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sexta-feira, 21 de fevereiro de 2025

O essencial não está longe de mim. Está aqui. No presente.  Sempre e em todos os lugares.  Quando isso se torna consciente em mim, muita coisa muda. O que geralmente considero óbvio torna-se um valioso presente. O tédio do olhar superficial dá lugar à admiração e a uma profunda gratidão. 

É isso a espiritualidade: uma declaração de amor ao que é absolutamente comum.


Lorenz Marti 

A espiritualidade só tem significado quando tem a ver com a vida concretamente vivida. Quando ela torna o dia-a-dia amploe profundo, quando o areja e anima.


Lorenz Marti 

Alguns místicos amarram os cadarços dos sapatos com uma enorme atenção e tranquilidade,  e consideram essa pequena tarefa como um exercício para o caminho interior.


Lorenz Marti

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Como Um Místico Amarra Os Seus Sapatos?





Um discípulo do famoso peregrino judeu Maggid von Mesritsch nos legou a seguinte frase: “Não fui procurar o Maggid para estudar o Torá, mas para observar como ele amarra os cadarços dos seus sapatos”.

E subitamente todo o filme começa a rodar mais devagar. O famoso sábio amarra os cadarços dos sapatos. Um discípulo o observa. Ninguém fala nada. Como em câmera lenta, o discípulo toma consciência de cada movimento do mestre. Olha com atenção, para não perder nada. Deixa-se emocionar pelo que vê. Não lhe interessa a lição abstrata, mas a vida concreta. Ele busca o encontro com uma pessoa que vivencia o que ensina. No caminho que passa pela prática, ele espera aprender alguma coisa sobre o que move e sustenta esse Maggid. E quem sabe: com esse ato de amarrar os sapatos talvez ele aprenda mais sobre o mistério da vida do que com o estudo de uma escritura sagrada.

Os místicos e místicas são como eu e você. Com a pequena diferença de que eles descobrem e fundamentam as histórias mais profundas da vida, que normalmente permanecem ocultas para nós. Essas viagens de conhecimento ao interior do ser podem se realizar de diversas maneiras no seu dia-a-dia. Posso imaginar que alguns místicos amarram os cadarços dos sapatos com uma enorme atenção e tranquilidade, e consideram essa pequena tarefa como um exercício para o caminho interior. 

O lugar em que se deve refletir e meditar sobre as grandes questões da vida deve ser sempre ali onde se está naquele momento.

Lorenz Marti
(em “Como Um Místico Amarra Os Seus Sapatos”)