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terça-feira, 20 de julho de 2021

 

Quando meditar, não tente ter bons pensamentos. Também não tente manter longe os maus pensamentos. E não tente parar os pensamentos. Nem mesmo tente persegui-los. Em vez disso, descanse no estado de estar consciente dos pensamentos à medida em que eles surgem.

 

Kalu Rinpoche

domingo, 2 de junho de 2019


Nós vivemos na ilusão e na aparência das coisas. Existe uma realidade. Nós somos essa realidade. Quando você entende isso, você vê que você não é nada, e sendo nada, você é tudo. Isso é tudo.


Kalu Rinpoche

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Reconhecer a natureza búdica

 

Quando os mestres Dzogchen falam em permanecer na visão, o que querem dizer é reconhecer o estado natural da mente, a natureza búdica, e repousar nesta percepção lúcida. Isto implica uma imediação espontânea e uma consciência sem separações ou escolhas.
 
Esta visão ampla, ou panorâmica, significa ser capaz de viver as coisas como são, com clareza total. Essa visão, ou visão superior, não distorce. Ela é totalmente aberta e sem julgamentos.
 
Quando permanecemos com a visão, não tentamos manipular ou alterar a verdade do que é. Um espelho não escolhe o que reflete. Da mesma maneira, a medida que os objetos surgem na mente, eles simplesmente aparecem, sem distorções nem correções, no espelho límpido da consciência. 
Com esse tipo de visão, nós nos lembramos do todo - Dzogchen, a Perfeição Natural das coisas justamente como são. Na meditação básica, praticamos a atenção plena à respiração. O treinamento Dzogchen é mais avançado; ele nos ensina como estar despertos e unos com o que é. Na prática Dzogchen, levamos conosco aonde quer que formos nossa consciência sem separações, para que cada momento seja um momento de atenção plena, um momento de realidade, de liberdade e iluminação.
 
Como disse um mestre zen: "A eternidade é um único instante, e esse instante é agora. Acorde para ela!". Isso pode soar esotérico, mas na verdade é um ensinamento muito prático. [...] Tudo o que se tem a fazer é permanecer com a visão.
 
Kalu Rinpoche
 

terça-feira, 24 de setembro de 2013

Grande Mente e mente pequena


Para nos ajudar a compreender que não somos aquilo que pensamos, os ensinamentos de Buda fazem uma distinção entre o que é chamado de Grande Mente, ou Mente Natural, e a mente "pequena" ou mente comum e iludida. A mente pequena ou iludida é a mente habitual, barulhenta, imprevisível e constantemente fora de controle. É a nossa mente finita, conceitual, racional, discursiva, pensante. A mente iludida tem muitos impulsos e necessidades, ela deseja muitas coisas. Está quase sempre confusa, atravessa flutuações constantes de ânimo e é muito inquieta. Fica com raiva, deprimida ou hiper-ativa. 
 
O que se quer dizer com Grande é a natureza essencial da mente. É isto que chamamos de natureza búdica ou mente natural. Esta é a nossa verdadeira natureza - a consciência pura e ilimitada que reside no coração, e que é parte integrante de todos nós. O Buda a descreveu como imóvel, clara, lúcida, vazia, profunda, simples (descomplicada) e em paz. Na verdade, não é aquilo que chamamos habitualmente de nossa mente. É a natureza luminosa e mais fundamental no âmago de nosso ser. Isto é rigpa, o cerne da iluminação. É a nossa cota de nirvana aqui na terra.
 
Kalu Rinpoche