terça-feira, 15 de janeiro de 2019


O Buda desperta para um modo de ser sem centro ou fronteira. Ele não encontra eu ou outro independentes, nem mundo externo nem interno, nem centro nem periferia, nem união nem separação, nem mente nem matéria individualizadas. Apesar de o corpo e a mente aparecerem e nós os experenciarmos, eles não têm limites, não têm fronteiras. E, se é assim, onde poderia o eu residir? Onde começamos e onde termina o mundo?


Elizabeth Mattis-Namgyel
(em “O Poder de Uma Pergunta Aberta”)

segunda-feira, 14 de janeiro de 2019


Não podemos nos dar ao luxo de evitar aquilo, então trabalhamos com nosso medo e lentamente nos acalmamos. Agora vem a parte fascinante: à medida que ficamos mais calmos, percebemos todo tipo de padrões e formas novas emergindo da rocha. Vemos lugares para nos equilibrarmos que não víamos antes. Não estamos condenados, afinal. Quando nos acalmamos e nos abrimos, acessamos uma inteligência especial, livre dos entraves da mente habitual, reativa.

O estado de não saber é um lugar fascinante de se estar.


Elizabeth Mattis-Namgyel
(em “O Poder de Uma Pergunta Aberta”)

domingo, 13 de janeiro de 2019


Existir em uma mente grandiosa é um ato de fé. É acreditar que alguma coisa esteja nos apoiando e apoiando todas as nossas atividades, inclusive a mente pensante e a sensibilidade emocional. Todas essas coisas são apoiadas por algo grande , que não possui forma nem cor. É impossível saber o que é, mas algo existe ali. Algo que sempre existe e nós existimos nesse espaço. Esse é o sentimento de puro ser.


Shunryu Suzuki
(em “Nem Sempre é Assim”)

sábado, 12 de janeiro de 2019


Muitas coisas surgirão no seu dia a dia, e se vocês souberem de onde essas coisas surgem, não se sentirão perturbados por elas. Se soubessem como elas surgem, no momento em que algo acontecer vocês estarão prontos: “Ah, algo está surgindo.” É como observar o nascer do Sol: “Oh, veja, o Sol está nascendo”.


Shunryu Suzuki
(em “Nem Sempre é Assim”)



sexta-feira, 11 de janeiro de 2019



O pensamento é condicionado. A mente, por ser o armazém das experiências, memórias, das quais o pensamento se origina, é, em si mesma, condicionada; e qualquer movimento da mente, em qualquer direção, produz os próprios resultados limitados. Quando a mente se esforça para se transformar, apenas constrói outro padrão, diferente, talvez, mas ainda um padrão. Todo esforço da mente para se libertar é a continuação do pensamento; pode estar num nível mais elevado, mas ainda se encontra no próprio círculo do pensamento, do tempo.

Não há forma de pensar melhor ou mais nobre. Todo pensamento é condicionado.


Jiddhu Krishnamurti
(em “Comentários Sobre o Viver” – volume 3)

quinta-feira, 10 de janeiro de 2019


“Perseguir ou rejeitar as coisas apenas leva ao desespero”, pensou o Buda. “Como posso encontrar a sabedoria que transcende as limitações dessas duas posturas?”

Na biografia do Buda encontramos uma mensagem simples: acessamos nossa inteligência mais grandiosa ao nos envolvermos com a vida a partir de um espírito de questionamento, e não pela busca de conclusões absolutas.


Elizabeth Mattis-Namgyel
(em “O Poder de Uma Pergunta Aberta”)



quarta-feira, 9 de janeiro de 2019


O esforço deve ser para nos livrarmos da atividade autocentrada. É assim que purificamos nossa experiência.


Shunryu Suzuki
(em “Nem Sempre é Assim”)

terça-feira, 8 de janeiro de 2019


Assim que Janaka percebeu que ele não era ninguém, todos os conflitos desapareceram e ele pôde regojizar-se totalmente.


Sri Sri Ravi Shamkar
(comentários em “ Ashtavakra Gita”)



segunda-feira, 7 de janeiro de 2019


Não pense em nada. Aprenda a aquietar sua mente. Aprenda como tornar sua mente serena e quieta como um lago imóvel. Um lago imóvel pode atrair nossa imagem, refletir o sol, as estrelas, a lua, as árvores, a grama. Um lago que turbulento não pode refletir nada.

Robert Adams

domingo, 6 de janeiro de 2019


A origem de nosso sofrimento é uma espécie de briga com a realidade, um não reconhecimento da natureza plástica, impermanente e insubstancial dos fenômenos. Tentamos ser felizes resolvendo uma vida que nunca se resolve. Tentamos consertar o mundo de fora para dentro. Tentamos nos equilibrar pelo controle de situações sempre caóticas. O fato de a vida não se arrumar é motivo de deleite: se não dá certo, também não dá errado. Tudo segue aberto. Não podemos nos resolver, mas podemos nos iluminar e ajudar todos ao redor – não é muito melhor?


Gustavo Gitti
(prefácio de “O Poder de Uma Pergunta Aberta”)

sábado, 5 de janeiro de 2019


Em seu primeiro ensinamento após a iluminação, o Buda disse: “Existe sofrimento”. Às vezes interpretamos isso erroneamente, como se dissesse que estamos condenados a sofrer. Eu tomo as palavras do Buda como um convite para praticar a não-violência em relação a meus mundos interno e externo. Com essa afirmação simples porém poderosa, o Buda sugere que o sofrimento não é algo que possamos consertar, ignorar ou descartar. Ao invés disso, ele afirma que a prática gera a habilidade de tornar-se grande o suficiente para incluir tanto a dor quanto a beleza da condição humana – não apenas a nossa própria, mas também a dos outros.

Nossa habilidade de testemunhar o sofrimento sem tentar afastá-lo ou sentir-se soterrado por ele está ligada à liberação. No que consiste a experiência, antes de tentarmos fugir dela, subjugá-la ou manipulá-la? Essa é a questão para os praticantes.

A transição de “eu estou sofrendo” para “existe sofrimento” permite que a dor da condição humana nos toque e libere nossa compaixão e sabedoria mais profundas


Elizabeth Mattis Namgyel


sexta-feira, 4 de janeiro de 2019


Tudo surge desse espaço vazio que há dentro de mim e volta para isso. Esse corpo surgiu de mim e este corpo voltará para mim. Eu sou intocável. Eu sou a existência que não muda.


Sri Sri Ravi Shamkar
(comentários em “ Ashtavakra Gita”)



quinta-feira, 3 de janeiro de 2019


As pessoas aqui são como bolhas nas ondas. Quando você percebe isso, então apenas irá sorrir. Como você poderá ficar triste com alguma coisa? A vida é tão curta.


Sri Sri Ravi Shamkar
(comentários em “ Ashtavakra Gita”)



quarta-feira, 2 de janeiro de 2019


Bodhidharma disse a Eka: “Se você quer se introduzir em nossa prática, liberte-se dos objetos de fora e pare com sua atividade mental e emocional interior. Quando você se tornar como um tijolo ou um muro de pedra, você adentrará o Caminho.


Shunryu Suzuki
(em “Nem Sempre é Assim”)