terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

O som da chuva



No Japão, conversando com um grande mestre, comentei sobre as várias pessoas que vinham traduzindo livros sobre o Zen. Ele então disse, “É perda de tempo. Se você realmente quer entender o Zen...pode usar qualquer livro. Você pode usar a Bíblia. Pode usar Alice No País das Maravilhas. Você pode usar até mesmo um dicionário... Porque o som da chuva não precisa de tradução.



Alan Watts


segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

Sem paciência para as agruras


Perdi a paciência para dar confiança às agruras da vida, que vão acontecendo a ver se nos tramam. Há coisas que acontecem para que eu sofra e eu não sofro. Não tenho paciência.


Valter Hugo Mãe


domingo, 26 de fevereiro de 2017

Vegetariano


Quando comemos carne tornamo-nos também responsáveis pelas mudanças climáticas, a destruição de nossas florestas e o envenenamento do ar e das águas. O simples ato de tornar-se vegetariano fará diferença na saúde de nosso planeta.


Thich Nhat Hanh
(em “The World We Have: A Buddhist Approach to Peace and Ecology”)


sábado, 25 de fevereiro de 2017

O que realmente vale


Uma sábia mulher que viajava pelas montanhas encontrou uma pedra preciosa nas margens de córrego. No dia seguinte, ela deparou-se com um andarilho que dizia estar faminto. A mulher então abriu sua sacola de viagem e pôs-se a compartilhar a comida que tinha.

O andarilho faminto viu então a pedra preciosa dentro da bolsa da mulher e pediu que ela a desse para ele. A mulher, sem qualquer hesitação, tirou a pedra da bolsa e a entregou. O andarilho se foi, satisfeito com sua boa sorte. Ele sabia que a pedra valia o suficiente para sustentá-lo com folgas pelo resto da vida.

Porém, poucos dias depois o viajante voltou e devolveu a pedra preciosa à mulher. E explicou:

“Eu estava pensando... Eu sei o valor dessa pedra, mas voltei para que você me dê algo ainda mais precioso. Por favor, me dê também isso que fez com que você se desapegasse tão facilmente dessa pedra."


Anônimo


sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

Nada é separado



Nossa jornada individual interior é parte da jornada do mundo. Negar isto é viver dentro do véu da separação. Uma simples consciência da unidade nos unifica com toda a vida, com cada pedra, cada inseto, cada lata de refrigerante amassada no lixo. Somos a vida mesmo, respirando, sofrendo, regozijando. Somos a dor do doente e o sorriso da criança. Não somos melhores nem piores que qualquer partícula da criação. (...) Nada é separado. 


Llewellyn Vaughan-Lee (mestre Sufi)
(publicado no site Sangha Virtual)


quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Quem é você



Sua personalidade é uma projeção, o seu nome é só um rotulo, o seu corpo é impermanente, seu “status” é irrelevante, sua opinião é só um ponto de vista, seus pensamentos e emoções são temporários e relativos a sua experiencia.

A continuidade do seu ”eu separado” é recriada a cada milissegundo pelo seu cérebro. No tempo que você estava lendo isso, o seu cérebro criou você milhares de vezes, e deixou para trás milhares de fantasmas de você. Você morre a cada instante e um novo você nasce, mas a sua mente se apega a imagens e as idolatra, coloca-as em pedestais e as protege com toda sua força.

Você não é a vida que vive, não é o carro que tem, nem quanto dinheiro tem no banco. Você não é sua personalidade e nem os seus pensamentos.
Você é infinitamente maior do que acha que é, só esqueceu de sua essência, sua conexão, o seu amor, o verdadeiro amor!
Não se prenda a conceitos desse mundo e dessa pequena vida, vá alem!

Você é consciência pura, você é o Observador, você é o Agora!
Este estado de consciência é o que Buda chamava de "tathāgata", o verdadeiro ser, em tradução livre significa “aquele que se foi” e “aquele que chegou”, significando que está além dos fenômenos da realidade de tempo e espaço.

Quem você é, é absolutamente inimaginável…
Quando você parar de se imaginar sob qualquer forma, ocorre uma revelação que nunca foi falada, mas será experimentada diretamente.


Gangaji



quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Ouvindo com a mente do silêncio



Ouvindo com a mente do silêncio,
todo canto de pássaro
e todo murmúrio dos galhos de um pinheiro ao vento
falará para nós.


Thich Nhat Hanh
(em Silêncio – O Poder da Quietude Num Mundo Barulhento”)




terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

A lua refletida no oceano



Quando nos livramos de nossas ideias, pensamentos e conceitos, abrimos espaço à nossa verdadeira mente. Na mente verdadeira há o silêncio de todas as palavras e ideias, e é muito mais vasta do que as construções mentais limitadas. Apenas quando o oceano está calmo e tranquilo, podemos ver a lua refletida nele.


Thich Nhat Hanh
(em Silêncio – O Poder da Quietude Num Mundo Barulhento”)


segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Transformação autêntica



Para promover uma transformação autêntica em nosso coração, precisamos entender que a meditação não serve para nos escondermos ou nos sentirmos melhor. Serve para nos envolvermos com a vida, seja como for que ela se apresente a cada momento. À medida que desenvolvemos a capacidade de estar presente em cada situação, começamos a perceber nossos padrões habituais e nos tornamos capaz de rir deles.


Brother Phap Hai
(em “Nothing To It: Ten Ways To Be At Home With Yourself”)


sábado, 18 de fevereiro de 2017

Meu verdadeiro lar



Quantos de nós possui um lar verdadeiro? Quantos se sentem confortáveis em seu próprio país? Eu tenho um lar e me sinto muito confortável, mesmo estando exilado do meu país natal há quarenta anos. Meu verdadeiro lar não é limitado por um determinado lugar ou tempo. Meu verdadeiro lar é o momento presente, seja o que for que estiver acontecendo aqui e agora.


Thich Nhat Hanh
(em “At Home in the World: Stories and Essential Teachings from a Monk's Life”)


sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Me dê sua mão



Me dê sua mão.
Vamos caminhar.
Vamos somente caminhar.
Apreciaremos nossa caminhada
sem nos preocuparmos em chegar 
                              a algum lugar em especial.



Thich Nhat Hanh



quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Expandir o coração



Se derramarmos um punhado de sal em um copo com água, a água se tornará intragável. Mas se você derramar o sal em um rio, as pessoas poderão continuar a usar a água para cozinhar, banhar-se e beber. O rio é imenso, e por isso tem a capacidade de receber, acolher, e transformar.  Se nossos corações são pequenos, nosso entendimento e compaixão são limitados, e nós sofremos. Não conseguimos aceitar nem tolerar os outros e suas limitações, e exigimos que eles mudem. Mas quando nossos corações se expandem, nada disso nos faz sofrer. Nós temos muita compreensão e compaixão, e podemos acolher o próximo. Aceitamos as pessoas como elas são, e então todos têm uma chance de se transformar.



Thich Nhat Hanh


quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Cada momento é de despertar


Estamos tão convencidos de saber o que seja comer, o que seja caminhar. Achamos que sabemos o que seja sentar-se em meditação. No entanto, uma das primeiras coisas que descobrimos quando começamos a praticar é que fazemos essas coisas inconscientemente. Quando nos aproximamos conscientemente desses momentos até então descuidados e quase esquecidos, começamos a reaprender e descobrir o que realmente seja comer, caminhar, sentar-se em meditação. E assim nos tornamos mais e mais vivos. Cada momento torna-se um momento real quando nele temos a oportunidade de encontrar o Dharma.

Esses momentos em nossas vidas diárias não são desperdiçados ou perdidos. Eles são a vida em si, são nossa prática. Eles podem ser momentos de despertar, de abrirmos o coração, se permitirmos que sejam. Isso cabe somente a nós.


Brother Phap Hao
(em “Nothing To It: Ten Ways To Be At Home With Yourself”)


terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Tocar a paz


A paz está em torno e dentro de nós. Sempre que tocarmos essa paz, nos sentiremos curados e transformados. Isso não é uma questão de fé, mas sim de prática.



Thich Nhat Hanh