De algum modo, o sofrimento deixa de ser sofrimento no momento em que encontra um sentido — como o sentido de um sacrifício. Certamente que não foi uma terapia no sentido próprio da palavra, visto que, em primeiro lugar, o seu desespero não era uma doença, e em segundo lugar, eu não podia mudar o seu destino, não podia ressuscitar a mulher. Mas, naquele momento exato, consegui alterar a sua atitude em relação ao seu destino imutável. A partir desse dia, ele pôde, pelo menos, ver um sentido no seu sofrimento.
Pertence aos postulados fundamentais da logoterapia que a principal preocupação do homem não é encontrar o prazer ou evitar a dor, mas sim encontrar um sentido para a sua vida. E é por isso que o homem está disposto até a sofrer, na condição, evidentemente, de que o seu sofrimento tenha um sentido.
Viktor Frankl