Ajahn Chah dizia que não é o som que perturba você; é você quem perturba o som.
Ajahn Brahm
O que há que pode ser perdido por uma pessoa? Não há nada que possa ser perdido. Ganhar algo é apenas dharma. Perder também é dharma. Estar feliz e confortável é dharma. Ficar pouco à vontade é dharma. Significa não se apegar a todas essas condições, mas reconhecer o que elas realmente são. Se você tem felicidade, você reconhece: “Oh! É felicidade, e não é permanente.” Se você está sofrendo, você reconhece: “Oh! É sofrimento, e não é permanente.” “Ah, isso é muito bom!” — não é permanente. “Isso é ruim, muito ruim!” — não é permanente. Todas essas condições têm seus limites, então não se apegue tão firmemente a elas.
Ajahn Chah
A natureza da mente original é ser inabalável. Ela é serena. Não somos serenos porque estamos sempre excitados com os objetos dos sentidos e acabamos como escravos dos estados mentais mutáveis. Então, a prática significa procurar encontrar nosso caminho de volta ao estado original. É encontrar nosso antigo lar, a mente original que não vacila e muda com os fenômenos. Ela é perfeitamente pacífica, e já está dentro de nós.
Ajahn Chan
Ajahn Chah
Quando alguém nos fala duramente e ficamos com raiva, significa que estamos iludidos pelos fenômenos e os perseguimos; a mente é capturada por seus objetos e segue seus humores. Por favor, entenda que todas essas coisas que experimentamos externamente e internamente não passam de decepções. Eles não são nada certos ou verdadeiros e, perseguindo-os, perdemos nosso caminho. O Buda queria que meditássemos e víssemos a verdade deles, a verdade do mundo. O mundo é o fenômeno dos seis sentidos; fenômenos são o mundo.
Ajahn Chah
Na meditação, trabalhamos para desenvolver a atenção plena para que sejamos constantemente conscientes. Trabalhando com energia e paciência, a mente pode tornar-se firme. Então, quaisquer fenômenos sensoriais que experimentemos, sejam agradáveis ou desagradáveis, e quaisquer fenômenos mentais como reações de alegria ou desânimo, nós os veremos claramente. Os fenômenos são uma coisa e a mente é outra. São coisas distintas.
Ajahn Chah
Apenas tente manter sua mente no presente. O que quer que surja na mente, apenas observe e deixe ir. Nem mesmo deseje livrar-se dos pensamentos. Então a mente retornará ao seu estado natural. Não discriminará entre bom e ruim, quente e frio, rápido e lento. Sem eu e sem você, apenas o que existe. Não apoie-se em nada. É como se você estivesse andando por uma estrada. Periodicamente, você encontrará obstáculos. Quando os encontrar, apenas veja-os e supere-os, deixando-os ir. Não pense nos obstáculos pelos quais já passou; não se preocupe com aqueles que ainda não viu. Atenha-se ao presente. Não se preocupe com a extensão da estrada ou com o destino. Tudo está sempre mudando.
Ajahn Chah
Sua mente generosa é a consciência natural que tudo sabe e tudo acomoda. Meu professor de meditação nas florestas da Tailândia, Ajahn Chah, chamava-a de “Aquela que sabe”. Ele disse que essa é a natureza original da mente, a testemunha silenciosa, a consciência generosa. As instruções são simples: torne-se testemunha de tudo isso, a pessoa com perspectiva, Aquela que sabe.
Jack Kornfield
Não podemos sair correndo das sensações, precisamos conhecê-las.
Sensações são apenas sensações, felicidade é apenas felicidade, tristeza é
apenas tristeza. Elas são simplesmente isso. Então por que precisamos nos
apegar elas? Para a mente sábia, ouvir isso já é suficiente para permitir que
seja feita a separação entre as sensações e a mente.
Ajahn
Chah (1918-1992)
Um praticante de meditação não deve trilhar o caminho da felicidade ou
da tristeza, mas deve conhecê-los. Ao reconhecer a verdade do sofrimento, ele
irá conhecer a causa do sofrimento, o fim do sofrimento e o caminho que leva ao
fim do sofrimento. E a saída para o fim do sofrimento é a meditação. Dito de
maneira simples, precisamos ser vigilantes.
Ajahn
Chah (1918-1992)
O Buda ensinou que o caminho que leva ao fim do sofrimento é fazer o dharma surgir como realidade dentro de nossas mentes. Nós
nos tornarmos aqueles que testemunharam o dharma por nós mesmos. Se alguém disser que somos bons, não
iremos nos perder nisso; se disserem que não somos bons, não nos esqueceremos
de nós mesmos. Dessa maneira, podemos ser livres. O bem e o mal são apenas dharmas mundanos, estados da mente. Se os seguirmos, nossa
mente torna-se o mundo; buscaremos às cegas na escuridão e não saberemos onde
está a saída.
Ajahn
Chah (1918-1992)