quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

Mudando o foco da atenção


Percebo que, de algum modo, mudando o foco da minha atenção, eu me torno a própria coisa que observo, e experiencio o tipo de consciência que ela tem – eu me transformo na testemunha interna daquela coisa. Chamo de amor essa capacidade de entrar em outros pontos focais de consciência. Você pode dar a ela o nome que quiser. O amor diz: “eu sou tudo”. A sabedoria diz: “eu sou nada”. Entre os dois, minha vida flui. Uma vez que, em qualquer ponto do tempo e do espaço, eu posso ser tanto o sujeito quanto o objeto da experiência, e expresso isso dizendo que eu sou ambos, e nenhum deles, e que estou além de ambos.


Sri Nisargadatta Maharaj
(em “Eu Sou Aquilo” pág 249 - Tradução para o português de Patrícia de Queiroz Carvalho Zimbres. Editora Satsang)



quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

Distanciado e desprendido


Você pensa ser aquilo que os sentidos e a mente sugerem. Não tendo conhecimento direto sobre si mesmo, tudo o que você tem são ideias, todas medíocres, de segunda mão, de ouvir dizer. Tudo o que você pensa ser, você toma por verdade, o hábito de se imaginar perceptível e descritível é muito forte em você.

Eu vejo como você vê, ouço como você ouve, sinto gosto como você sente e como da mesma forma que você come. Quando tenho muita fome ou estou doente, meu corpo e minha mente enfraquecem. Percebo tudo isso com clareza, mas, de alguma forma, não faço parte das coisas, sinto-me flutuando sobre elas, distanciado e desprendido. Da mesma forma que há fome e sede, há distanciamento e desprendimento. Há também a consciência de tudo isso, e um senso de estar muito longe, como se o corpo e a mente e tudo o que acontece a eles estivessem em algum lugar longínquo, no horizonte. Sou como uma tela de cinema – límpida e vazia – as imagens passam sobre ela e desaparecem, deixando-a tão límpida e vazia quanto antes. As imagens em nada afetam a tela, e tampouco a tela afeta as imagens.


Sri Nisargadatta Maharaj
(em “Eu Sou Aquilo” pág 248 - Tradução para o português de Patrícia de Queiroz Carvalho Zimbres. Editora Satsang)



terça-feira, 12 de dezembro de 2017

É assim que as coisas são


A Realidade é sempre a verdade em si. Quando você está em harmonia com ela, sente êxtase. Quando não, experimenta dor. Essa é a lei do Universo, é assim que as coisas são. Ninguém escapa dessa lei. Para mim, saber disso é uma benção. A Realidade é consistente. Discuta com ela, aja contra ela, e você sofrerá, sempre. Você se machucará, machucará os outros, e contribuirá para o conflito generalizado entre as pessoas.

Mas também há beleza nessa “violência”. Ela ajuda para que nos reorientemos cada vez mais profundamente em direção a nossa verdadeira natureza. Compreendemos que agir de outra maneira que não seja através da nossa verdadeira natureza é destrutivo para nós e, principalmente, para o mundo e as pessoas ao redor. E quanto mais profundamente compreendemos isso, mais nos tornamos capazes de corrigir quando sairmos do curso.


Adyashanti
(em “The End of Your World: Uncensored Straight Talk on the Nature of Enlightenment”)



segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

O despertar espiritual é um relembrar


O despertar espiritual é um relembrar. Não é tornar-se algo que não era. Nem de transformar-se em outra coisa. Nem de mudar como pessoa. É relembrar o que somos, algo que sabíamos há muito tempo atrás mas simplesmente esquecemos. O momento desse reconhecimento, se ele for realmente autêntico, não será visto como uma experiência “pessoal”. Não existe algo como o despertar “pessoal”, porque “pessoal” implicaria em separação. “Pessoal” implicaria que “eu” ou o ego pode despertar e tornar-se iluminado.

No verdadeiro despertar fica absolutamente claro que é o Espírito Universal, ou a Consciência Universal que desperta para si própria. Ao invés do “eu” despertar, o que realmente somos desperta dessa ilusão do “eu”. Desperta da ilusão de sermos praticantes. Desperta da ilusão do buscar.


Adyashanti
(em “The End of Your World: Uncensored Straight Talk on the Nature of Enlightenment”)



domingo, 10 de dezembro de 2017

O que realmente somos


Somos a Consciência que nos observa fingir ser uma entidade à parte. Quando despertamos, vemos que não somos coisa alguma, nem uma pessoa, e nem uma entidade. O que somos é aquilo que se manifesta como todas as coisas, como todas as experiências, como todas as personalidades. Somos aquilo que sonha que o mundo existe. O despertar espiritual revela que aquilo que é indescritível e inexplicável, é o que realmente somos.


Adyashanti
(em “The End of Your World: Uncensored Straight Talk on the Nature of Enlightenment”)



sábado, 9 de dezembro de 2017

Seja neutro


Seja neutro.
Você observa até o sono vindo – você não é o sono.
Você observa até o tempo passando – você não é o tempo.
Você observa até a mente – você não é a mente.
Você observa até o corpo – você não é o corpo.
Você observa até a memória, desejos, apegos e crenças,
         e não é nenhuma delas.



Mooji



sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

A verdadeira meditação


A verdadeira meditação é estar aberto para o que estiver acontecendo, seja agradável ou não.


Adyashanti




A vida como êxtase


Quando você compreende que o caminho é o próprio objetivo, e que você está nesse caminho não para atingir esse objetivo, mas para apreciar sua beleza e sabedoria, a vida deixa de ser um fardo e torna-se natural e simples, um êxtase em si mesma.



Sri Nisargadatta Maharaj 



quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Sacudida


O ensinamento deve ser uma sacudida que faça despertar, e não algo que faça sonhar melhor.


Adyashanti
(em “Emptiness Dancing”)


quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

Renascer


O Paraíso é quando passamos para o nada (não-existência). Compreendemos nossa consciência desperta e vemos que somos puro espírito, sem qualquer forma, e que esse espírito sem forma é a essência, a presença que dá vida a tudo. Isso é paraíso porque, a cada passo, espírito e essência ocupam nosso corpo. Esse é o verdadeiro significado de renascer. Renascimento não é apenas uma grande experiência de conversão espiritual; isso até pode ser legal, mas é apenas como uma mera troca de roupas. Renascer é realmente renascer, e não, usar uma nova “roupagem espiritual”. Para ser mais preciso, é assumir o não-nascido, pois compreendemos que esse eterno nada é que realmente vive aquilo que chamamos de “minha vida”.


Adyashanti
(em “Emptiness Dancing”)



terça-feira, 5 de dezembro de 2017

Distanciado e desprendido


Eu vejo como você vê, ouço como você ouve, sinto gosto como você sente e como da mesma forma que você come. Também sinto fome e sede, e espero que minha comida seja servida na hora certa. Quando tenho muita fome ou estou doente, meu corpo e minha mente enfraquecem.  Percebo tudo isso com clareza, mas, de alguma forma, não faço parte das coisas, sinto-me flutuando sobre elas, distanciado e desprendido. Da mesma forma que há fome e sede, há distanciamento e desprendimento. Há também a consciência de tudo isso, e um senso de estar muito longe, como se o corpo e a mente e tudo que acontece a eles estivessem em algum lugar longínquo, no horizonte.


Sri Nisargadatta Maharaj
(em “Eu Sou Aquilo” pág 248 - Tradução para o português de Patrícia de Queiroz Carvalho Zimbres. Editora Satsang)



segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

Estado alterado


A iluminação não é um estado alterado de consciência. Na verdade, viver através do ego é que é um estado alterado.


Adyashanti
(em "Emptiness Dancing")

domingo, 3 de dezembro de 2017

Armadilha do ego


Quando você se preocupa com a prática, você é um "praticante". E isso é mais uma armadilha do ego.


Adyashanti
(em “Emptiness Dancing”)

sábado, 2 de dezembro de 2017

Todo conhecimento está apenas no sonho


Até conhecer meu Guru, eu sabia de tantas coisas. Agora, não sei de mais nada, pois todo o conhecimento está apenas no sonho e não é válido.


Sri Nisargadatta Maharaj
(em “Eu Sou Aquilo” pág 243 - Tradução para o português de Patrícia de Queiroz Carvalho Zimbres. Editora Satsang)


sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

As crianças são felizes


Deixe que aconteça o que tiver que acontecer, e não fique ansioso com nada. Tenha a convicção inabalável de que você é o Ser. Aquele que se preocupa nunca será feliz. As crianças são felizes. Por quê? Porque as crianças não se preocupam.



Siddharameshwar Maharaj