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segunda-feira, 27 de julho de 2026

sexta-feira, 17 de abril de 2026

Minha mente é como a lua de outono,

brilhando clara no lago de jade.

Nada pode se comparar a ela.

O que mais eu poderia dizer?


Han Shan

terça-feira, 12 de março de 2024

 


Para minha casa, deleito-me no afastado e no oculto;
o lugar onde moro é isolado de barulho e poeira.
As ervas que piso tornam-se meus três caminhos;
as nuvens que vejo são meus vizinhos nos quatro lados ao redor.
Para cantar comigo, para a música, ali estão os pássaros.
Eu perguntaria sobre o Dharma, mas não há ninguém por perto.
Hoje sou como o cedro perfumado;
vários anos são como uma simples primavera.

Han-shan

terça-feira, 5 de março de 2024

 


Minha mente, você me fez crer que eu tenho uma forma. E eu acreditei em você, minha mente.
Embora o corpo seja conduzido por você, agora as dez mil coisas se tornaram luz.
Vagando pelo universo, dentro e fora das florestas montanhosas, por que eu deveria admirar a beleza das vestes luxuosas?
Busco apenas aquilo que a geada e a neve não podem afetar.

Han-Shan Te-Ch'ing

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2024

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2024


Minha mente, você me fez crer que eu tenho uma forma. E eu acreditei em você, minha mente.
Embora o corpo seja conduzido por você, agora as dez mil coisas se tornaram luz.
Vagando pelo universo, dentro e fora das florestas montanhosas, por que eu deveria admirar a beleza das vestes luxuosas?
Busco apenas aquilo que a geada e a neve não podem afetar.

Han-Shan Te-Ch'ing

terça-feira, 4 de dezembro de 2018

Han Shan nos diz que o caminho para o Buda é muito difícil de seguir. Ele diz que se você não tem plena convicção e uma determinação você não perseverará. Ele diz que é como alguém avançando sozinho para enfrentar dez mil soldados inimigos. Se o praticante não tiver essa mente de grande determinação e força de vontade para embarcar na prática, não será capaz de completar o caminho. Por isso um verdadeiro praticante é corajoso, determinado e forte o suficiente para superar suas aflições, como um guerreiro que enfrenta dez mil inimigos.


Sheng Yen
(em “Shattering the Great Doubt")

quinta-feira, 6 de setembro de 2018

Riacho



Os praticantes laicos do Dharma usam a atividade diária assim como quem usa uma ferramenta de polimento. Externamente, parecem muito ocupados, como se estivessem polindo o duro aço, soltando faíscas para todos os lados. Mas por dentro eles crescem, silenciosamente. Pois embora possam trabalhar muito, o fazem pelo o trabalho em si e não pelo lucro que ele trará. Desapegados dos resultados de seu trabalho, transcendem o frenético a fim de alcançar a tranquilidade essencial do Caminho. Assim como um pequenino riacho sinuoso que segue por entre as pedras brilhantes enquanto que, ao correr, lustra suavemente cada uma delas.


Han Shan



terça-feira, 28 de agosto de 2018

sábado, 25 de agosto de 2018

À deriva



Acompanho meus pés impulsivos
Para onde quer que eles possam ir
Meu corpo é um pinheiro
Cercado pela neve
Às vezes simplesmente relaxo
À margem de um riacho
Às vezes sigo à deriva
Como uma nuvem vagando de um pico ao outro.


Han Shan Te-ch’ing (1546-1623)



terça-feira, 17 de março de 2015

A iluminação de Han Shan



Quando seu ego ilusório e sempre mutável morre, você consegue realizar a verdadeira natureza permanente, o imutável Self de Buda! Somente as aparências mudam. A realidade subjacente a tudo não muda jamais!

Eu queria que meu ego se desvanecesse como o daquele Bhramim. Eu queria refugiar-me em meu Self de Buda. Levantei-me e fui para o templo. Prostrei-me diante do altar. De repente tudo parecia extremamente claro para mim.

Quando me dirigi á saída, parei nos degraus e olhei maravilhado para o pátio. Um vento forte havia começado a soprar espalhando folhas das árvores ao redor. Havia centenas delas no ar. Apesar disso, elas moviam-se lentamente... Simplesmente ali, suspensas no ar... E tudo em volta estava tão sereno...

Finalmente eu havia visto algo com meus olhos de Buda!  Compreendi que o ego se move continuamente, como uma corrente de ar ou de água. Mas o que vemos é na realidade estável, uma matrix no qual todas coisas pulsam, surgindo e desaparecendo continuamente.

Agora eu compreendia! Meu ego havia decidido que uma certa porção da matéria era folha de árvore; depois meu ego decidiu encadear séries de imagens e chamar essas séries de movimento: folhas ao vento. 

Na realidade, não havia um eu nos degraus do templo. Não havia nem mesmo degraus. Não havia vento, ou folhas ao vento. Meu ego havia criado limites para tudo, na matéria, no tempo, e deu às coisas nome e forma. Mas a Realidade, sem a interferência de meu ego, não possui conceitos, não tem forma definida e não está presa à corrente do tempo!

Agora eu sabia. Nada nasce e nada pode morrer. Tudo simplesmente é. 

Han Shan
(em "The Autobiography of Han Shan")