que aconteceu ontem ou no que pode acontecer no futuro.



Chagdud Tulku Rinpoche


quarta-feira, 10 de junho de 2015

Oceanos de carma


Cada movimento de nossos pensamentos, palavras e atos é como um ponto no tecido da nossa futura realidade. Latentes em nossa experiência presente estão oceanos de carma vindo de incontáveis vidas passadas, carma este que, nas condições apropriadas, frutificará.

Chagdud Tulku Rinpoche
(em “Portões da Prática Budista”)

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Consequências do que plantamos

A mente é um campo fértil onde todos os tipos de planta podem crescer. Quando plantamos uma semente - um ato, uma palavra ou um pensamento -, num dado momento, será produzido um fruto que irá amadurecer e cair na terra, perpetuando e incrementando aquela mesma espécie. Momento a momento, plantamos sementes de causalidade potentes com nosso corpo, fala e mente. Quando se juntarem as condições adequadas para o amadurecimento do nosso carma, teremos que lidar com as consequências das coisas que plantamos.

Chagdud Tulku Rinpoche
(em “Portões da Prática Budista”)

terça-feira, 22 de julho de 2014

Se o passado de uma pessoa fosse o seu passado

Se o passado de uma pessoa fosse o seu passado, se a dor dessa pessoa fosse a sua dor, se o nível de consciência dela fosse o seu, você pensaria e agiria exatamente como ela.

Ao compreender isso, fica mais fácil perdoar, desenvolver a compaixão e alcançar a paz.

O ego não gosta de ouvir isso, porque sem poder reagir e julgar ele se enfraquece.


Chagdud Tulku Rinpoche

quinta-feira, 22 de maio de 2014

Uma consciência contínua da impermanência

Precisamos incutir em nós mesmos uma consciência contínua da impermanência, que esteja viva momento a momento. Isso porque a vida é uma corrida contra a morte, e a hora da morte é desconhecida. Contemplar a aproximação da morte muda as nossas prioridades e nos ajuda a abrir mão do envolvimento obsessivo com coisas ordinárias. Se permanecermos sempre conscientes de que cada momento pode ser o nosso último, iremos intensificar a nossa prática para não despediçarmos nem fazermos mal uso da nossa preciosa oportunidade humana. À medida que amadurece  contemplação dessa verdade, será fácil aprendermos os mais elevados, os mais profundos ensinamentos budistas. Vamos ter alguma compreensão de como funciona o mundo, como as apaências surgem e se transformam. Vamos passar de um mero entendimento intelectual da impermanência para a compreensão de que todas as coisas sobre as quais baseávamos nossa crença na realidade são apenas um cintilar de mudança. Começaremos a ver que tudo é ilusório, como um sonho ou uma miragem. Embora os fenômenos apareçam, na verdade nada estável está de fato presente.

Chagdud Tulku Rinpoche
(em “Portões da Prática Budista”)
 

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Se desejamos felicidade

A melhor maneira de cuidar de si mesmo é cuidar do outro. O mérito criado por viver de forma altruísta torna-se a causa de felicidade. Se desejamos felicidade, devemos sempre nos focar nas necessidades dos outros. Se, por outro lado, desejamos sofrimento, devemos pensar apenas em nós mesmos.

Chagdud Tulku Rinpoche
(em "Sementes de Sabedoria")

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

A realidade de nosso dia a dia

Quanto maior a bondade, maior a experiência de felicidade. Quanto maior a negatividade, maior o sofrimento e a dor. A realidade de nosso dia a dia é o resultado cármico dos pensamentos que tivemos, das palavras que dissemos e das ações que executamos nesta vida e em vidas passadas.

Chagdud Tulku Rinpoche
(em "Sementes de Sabedoria")

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Cada momento pode ser o último

Contemplar a aproximação da morte muda as nossas prioridades e nos ajuda a abrir mão do envolvimento obsessivo com as coisas mundanas.
 
Se permanecermos sempre conscientes de que cada momento pode ser o último, intensificaremos nossa prática espiritual para não desperdiçar nem fazer mau uso da oportunidade de termos uma vida humana.
 
Chagdud Tulku Rinpoche
(em "Sementes de Sabedoria")
 

quarta-feira, 12 de junho de 2013

O aumento da compreensão traz o aumento da compaixão

 À medida que a nossa compreensão da impermanência e da natureza ilusória da realidade aumenta, também aumenta nossa compaixão. Vemos que, aprisionados em sua crença no sonho, sem nenhuma compreensão da impermanência, os seres vivem angústia e sofrimento tremendos. Pelo fato de acreditarem na solidez da sua experiência, reagem com apego e aversão quando seu carma surge, criando mais carma negativo e perpetuando os ciclos de sofrimento.

Chagdud Tulku Rinpoche

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Em paz com o fato de que vou morrer


 Independentemente de quantos anos me restam, estou em paz com o fato de que vou morrer. A morte não me assusta, porque tenho confiança em minha prática espiritual e tenho tentado ajudar os outros o tanto quanto é possível. Eu sei por experiência que esses ensinamentos vão beneficiar qualquer um que aplicá-los, não apenas nesta vida, mas no momento da morte e em vidas futuras.
 
Das profundezas de meu coração eu digo a vocês: um momento de bondade para com outro ser, um ato de intenção pura, vale mais do que toda a riqueza material do mundo quando você está morrendo. Então pratique agora, enquanto você pode, na maior medida possível, em qualquer situação. Isso vai preencher o propósito supremo de sua vida e, no momento da morte, você não vai ter arrependimentos.
 
Chagdud Tulku Rinpoche
(em "Para Abrir o Coração")
 

domingo, 3 de fevereiro de 2013

Contemplando a impermanência


Podemos reduzir o apego contemplando a impermanência. É certo que o objeto ao qual estamos apegados, seja qual for, irá mudar ou se perder.

Saber disso ajuda não só a diminuir o apego, mas também proporciona maior apreciação pelas coisas que temos enquanto as temos.

Chagdud Tulku Rinpoche
(em “Sementes de Sabedoria”)

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Sabedoria é a lâmpada

Sabedoria, conhecer a verdadeira natureza, é o antídoto para a ignorância, que é não conhecê-la. Ela é a lâmpada que dissipa a escuridão da mente.

Chagdud Tulku Rinpoche
(em “Sementes de Sabedoria”)


terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Sem saber quando morreremos


Os jovens pensam que a vida será longa, e os velhos pensam que a vida terminará logo. No entanto, não podemos fazer tais suposições. Muitas pessoas fortes e saudáveis morrem jovens, enquanto muitos velhos, doentes e debilitados continuam vivendo dia após dia.

Sem saber quando morreremos, precisamos cultivar a apreciação e a aceitação do que temos enquanto temos, em vez de tentar incessantemente satisfazer nossos desejos e procurar defeitos nas experiências de vida que temos.

Chagdud Tulku Rinpoche
(em “Sementes de Sabedoria”)


domingo, 27 de janeiro de 2013

Nossas qualidades naturais


Nossas qualidades naturais são a sabedoria, a compaixão e a habilidade para beneficiar os outros. O que experimentamos agora, porém, são camadas complexas de hábitos, entre eles a raiva, que temos há tanto tempo que nos parece natural. Tais hábitos não são, entretanto, parte da nossa verdadeira natureza - são parte da nossa confusão mental.

Chagdud Tulku Rinpoche
(em “Sementes de Sabedoria”)
(foto e arte de Neighya)


quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Contemplar a impermanência de tudo


Contemplar a impermanência de tudo pode nos ajudar a desenvolver a qualidade de regozijo. A cada dia que passa, apreciamos o fato de ainda estarmos vivos. A vida é breve e pode terminar a qualquer momento. Com esse reconhecimento, nos alegramos e usamos o tempo que temos para criar o maior benefício possível.

Chagdud Tulku Rinpoche
(em “Sementes de Sabedoria”)
(foto de Rifat Attamimi)

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

As experiências não são sólidas


Sofremos não por nossa experiência ser ilusória, e sim por a considerarmos sólida. Se reconhecermos a natureza ilusória das coisas e encararmos a inevitabilidade da morte, estabeleceremos prioridades e faremos escolhas que trarão felicidade em vez de sofrimento, tanto para nós mesmos como para os outros.

Chagdud Tulku Rinpoche
(em "Sementes de Sabedoria")

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Exarcebar o problema


O apego egoísta, mais cedo ou mais tarde, criará problemas. Se estamos apegados às nossas próprias necessidades e desejos, se gostamos de nos sentir felizes e não gostamos de sofrer, algo pequeno que não dá certo transforma-se em algo gigantesco.

Preocupar-se com o problema, da manhã à noite, exarcebando-o, faz com que uma trinca em uma xícara pareça o Grand Canyon.

Chagdud Tulku Rinpoche
(em “Sementes de Sabedoria”)

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Um piquenique em uma tarde de domingo


A vida é como um piquenique em uma tarde de domingo: não dura muito. Só olhar o sol, sentir o perfume das flores ou respirar o ar puro já é uma alegria.
Mas, se só ficarmos discutindo onde pôr a toalha, quem vai sentar onde, quem vai ficar com o peito ou a coxa do frango... que desperdício! Mais cedo ou mais tarde o tempo muda, a tarde cai, e o piquenique termina.

E tudo o que fizemos foi discutir e implicar uns com os outros

Chagdud Tulku Rinpoche
(em “Sementes de Sabedoria”)
(foto de david Lazar)