sexta-feira, 14 de outubro de 2016

Os pensamentos têm força




A maior parte de nossos pensamentos não é apenas inútil, mas pode causar danos. É possível imaginar que não causamos dano quando estamos simplesmente pensando em alguma coisa, mas a verdade é que os pensamentos que vagam sem rumo pela nossa mente também viajam ao mundo que nos rodeia. Da mesma maneira que uma vela irradia luz, calor e cheiro, nossos pensamentos se manifestam de várias maneiras, inclusive por meio da fala e das ações.

 Thich Nhat Hanh
(em Silêncio – O Poder da Quietude Num Mundo Barulhento”)



quinta-feira, 13 de outubro de 2016

Escolhas





Então, comecei a olhar para a própria ansiedade e ver que o problema não era o meu trabalho, mas os pensamentos que estava tendo sobre ele. Procurar por essa ‘luz no fim do túnel’ era nada mais que do que o outro lado do medo – a esperança de que uma mudança de circunstâncias me resgatasse do pânico. Aos poucos, comecei a perceber que a esperança e o medo também não eram nada mais do que ideias flutuando pela minha mente. Realmente não tinham nada a ver com o trabalho em si.

Essa mudança de perspectiva fez toda a diferença. Quando me sinto ansioso ou com medo, consigo olhar para esses impulsos e ver que tenho uma escolha. Posso me entregar a eles ou posso observá-los. E se escolher observá-los, eu aprendo mais sobre mim, e sobre o poder que tenho de decidir como vou responder aos acontecimentos na minha vida.



(depoimento de uma aluno Yongey Mingyur Rinpoche, em “Alegre Sabedoria”)


terça-feira, 11 de outubro de 2016

Ver a si em tudo o mais




Pratique até ser capaz de ver a si mesmo na pior pessoa sobre a face da Terra, na criança faminta, no prisioneiro político. Continue praticando até se ver em todos que estão no supermercado, nas esquinas, nos campos de concentração, numa folha, numa gota de orvalho. Medite até se ver numa ínfima partícula de uma distante galáxia. Veja e escute com a totalidade do seu ser. Se você está plenamente presente, a chuva do Dharma regará as sementes de sua consciência, e amanhã, quando estiver lavando os pratos ou admirando o céu azul, a semente germinará, e o amor e a compreensão surgirão como uma bela flor.



Thich Nhat Hanh 


segunda-feira, 10 de outubro de 2016

Não se trata de polir o ego





Nós não estamos tentando polir nosso ego e criar um novo “eu”, brilhante e espiritual. Na verdade, devemos ser hábeis em nossa prática a fim de que ela não intensifique e solidifique aquilo que ela está tentando dissolver.


Jetsunma Tenzin Palmo
(retirado do facebook)


domingo, 9 de outubro de 2016

Quando a Verdade virá




A verdade só pode vir a vós quando vossa mente e coração são simples e claros, e existe amor no vosso coração, e não se vosso coração está cheio das coisas da mente. (…) E ela só pode vir quando a mente está vazia, quando a mente desiste de criar. Ela virá, então, sem a chamardes. Virá veloz como o vento, sem ser pressentida. A verdade vem no escuro e não quando estamos à sua espreita, desejando-a. Ela surge súbita como a luz do sol, pura como a noite, mas, para a receber, deve o coração estar cheio e a mente, vazia.


Krishnamurti
(em “O Que Te Fará Feliz?” – retirado do site http://www.krishnamurti.org.br)


sábado, 8 de outubro de 2016

Huang Po: Descartar a Essência


Usar sua mente para pensar conceitualmente é descartar a Essência e apegar-se à forma.

Huang Po
(em “The Zen Teaching of Huang-Po”)


sexta-feira, 7 de outubro de 2016

Quem se interessa pela iluminação?





Todos, ou quase todos, estão interessados na felicidade. Mas quem se interessa pela iluminação? A própria palavra parece exótica, vaga e distante. No entanto, o único bem-estar verdadeiro é o que acompanha a eliminação completa da ilusão e dos venenos mentais, e, dessa maneira, do sofrimento. Iluminação é o nome dado pelo budismo ao estado de liberdade última que vem com o perfeito conhecimento da natureza da mente e do mundo dos fenômenos.


Matthieu Ricard
(em “Felicidade – A Prática do Bem-Estar”)    


quinta-feira, 6 de outubro de 2016

Lidando com as ondas da mente





Mesmo agora, quase vinte anos depois, ainda estou sujeito a toda gama de experiências humanas comuns. Dificilmente sou o que alguém chamaria de iluminado. Fico cansado como as outras pessoas. Às vezes sinto-me frustado, irritado ou aborrecido. Aguardo com expectativa as pausas ocasionais da minha agenda de ensino. Fico resfriado com muita facilidade.

No entanto, depois de ter aprendido um pouco sobre como trabalhar com minha mente, descobri que minha relação com essas experiências mudou. Em vez de ser completamente dominado por elas, comecei a dar boas-vindas às lições que oferecem. Todos os desafios que enfrento hoje em dia tornaram-se oportunidades para cultivar um nível mais amplo, mais profundo de consciência – uma transformação que, com a prática, ocorre cada vez mais de forma espontânea, semelhante ao modo como um nadador direciona automaticamente mais energia para seus músculos quando encontra águas turbulentas e volta a emergir mais forte e mais confiante após intenso sofrimento físico. Acho que a mesma coisa acontece quando fico com raiva, cansado ou entediado. Ao invés de me fixar na turbulência mental ou emocional propriamente dita ou procurar pela causa, tento vê-la como é: uma onda da mente, uma expressão de seu poder irrestrito.


Yongey Mingyur Rinpoche
(em “Alegre Sabedoria”)


quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Huang Po: Abandonando a ansiedade


Os seres sencientes não sabem que, se eles pararem com a mente conceitual e abandonarem sua ansiedade, o Buda aparecerá à sua frente, pois a Mente é o Buda e o Buda é todos os seres vivos.

Huang Po
(em “The Zen Teaching of Huang-Po”)


terça-feira, 4 de outubro de 2016

Huang Po: Apenas desperte para Essência




Apenas desperte para a sua Essência e não haverá nada mais para ser alcançado. O Buda e os seres sencientes são essa mesma Essência.

Se vocês, estudantes do Caminho, não despertarem para a Essência, irão cobri-la com pensamentos conceituais, buscarão a Natureza Búdica fora de vocês e permanecerão presos às formas físicas, práticas piedosas, etc. Tudo isso é prejudicial e de forma alguma é o caminho para o conhecimento supremo.

Huang Po
(em “The Zen Teaching of Huang-Po”)


segunda-feira, 3 de outubro de 2016

Huang Po: Ao buscar, acabam por perder


A Mente Única é o Buda, e não há distinção entre o Buda e os seres sencientes, mas esse seres sencientes estão apegados à forma e buscam fora de si a Natureza de Buda. E ao buscar acabam por perdê-la, pois isso é usar o Buda para encontrar o Buda e usar a mente comum para alcançar a Mente Única.

Huang Po
(em “The Zen Teaching of Huang-Po”)



domingo, 2 de outubro de 2016

Estamos seguros




A verdade é que estamos seguros e temos a capacidade de desfrutar as maravilhas da vida no momento presente. Quando reconhecemos que nosso sofrimento é baseado em imagens e não na realidade, então viver feliz no momento presente torna-se imediatamente possível.


Thich Nhat Hanh
(em “Reconciliation: Healing the Inner Child”)



Avivar a própria sensibilidade



Não podeis subir muito se não começais por baixo: não quereis ser simples, não quereis ser humildes. (…) Assim, um homem que realmente desejasse achar, conhecer a verdade, (…) estar aberto para a verdade, teria de começar muito perto de si, deveria avivar a própria sensibilidade, mediante vigilância, tornando sua mente apurada, clara e simples. Uma mente assim não anda em busca dos seus próprios desejos. (…). Só assim é possível a paz; porque essa mente descobre o imensurável.


Krishnamurti
(em “Que Estamos Buscando?” – retirado do site http://www.krishnamurti.org.br)

sábado, 1 de outubro de 2016

Memória do ego



O ego tem memória curta para a Realidade.
Mas uma longa memória para o doloroso e o traumático.



Mooji