quinta-feira, 31 de março de 2016

Força invisível




Quando você considera tudo como sendo uma só realidade que atua em harmonia, essa essência invisível possui um incrível poder de fazer com que as coisas surjam e desapareçam. O que quer que esteja obstruindo você, ela é capaz de absorver e transformar em força e energia positivas. Todos possuem esse incrível poder.

Daehaeng Sunim
(em  “Touching the Earth”)



quarta-feira, 30 de março de 2016

Tornar-se nada





Quando você se torna absolutamente nada, descobre galáxias de amor, mundos de paz, oceanos de alegria. É paradoxal que você tenha que perder tudo para que possa encontrar tudo.

Por isso o Cristo disse: “Aquele que abandona tudo, encontra tudo”*. Aquele que abre mão de sua vida pela Verdade, encontra a vida eterna.

Tente compreender alguns desses antigos paradoxos.

Mooji
(em  “White Fire”)

*Porque aquele que quiser salvar a sua vida, perdê-la-á, e quem perder a sua vida, achá-la-á. (Mateus 16:25)


terça-feira, 29 de março de 2016

Purificar a mente




Os pensamentos (atividade mental) são obstáculos a que você veja sua verdadeira face. Não permita que os pensamentos surjam, e descubra quem você realmente é. “Purificar a mente” significa não ser aprisionado pela mente.

H. W. L. Poonja (Papaji)


A vacuidade dos pensamentos


Dilgo Khyentse Rinpoche


Lembre-se de que um pensamento é apenas o produto da conjunção fugaz de numerosos fatores e circunstâncias. Ele não existe por si mesmo. Quando um pensamento surge, reconheça que ele é, por natureza, vazio. Ele imediatamente perderá o poder de suscitar o pensamento seguinte e a cadeia de ilusão chegará ao fim. Reconheça essa vacuidade dos pensamentos e deixe que eles repousem por um instante na mente relaxada, de maneira que a claridade natural dessa mente permaneça límpida e inalterada.

Dilgo Khyentse Rinpoche
(citado por Matthieu Ricard em “Felicidade – A Prática do Bem-Estar”)


segunda-feira, 28 de março de 2016

A bondosa harmonia do universo




Por acreditar ser um indivíduo à parte, você vive à deriva num mundo cheio de limitações. Mas quando reconhece ser a própria Essência, você age em harmonia com o meio ambiente. Maravilhosamente, os auxílios surgem de diferentes direções e você então reconhece a bondosa harmonia do universo.

Mooji
(em  “Writing on Water”)


domingo, 27 de março de 2016

Cecília Meireles Metafísica: Cântico 2




Não sejas o de hoje.
Não suspires por ontens...
Não queiras ser o de amanhã.
Faze-te sem limites no tempo.
Vê a tua vida em todas as origens.
Em todas as existências.
Em todas as mortes.
E sabe que serás assim para sempre.
Não queiras marcar a tua passagem.
Ela prossegue:
É a passagem que se continua.
É a tua eternidade...
É a eternidade.

És tu.


Cecília Meireles
(em "Cânticos)

sexta-feira, 25 de março de 2016

Negar a si mesmo






O ego sempre quer a Verdade quando se julga pronto para ela. Ele diz, “Estou pronto agora. Estou puro e acessível.” Mas a Verdade não vem quando o ego está pronto. A Verdade vem quando o Coração está pronto, pois o Coração e a Verdade são um só.

Para isso, você deve abandonar o ego.

Jesus disse: “Negue a si mesmo, tome sua cruz e me siga”.  Isso significa que você deve negar sua personalidade criada e condicionada, negar sua arrogância, negar o ego e a identidade aparentemente acolhedora criada por ele. Abandone-a. Afaste-se dela. Não a alimente.

E “tomar sua cruz”, o que significa? O que quer que a vida traga, receba, sem reclamar do fruto recebido. Não se considere o autor de nada, apenas mova-se para onde a vida o inspirar a ir.

Mooji
(em  “White Fire”)


A principal causa do sofrimento





A incapacidade de lidar com os nossos pensamentos é a principal causa do sofrimento. Aprender a baixar o tom do incessante ruído dos pensamentos perturbadores é um estágio decisivo no caminho para a paz interior. Como explica Dilgo Khyentse Rinpoche:

Essa séries de pensamentos e estados mentais estão sempre mudando, como a forma das nuvens ao vento, mas damos uma grande importância a elas. Um homem idoso observando as crianças brincarem sabe muito bem que o que elas fazem tem pouca importância. Ele não se sente nem eufórico nem perturbado com o que acontece, ao passo que as crianças levam tudo muito a sério. Somos exatamente como elas.

Matthieu Ricard
(em “Felicidade – A Prática do Bem-Estar”)

quinta-feira, 24 de março de 2016

Liberdade interior



Abandonar a fixação na nossa imagem pessoal e deixar de dar tanta importância ao ego significa ganhar uma enorme liberdade interior. Isso permite que abordemos todos os seres e todas as situações com naturalidade, benevolência, força de espírito e serenidade. Não esperando ganhar e sem o temor de perder, somos livres para dar e receber. Não há mais o menor motivo para pensar, falar ou agir de maneira afetada , egoísta ou inapropriada.

Matthieu Ricard
(em “Felicidade – A Prática do Bem-Estar”)



O Budista verdadeiro





O budista verdadeiro é aquele que responde às necessidades do outro espontaneamente, por compaixão natural, e jamais espera recompensa. Como as leis de causalidade se aplicam necessariamente, suas ações para o bem dos outros trarão seguramente os frutos – com os quais ele nunca irá contar. Jamais ou não mais pensará que não recebeu suficiente demonstração de gratidão, ou que deveria ser tratado com mais deferência; todavia, se alegrará do fundo do coração e se sentirá plenamente satisfeito se aquele que lhe causou dano mudar de atitude.

Dilgo Khyentse Rinpoche
(citado por Matthieu Ricard em “Felicidade – A Prática do Bem-Estar”)




quarta-feira, 23 de março de 2016

Escrito na água




Quando você vive pela intuição e não pelo pensamento conceitual, sua vida torna-se uma dança, como algo escrito na superfície da água: fresca e sem deixar rastros.

Mooji
(em  “Writing on Water”)


terça-feira, 22 de março de 2016

Nó no peito





Este nó no peito não foi atado pelo nosso marido infiel, pelo nosso objeto de desejo, pelo nosso colega desonesto, pelo nosso acusador injusto, mas pela nossa própria mente. É o resultado de construtos mentais que, ao se acumularem e solidificarem, dão a ilusão de serem externos e reais. O que fornece a matéria-prima para formar esse nó em nosso peito é o sentimento exacerbado de auto-importância. Tudo o que não responde às demandas do ego se transforma em perturbação, ameaça ou insulto. O passado é doloroso, não conseguimos desfrutar o presente e trememos diante da projeção da nossa angústia futura.

Matthieu Ricard
(em “Felicidade – A Prática do Bem-Estar”)


segunda-feira, 21 de março de 2016

Sublime



O que falo a vocês não é sobre o amanhã, ou sobre ontem, nem mesmo sobre o hoje. Estou só indicando aquilo que está além do tempo, no eterno agora. Não existe o conceito de ‘futuro’. Apenas a plena consciência de ser e de presença. Sem objetivos ou investimentos, não são necessários.

Aqui há força, mas há também leveza. Há poder e também doçura. Há firmeza e há também flexibilidade. O ser é como um vazio palpável, imensurável. Leve, porém sólido como uma montanha. Mais leve que o espaço. Pleno, porém vazio.

Sublime.

Mooji
(em  “White Fire”)



sábado, 19 de março de 2016

Sri Ranjit Maharaj: Um pássaro livre






Não me reconheço ou me experimento como um ser. Não reconheço ou experimento os outros como seres em separado.

Sou afável com todos, porque não sinto os outros como diferentes de mim.

Convido todos a participar desta Felicidade. Nela existe somente Unidade. Assim, como você poderia chamá-la de amor?

Não desejo nada, nem não desejo nada. Tudo me parece bom como é.

Minha verdadeira natureza é o silêncio. Permaneço sereno em meu Ser.

Aqueles que Me necessitam Me encontrarão. Sei também que receberei tudo aquilo de que preciso.

Não tenho pensamentos sobre o futuro. Sei que jamais há qualquer outro momento além do presente.

A vida ao redor de mim é o meu SER. Medito neste SER com devoção.

A chama da vida está sempre acesa. Sou tanto o devoto como o objeto de devoção.

Sou, ao mesmo tempo, cheio e vazio, tolo e sábio, vigilante e adormecido. Não compreendo a mim mesmo!

Não posso Me localizar em qualquer lugar no espaço. Não posso Me experimentar em qualquer ponto no tempo.

Não existo sob qualquer forma ou aparência e, no entanto, Eu sou. Meu SER é um mistério para mim!

Percebo a beleza, mas não sou eu quem a projeta, nem ela me vem do exterior.

Beleza e bondade estão na natureza da existência, esta é a conclusão a que cheguei.

Esta forma humana tem as suas fraquezas e pontos fortes, porém sei que não sou isto. Portanto não estou limitado pelo corpo.

Não Me concebo como sendo isto ou aquilo. Portanto, não estou delimitado pelo pensamento.

Nunca experimento um estado de que não estou consciente. Portanto, não estou limitado pela ignorância.

Sei que um dia este corpo desaparecerá e todo o conhecimento do mundo terá um fim. Portanto, não sou confinado pelo conhecimento.

Como uma flâmula voando ao vento mostra que o vento está ali presente, este mundo revela a minha existência, porém permaneço desconhecido.

Há alguma coisa de que necessito para a minha satisfação? Não! Estou contente com o meu SER.

"Eu" não sou iluminado, desperto ou auto-realizado. Não há alguém a quem essas palavras possam ser aplicadas.

Possam todos os que buscam o SER chegar a esta compreensão - que não há caminho que leve àquele que está procurando.

Possam todos aqueles que exercem práticas espirituais chegar a esta compreensão - não há nada que você possa fazer para tornar-se aquilo que você já é.

Possam, todos os que buscam, em todos os lugares, chegar ao final de sua busca e viver livre em paz e felizes.

Sou um pássaro livre. Não possuo tarefas a executar nem obrigações a cumprir.

Sri Ranjit Maharaj
(extraído do site “Advaita Não-Dualidade”) 

sexta-feira, 18 de março de 2016

Compaixão e bondade amorosa





Mas por que deveríamos pensar no sofrimento das outras pessoas quando fazemos tudo o que é possível para evitar o nosso? Ao fazermos isso não estamos aumentando a nossa própria carga? O budismo nos ensina que não.

Quando ficamos absorvidos em nós mesmos, tornamo-nos vulneráveis, presas fáceis da confusão, impotência e ansiedade. Mas quando temos um sentimento poderoso de empatia pelo sofrimento dos outros, a nossa resignação impotente cede lugar à coragem, a depressão dá lugar ao amor, e a estreiteza da mente cede lugar à abertura para com todos que estão ao nosso redor.

A compaixão e a bondade amorosa são as maiores entre todas as emoções positivas, desenvolvê-las aumenta a nossa capacidade de oferecer alívio ao sofrimento dos outros ao mesmo tempo que reduz a importância dos nossos problemas.

Matthieu Ricard
(em “Felicidade – A Prática do Bem-Estar”)