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segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Somos todos loucos



Sabe qual é um sinal de que você despertou? É quando você se pergunta: “Será que eu enlouqueci ou será que todos eles estão loucos?”. Verdade. Porque somos todos loucos. O mundo inteiro é louco. Somos todos lunáticos, e com certificado! A única razão pela qual não estamos trancados em uma instituição é que somos em número muito grande. Portanto, somos loucos. Vivemos com ideias malucas sobre o amor, relacionamentos, sobre a felicidade, sobre a alegria, sobre tudo. A meu ver, chegamos a um tamanho grau de loucura que se todo mundo concorda com alguma coisa, então pode ter certeza de que essa coisa está errada! Toda ideia nova, toda grande ideia, quando apareceu pela primeira vez, era apoiada por uma minoria de uma só pessoa. Aquele homem chamado Jesus Cristo – era minoria de um só. Todo mundo afirmava algo diferente do que ele dizia. Buda – também, minoria de um só. Todo mundo afirmava algo diferente do que ele dizia. Acho que foi Bertrand Russell quem disse: “Toda grande ideia começa como uma blasfêmia”. Muito bem dito e muito exato. Pelo fato de serem loucas, as pessoas se comportam como lunáticas: e quanto mais cedo você enxergar isso, melhor para sua saúde mental e espiritual.


 Anthony de Mello
(em “Guia Para Águias Que Acreditam Ser Frangos”) 





sexta-feira, 25 de março de 2016

Negar a si mesmo






O ego sempre quer a Verdade quando se julga pronto para ela. Ele diz, “Estou pronto agora. Estou puro e acessível.” Mas a Verdade não vem quando o ego está pronto. A Verdade vem quando o Coração está pronto, pois o Coração e a Verdade são um só.

Para isso, você deve abandonar o ego.

Jesus disse: “Negue a si mesmo, tome sua cruz e me siga”.  Isso significa que você deve negar sua personalidade criada e condicionada, negar sua arrogância, negar o ego e a identidade aparentemente acolhedora criada por ele. Abandone-a. Afaste-se dela. Não a alimente.

E “tomar sua cruz”, o que significa? O que quer que a vida traga, receba, sem reclamar do fruto recebido. Não se considere o autor de nada, apenas mova-se para onde a vida o inspirar a ir.

Mooji
(em  “White Fire”)