sexta-feira, 15 de março de 2019


Se nos refugiarmos na própria mente desperta – corajosa e ilimitada – no lugar do chão aparentemente sólido, isto afugenta todo o medo no momento que mais precisamos.


Pema Chodron
(em “Sem Tempo a Perder”)

quinta-feira, 14 de março de 2019


Tens tomado tua vida como real, mas ela te trapaceará.
Sua natureza é mutável e ela não tem realidade.
Através da compreensão de sua personalidade trapaceira,
Por favor pratique o dharma deste dia em diante.

Longchenpa

quarta-feira, 13 de março de 2019


Quando sua percepção do vazio de todos os fenômenos se torna tão vasta quanto o céu, sua confiança na lei da causa e efeito das ações crescerá na mesma medida, e você se tornará consciente do real significado de cada atitude sua. A verdade relativa é inseparável da verdade absoluta. A profunda compreensão da natureza vazia de todas as coisas nunca levou ninguém a acreditar que ações positivas não criam felicidade e que ações negativas não causam sofrimento.


Dilgo Khyentse Rinpoche
(em “The Heart of Compassion”, Shambhala 2007)

terça-feira, 12 de março de 2019


É importante olhar diretamente a natureza dos pensamentos quando eles surgem.
É importante permanecer nessa natureza.
É importante ter a meditação sem meditação como sua meditação.
Sem turbulências, mantenha-a. Este é meu conselho.


Longchenpa

segunda-feira, 11 de março de 2019


Qualquer coisa que nos leve para além da autocentralidade lança sementes positivas em nossa corrente mental. Com as causas e condições corretas, essas sementes florescerão em circunstâncias afortunadas.


Pema Chodron
(em “Sem Tempo a Perder”)

domingo, 10 de março de 2019


O estado búdico não está em qualquer outro lugar, mas em nós mesmos.
Ó meditadores, vocês que mantém suas mentes focadas,
Não mantenham sua mente num lugar apenas, mas deixem-na seguir à vontade.
A mente é vazia, onde quer que vá ou fique.
O que quer que surja é o jogo da sabedoria.


Longchenpa

sábado, 9 de março de 2019

Quando olhamos para alguma coisa, nós a vemos por alguns instantes, e então nossos julgamentos, nossas opiniões, nossas comparações entram imediatamente em cena. Eles se tornam filtros que se colocam entre nós e aquilo que estamos observando, e esses filtros nos levam cada vez mais para longe daquilo que de fato é. Acabamos ficando apenas com as nossas impressões e idéias, mas a coisa em si se perde. Isto é especialmente verdadeiro quando se trata de pessoas.


Jetsunma Tenzin Palmo

sexta-feira, 8 de março de 2019


Permaneça serenamente presente
deixe que as coisas sigam seu curso
e seja feliz no estado natural.

Abandone as complicações de sua vida
e as confusões de seus dias
e em quietude, nada intencionando,
contemple a natureza da mente.

Esse conselho vem do coração:
empenhe-se inteiramente na contemplação do que surgir
e a compreensão nascerá;
pratique o desapego perfeito
e a delusão irá dissolver-se;
abandone qualquer intenção
e a ilusão desvanecerá.

O que quer que se apresente,
seja o que for,
é com isso que você deve lidar
e sem rejeitar
mas também sem apegar-se,
mantendo um contínuo fluir,
livremente sereno
e entregando-se à plena contemplação
você alcançará a realização.



Longchenpa

quinta-feira, 7 de março de 2019


“Só encontraremos aquilo que é indestrutível em nós à medida que nos expusermos cada vez mais à destruição”

De algum modo, mesmo antes de conhecer os ensinamentos budistas, sabia que esse era o espírito do verdadeiro despertar. Tudo se resume ao total desprendimento.


Pema Chodron
(em “Quando Tudo Se Desfaz”)

quarta-feira, 6 de março de 2019


Agir como um Buda é ser de coração aberto a cada momento, com curiosidade, fascínio e bravura. É ser livre.


eu

terça-feira, 5 de março de 2019


Quando olhamos para qualquer um dos mestres realizados da linhagem da nossa tradição, nunca os vemos lutando com indigestões conceituais  emocionais do jeito que fazemos. Eles absorvem todas as experiências como um só sabor, utilizando tudo como alimento para a realização. A experiência se move através de seus corpos, através de sua consciência, e os nutre. Os grandes mestres estão sempre “comendo”, e o que quer que eles comam gera energia, inteligência e compaixão ilimitadas.


Elizabeth Mattis-Namgyel
(em “O Poder de Uma Pergunta Aberta”)

segunda-feira, 4 de março de 2019


O que aconteceria se, em vez de organizar o mundo para se ajustar ao “eu”, parássemos de manipular tudo e simplesmente permanecêssemos presentes para a nossa vida?


Elizabeth Mattis-Namgyel
(em “O Poder de Uma Pergunta Aberta”)


domingo, 3 de março de 2019


O caminho budista é, por sua própria natureza, um caminho de engajamento. Quando nos tornamos grandes o suficiente para incluir todos os seres em nosso amor e cuidado – quando acomodamos tudo – nos engajamos completamente com o mundo. Estamos bem ali com todo mundo e todas as coisas.


Elizabeth Mattis-Namgyel
(em “O Poder de Uma Pergunta Aberta”)

sábado, 2 de março de 2019


É emocionante chegar cada vez mais perto da auto-disciplina. Você faz o seu corpo ir e tudo dói; então você olha para trás com admiração para si mesmo, o que você fez, aquilo abre sua mente. Leva ao êxtase, à auto-realização. Se você ganhar o suficiente dessas batalhas, a batalha contra si mesmo, pelo menos por um momento, torna-se mais fácil vencer as batalhas do mundo.


Jeff Sniper
(montanhista da Costa Oeste americana - extraído do blog Sangha Virtual)


sexta-feira, 1 de março de 2019


Nada é como imaginamos. O vazio não é o que pensávamos. Nem a atenção plena, o medo ou a compaixão. Amor, natureza búdica, coragem. São palavras que nos indicam o que a vida realmente é quando deixamos que as coisas se desintegrem e nos permitimos estar ligados ao momento presente.


Pema Chodron
(em “Quando Tudo Se Desfaz”)