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quinta-feira, 31 de agosto de 2023

Se você é contra algo, saiba que não tem liberdade. Se você encontrar falhas em alguém ou for contra alguém, então você está preso nessa situação. Não seja nem contra o erro. Essa é uma ideia revolucionária. Eu não estou defendendo o erro, mas estou dizendo, não cometa o erro de ser contra o erro.


Sri Sri Ravi Shankar 

quinta-feira, 25 de julho de 2019


Nossas percepções são coloridas por delírios da mesma maneira que a visão de uma pessoa com icterícia é colorida pela bílis em seus olhos, fazendo-o ver uma concha branca como amarela. É o apego que faz a mente projetar suas ilusões nas aparências. Assim que a mente percebe alguma coisa, ela se apega a essa percepção; então, avalia o objeto como desejável, ofensivo ou neutro; finalmente, agindo com base nessa percepção distorcida com desejo, aversão ou indiferença, ela acumula carma.


Dilgo Khyentse Rinpoche
(em “The Heart Treasure of the Enlightened Ones”)

quarta-feira, 24 de julho de 2019


Quando algum dos seus órgãos dos sentidos encontra um objeto, ele inicia o processo da percepção em sua consciência. A partir daí, à medida que sua mente reage ao objeto influenciada por todos os seus hábitos acumulados e experiências passadas, todo o processo é inteiramente subjetivo. Logo, quando sua mente está cheia de raiva, o mundo inteiro parece ser um reino infernal. Quando sua mente é pacífica, livre de qualquer apego ou fixação e o que você faz é de acordo com os ensinamentos, você experimenta tudo como primordialmente puro. Enquanto um Buda vê os infernos como um paraíso, os seres iludidos vêem o paraíso como os infernos.


Dilgo Khyentse Rinpoche
(em “The Heart Treasure of the Enlightened Ones”)

domingo, 7 de julho de 2019

sábado, 6 de julho de 2019


Seres de carma inferior almejam a grandeza e a vaidade deste mundo e agem sem levar em conta a maturação cármica. A infelicidade futura se estenderá por mais tempo que a atual, por isso sinta amor maternal por todos os seres. Faça-se acompanhar sempre pela mente desperta da boditchita. Não considere nenhum ser senciente como inimigo; fazê-lo é somente delusão da mente.


Padmasambhava

domingo, 30 de junho de 2019


É inteiramente possível que você sinta apego ou aversão por certos objetos sensoriais. Abonde essa atitude. Quando sentir apego por algo atraente ou aversão por algo repugnante, compreenda-o como sendo uma delusão da mente, nada além de uma ilusão mágica.


Padmasambhava

segunda-feira, 29 de junho de 2015

Disciplina, Concentração e Sabedoria


Quando os boddhisattvas praticaram no passado, fizeram três votos a fim de enfrentar os três venenos da mente:

Praticaram a disciplina a cada momento: para enfrentar o veneno do desejo, fizeram o voto de romper com todas as maldades.

Praticaram a concentração a cada momento: para enfrentar o veneno da aversão, fizeram o voto de praticar somente coisas boas.

Praticaram a sabedoria a cada momento: para enfrentar o veneno da ignorância, fizeram o voto de libertar todos os seres.


Bodhidharma
(em “La Aurora del Zen”)

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Nem apego, nem aversão

Uma pessoa liberta nem se prende ao mundo e nem sente aversão a ele.
Ambos, apego e aversão, são cordas que nos amarram.

Uma pessoa livre transcende a ambos a fim de viver em paz e liberdade.


Buda

terça-feira, 10 de junho de 2014

Deixar que as coisas sigam seu fluxo

Deixar que as coisas sigam seu fluxo produz infinita virtude e mérito. Primeiro, todo tipo de sofrimento se esvai. Depois, hábitos que vêm sendo mantidos há eons pelas afinidades cármicas serão dissolvidos. E ainda, os apegos e ilusões que ocupam a mente desaparecerão gradualmente, não havendo mais nada a descartar ou acrescentar. Nesse momento o seu self original será revelado.

Daehaeng Sunim
(em “No River to Cross”)

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

A Ilusão e a Vida

É possível viver na vida sabendo que é ilusão e ainda assim usufruir da vida? Sim e muito mais porque a alegria da vida deixa de estar cheia dos sofrimentos inerentes aos apegos. Não é a vida em si que produz sofrimento. Quem produz sofrimento é nosso apego à permanência na vida, porque desejamos estabilidade, porque desejamos nos agarrar às coisas da vida. Elas são muito fortes. Nossos filhos, nossos amores, nossa casa, colocamos apego nessas coisas e elas são impermanentes, então obrigatoriamente teremos sofrimento, mas nós podemos ter profundo amor sem apego, sabendo que é transitório, impermanente e ilusório. Que é um sonho maravilhoso que estamos vivendo, mas que não tem solidez, então é perfeitamente possível usufruir e viver, e ao mesmo tempo ter uma mente livre. Ter conquistado a liberdade. Não vai haver apego, ódio, ilusão. Não vão haver as três coisas que produzem o sofrimento: o apegar-se, o ter aversão e a ilusão.

 Monge Genshô
(em seu blog "O Pico da Montanha é onde estão os meus pés")