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terça-feira, 12 de julho de 2022

Mergulhei meu espírito no silêncio profundo, e alimentei meu verdadeiro ser em penhascos remotos. Atento somente à mente pura, até que ela preencheu todo o vale.


Jingue

quinta-feira, 16 de abril de 2015

Água e Gelo



Os seres sensíveis e a natureza de Buda possuem uma mesma identidade. São como água e gelo. Que diferença há essencialmente entre eles? A barreira sólida do gelo representa a escravidão na qual se encontram os seres sensíveis. A água anima a natureza e flui através dela: assemelha-se à pureza perfeita da natureza de Buda.

Não há nada a ser alcançado, nenhuma meta a almejar. Mesmo as coisas boas devem ser abandonadas: é assim que o nascimento-e-morte é abandonado.

Jingue (monge Chan)
(em “La Aurora del Zen”)

quarta-feira, 15 de abril de 2015

A Mente Única



A realidade da Mente não é criada e nem destruída, e as distinções entre os diversos fenômenos estão baseadas em falsas concepções. Os objetos e suas formas não existem fora das concepções da mente. Consequentemente, todas as coisas independem da linguagem que as nomeiam, independem dos nomes pelas quais são chamadas, independem de como são vistas: são, na realidade, todas iguais, sem diferenças ou mudanças, e indestrutíveis: são a Mente Única.


Jingue (monge Chan)
(em “La Aurora del Zen”)

quinta-feira, 9 de abril de 2015

Pureza



Dentro da extinção pacífica (Nirvana),  fundamentalmente não há pensamentos sendo gerados. O movimento é ao mesmo tempo perfeita quietude. Havendo quietude, não há busca. Os pensamentos que surgem originam-se da Realidade. Sendo reais, não há sujeira ou apego. Não havendo sujeira, há pureza. Não havendo amarras, há libertação. A impureza produz nascimento e morte. A pureza é o fruto da iluminação.


Jingue (monge Chan)
(em “La Aurora del Zen”)

quarta-feira, 8 de abril de 2015

Vazio e ilimitado, vasto e puro



Não há Dharma a ser ensinado, nenhuma Mente sobre o qual se possa falar. A natureza inerente da realidade é vazia. Retornar à base original, esse é o Caminho. A natureza do Caminho é a de ser vazio e ilimitado, vasto e puro.

A libertação completa não é encontrada na existência comum ou na busca pelo vazio. Não depende de ações intencionais, não exige preocupações e nem sacrifícios. Não permite apegos. Dentro do Nirvana nada é criado.

Por isso, o fruto do Caminho não se encontra na existência e nem no vazio; está muito além de ambos.

Jingue (monge Chan)
(em “La Aurora del Zen”)