sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

E quem você é? O Buda!


É maravilhoso quando realizamos o Momento Eterno, não é mesmo? Um passo fora do tempo e todos os anos que passamos em ignorância e sofrimento tornam-se lembranças tênues. São apenas vagas memórias. Seu pequeno ego se foi, e com isso todos os velhos inimigos, amigos, parentes. Todas as experiências passadas, doces ou amargas, perderam o poder. A Realidade dispersou a ilusão.

No Nirvana você não é jovem ou velho. Você apenas é. E quem você é? Simples: o Buda.


Mestre Hsu Yun
(em “ Empty Clouds – The Zen Teaching of Master Xu Yun”)






quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

Ver a partir da Essência


Reconhecer os próprios erros, não discutindo se as outras pessoas são boas ou más, é refugiar-se no self. Deve-se sempre ser humilde e respeitoso para com todos. Essa é o domínio da visão a partir da Essência, sem qualquer obstrução. Isso é refugiar-se no self.


Huineng
(O Sutra Plataforma)



quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

A mente como um lago


Deixe que a mente seja como um lago que reflete as nuvens que passam, sem contudo reter nenhuma delas.



Provérbio Zen



terça-feira, 26 de dezembro de 2017

A testemunha


Dentro de cada um de nós, há uma testemunha interior que observa com tranquilidade o que acontece dentro e fora de nós. A partir de um lugar de silêncio e sabedoria, mesmo quando o mundo se agita numa tempestade de emoções, a testemunha se assenta calmamente no olho da tempestade, incólume, luminosa e onisciente.


Haemin Sunim
(em “As Coisas Que Você Só Vê Quando Desacelera”)



segunda-feira, 25 de dezembro de 2017

Do vazio ao vazio


Seja um objeto, um pensamento ou um sentimento, se emergiu do vazio, logo vai mudar de forma e se recolher de volta ao vazio. Buscadores da Verdade eterna devem olhar para além de sua natureza impermanente e tomar consciência “daquele” que percebe a impermanência.


Haemin Sunim
(em “As Coisas Que Você Só Vê Quando Desacelera”)



domingo, 24 de dezembro de 2017

Resistência e Aceitação


Se eu tivesse que resumir a vida da maioria das pessoas em poucas palavras, diria: resistência interminável em relação ao que se é. Ao resistir, estamos em constante movimento, tentando nos ajustar, e mesmo assim continuamos infelizes em relação ao que somos.

Se eu tivesse que resumir a vida de uma pessoa iluminada em poucas palavras, diria: completa aceitação do que se é. Ao aceitarmos aquilo que somos, nossa mente fica relaxada e serena enquanto o mundo se transforma depressa ao nosso redor.


Haemin Sunim
(em “As Coisas Que Você Só Vê Quando Desacelera”)



sábado, 23 de dezembro de 2017

Além da mente, não há sofrimento


A dor é física, o sofrimento é mental. Além da mente, não há sofrimento. A dor é apenas um sinal de que o corpo está em perigo e exige atenção. Da mesma forma, o sofrimento nos adverte que a estrutura de lembranças e hábitos a que chamamos de pessoa está ameaçada de perda ou mudança. A dor é essencial para a sobrevivência do corpo, mas nada o obriga a sofrer. O sofrimento se deve inteiramente ao apego ou à resistência, é um sinal de nossa relutância a seguir adiante, a fluir com a vida.


Sri Nisargadatta Maharaj
(em “Eu Sou Aquilo” pág 250 - Tradução para o português de Patrícia de Queiroz Carvalho Zimbres. Editora Satsang)



sexta-feira, 22 de dezembro de 2017

Nesse momento


Nesse exato momento, há sempre liberdade, há sempre paz. Todo momento é o momento no qual você pode experimentar a quietude. Não deixe a mente te seduzir com o passado ou o futuro. Permaneça nesse momento e ouse acreditar que você pode ser livre exatamente agora.



Adyashanti



quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

A iluminação perfeita envolve tudo


A iluminação perfeita envolve tudo; calma e destruição não são coisas distintas
Tudo que se vê é Essência, tudo que se ouve é som místico
Não há outra realidade além de ver e ouvir
Você compreende?
A montanha é montanha
As águas são as águas



Seongcheol
(mestre Seon (Zen) coreano) 



quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

O caminho sem caminho


Há um caminho, mas ninguém lhe revelará como encontrá-lo.
Você deverá achar a entrada. Mas não há entrada.

No fim, nem mesmo há um caminho.


Dogsan
(Mestre Seon (Zen) Coerano)   



terça-feira, 19 de dezembro de 2017

Somente a Essência existe eternamente


Compreenda que todas as formas físicas são apenas manifestações temporárias. Somente a Essência informe existe eternamente. Quando isso é plenamente compreendido, não há mais necessidade de renascimentos.


Dattatreya
(em “Avadhut Gita - 1.21”)



segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

Você se torna aquilo a que tenta resistir


Você se torna aquilo a que tenta resistir. Se você resiste à raiva, estará sempre com raiva. Se resiste à tristeza, estará sempre triste. Se resiste ao sofrimento, estará sempre sofrendo. Se resiste à confusão, estará sempre confuso. Nós achamos que resistimos a certos estados por eles existirem, mas na verdade eles existem porque resistimos a eles.



Adyashanti



domingo, 17 de dezembro de 2017

Na tempestade, há a quietude


Na tempestade mais violenta, há a quietude. Encontre essa quietude em você. Esse é o seu estado natural.



Mooji



sábado, 16 de dezembro de 2017

O ego não desperta


O ego não desperta. O “eu” não desperta. Nós não somos o ego, não somos “eu”. Somos aquilo que desperta da ilusão do ego, do “eu”. Somos aquilo que desperta para o mundo, e somos o mundo inteiro também, quando visto da perspectiva real.


Adyashanti
(em “The End of Your World: Uncensored Straight Talk on the Nature of Enlightenment”)



sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

Após o despertar


Tendo compreendido que eu e o mundo somos um só, mas que eu estou além do mundo, eu me libertei de todos os desejos e de todos os medos. Eu não raciocinei e cheguei à conclusão de que eu deveria ser livre – eu simplesmente me descobri livre – inesperadamente, sem o menor esforço. Esse estar livre de desejo e de medo continuou comigo desde então. Uma outra coisa que notei foi que não preciso mais me esforçar, que o ato segue o pensamento, sem demora nem atrito. Descobri também que os pensamentos se realizam automaticamente, que tudo se acerta de forma suave e precisa. A maior mudança ocorreu na mente, que se tornou imóvel e silenciosa, reagindo de forma rápida, mas sem perpetuar a reação. A espontaneidade se tornou um modo de vida, o real se tornou natural e o natural se tornou real. E, acima de tudo, uma afeição infinita, um amor escuro e silencioso, irradiando em todas as direções, tornando tudo interessante e belo, significativo e auspicioso.


Sri Nisargadatta Maharaj
(em “Eu Sou Aquilo” págs 249-250 - Tradução para o português de Patrícia de Queiroz Carvalho Zimbres. Editora Satsang)