segunda-feira, 15 de outubro de 2018

Abandonar as circunstâncias



Pare de sentir pena de si mesmo. Pare de prestar tanta atenção aos seus pensamentos, ao mundo, ao seu corpo. Deixa vir o que vier. Entregue-se totalmente a você mesmo. Você é Deus, consciência. Comece a identificar-se com o Eu, não com as circunstâncias. Deixe as circunstâncias para lá.


Robert Adams


domingo, 14 de outubro de 2018

Nenhuma diferença



Se estabelecermos o Buda em nossa mente, então veremos tudo, contemplaremos todas as coisas como não diferentes de nós mesmos. Veremos os animais, árvores, montanhas e videiras como não distintas de nós mesmos. Veremos pessoas pobres e ricas – elas não são diferentes de nós. Negros e brancos – nenhuma diferença! Alguém que entenda as coisas assim estará contente onde quer que esteja. Ele ouvirá os ensinamentos de Buda o tempo todo.


Ajahn Chah
(em “Um Sabor de Liberdade”)

sábado, 13 de outubro de 2018

Entregue-se



Existe um poder maior que você e que sabe cuidar de você sem a sua ajuda. Tudo o que você tem a fazer é entregar-se a ele. Entregue seus pensamentos, sua mente, seu ego, à corrente que conhece o caminho. Ela cuidará de você, cuidará melhor de você do que você pode imaginar.


Robert Adams


sexta-feira, 12 de outubro de 2018

Jogue fora


O que for errado, jogue fora. Se for certo, tome e use. Mas, na verdade, praticamos para nos desapegar de ambos, do certo e do errado. No fim, apenas jogamos tudo fora. O Dharma é o lugar onde não há nada – nada mesmo.


Ajahn Chah
(em “Um Sabor de Liberdade”)


quinta-feira, 11 de outubro de 2018

Hábeis com o mundo


Nós não podemos sair correndo das sensações, precisamos conhecê-las. Sensações são apenas sensações, felicidade é apenas felicidade, tristeza é apenas tristeza. Ela são simplesmente isso. Quando somos hábeis com as impressões mentais, somos hábeis com o mundo.


Ajahn Chah
(em “Um Sabor de Liberdade”)



quarta-feira, 10 de outubro de 2018

Não reaja



Não mude ninguém. Não mude nada. Não reaja a ninguém, não reaja a nada. Não viva no passado e não se preocupe com o futuro. Fique no eterno agora, onde tudo está bem. Afinal você é eu e eu sou você. Não há diferença. Não reaja ao mundo. Não reaja ao seu próprio corpo. Nem mesmo reaja aos seus próprios pensamentos. Aprenda a tornar-se a testemunha. Aprenda a ficar quieto.


Robert Adams


terça-feira, 9 de outubro de 2018

Aquiete a mente



Aquiete a mente.
Quando a mente está quieta, você não se importa.
Observando, olhando, vendo, mas não reagindo.
Você senta em silêncio observando seus pensamentos.
Observando...
Observando...
E os deixa em paz.
Você não tenta mais mudar nada.
Você pára de seguir seus padrões de pensamento.
O que quer que venha até você, simplesmente deixe passar!
Você não acompanha mais seus pensamentos.


Robert Adams



segunda-feira, 8 de outubro de 2018

Aqui e agora é o lugar para meditar


Se realmente sabemos, então há o desapegar, deixar as coisas serem. Se acontecer de ficarmos doentes, não nos perdemos nisso. O Buda nos disse que aqui e agora é o lugar para meditar. Quando estamos doentes ou quase morrendo, é aí que podemos realmente conhecer e ver a realidade.


Ajahn Chah
(em “Um Sabor de Liberdade”)

domingo, 7 de outubro de 2018

A paz além do conforto e da dor.



Mesmo se estamos doentes ou com dores, ainda sabemos que sensação é sensação, mente é mente. Conhecemos estados dolorosos e confortáveis, mas não nos identificamos com eles. Ficamos apenas em paz: a paz além do conforto e da dor.


Ajahn Chah
(em “Um Sabor de Liberdade”)



sábado, 6 de outubro de 2018

Na Natureza Búdica

Basta permanecer na Natureza Búdica, não desviar-se para a ilusão e não buscar a iluminação. Medite com a Natureza Búdica, caminhe com ela, durma com ela, desperte com ela, faça absolutamente tudo com ela. Assim você estará agindo como um Buda vivo em todos os momentos de sua vida. Isso é tudo você precisa fazer.


Bankei
(em “The Unborn – The Life and Teachings of Zen Master Bankei”)



sexta-feira, 5 de outubro de 2018

Observe o correr da água



Observe o correr da água. Se encontra buracos no caminho, ela os enche e segue fluindo. Quando tropeça com rochas ou colinas, ela os rodeia e segue seu caminho.

Asim deve ser a prática para encontrar seu verdadeiro eu.


Daehaeng Sunim



quinta-feira, 4 de outubro de 2018

Aquele que conhece

A observação vigilante é o saber ou a presença da mente. Nós ponderamos e investigamos o tempo todo, em todas as posições. Praticando dessa forma, a sabedoria surge. Quando uma impressão mental que gostamos surge, nós assim a reconhecemos, não a consideramos algo substancial. É apenas felicidade. Quando a tristeza surge, sabemos que é uma satisfação na dor, que não é o caminho do praticante meditação.

Se formos espertos, nós não nos apegaremos, deixaremos as coisas serem como são. Nós nos tornaremos “aquele que conhece”.


Ajahn Chah
(em “Um Sabor de Liberdade”)



quarta-feira, 3 de outubro de 2018

A extensão de sua realização



A extensão de sua realização só será conhecida quando você se deparar com circunstâncias difíceis. Você não saberá a extensão de sua realização enquanto as coisas estiverem bem. As circunstâncias difíceis é que revelarão suas falhas ocultas.


Khenpo Munsel



terça-feira, 2 de outubro de 2018

Sem condições



Não há condições a serem preenchidas. Não há nada a ser feito, nada a ser abandonado. Apenas olhe e lembre-se: tudo o que você percebe não é você e não é seu. Essas coisas existem no campo da consciência, mas você não é nem o campo nem seus conteúdos, e nem sequer o conhecedor do campo. Essa sua ideia de que você tem algo a ver com as coisas é que faz com que você fique emaranhado nos resultados de seus esforços. O motivo, o desejo, o fracasso, o sentimento de frustração - tudo isso é o que faz com que você não consiga ir adiante. Simplesmente olhe para tudo o que acontece e saiba que você está além.


Sri Nisargadatta Maharaj



segunda-feira, 1 de outubro de 2018

Vigilantes



Um praticante de meditação não deve trilhar o caminho da felicidade ou da tristeza, mas ele deve conhecê-los. Saber a verdade do sofrimento, a causa do sofrimento, o fim do sofrimento e o caminho que leva ao fim do sofrimento. E a saída para o sofrimento é a meditação em si. De maneira simples, necessitamos ser vigilantes.


Ajahn Chah
(em “Um Sabor de Liberdade”)