sábado, 29 de outubro de 2016

Banho de atenção plena




Toda vez que você banha com atenção plena as suas concepções íntimas, os blocos de dor que existem em você tornam-se mais leves e menos perigosos. Então, banhe de atenção plena a sua raiva todos os dias, e também seu desespero, sua tristeza - essa deve ser a sua prática. Se não houver atenção plena, quando essas sementes germinarem será horrível. Mas se você souber gerar a energia da consciência, será muito salutar convidar e abraçar todos os dias essas sementes. E após alguns dias ou semanas cuidando delas e ajudando-as a repousar, sua mente estará num bom fluxo, e os sintomas de veneno mental começarão a desaparecer.


Thich Nhat Hanh


sexta-feira, 28 de outubro de 2016

A atitude de um Buda




Um jardineiro não corre atrás de flores e nem foge do lixo. Ele aceita a ambos e faz bom uso deles. Ele não se apega a um e rejeita o outro, pois vê que a natureza de ambos é interser. Ele está em paz com a flor e com o lixo também. Um bodhisattva lida com a iluminação e com as aflições da mesma maneira que um janeiro lida com as flores e o lixo: sem discriminação. Ele sabe como fazer o trabalho de transformação, e por isso não sente mais medo. Essa é a atitude de um Buda.


Thich Nhat Hanh
(em “The Pocket Thich Nhat Hanh”)



quinta-feira, 27 de outubro de 2016

O reino da consciência imutável





Você acredita em seus pensamentos e por isso se deixa confundir facilmente, perdendo a paz.

Por trás da tela da mente existe o reino da consciência imutável: silenciosa, imensa, perfeita.

Os sábios abandonam os murmúrios incessantes da mente para que estes se dissolvam ali, na infinita quietude do Ser.

Mooji
(Satsang em Rishikesh, India – março de 2016)



quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Já está aqui




Pensamos que há algo a alcançar, alguma coisa fora de nós, mas tudo já está aqui. Quando transcendemos as noções de dentro e fora, sabemos que aquilo que desejamos alcançar já está em nós. Não precisamos procurar no tempo ou espaço. Ele já está disponível nesse exato momento.


Thich Nhat Hanh
(em Silêncio – O Poder da Quietude Num Mundo Barulhento”)


terça-feira, 25 de outubro de 2016

Solo fértil




Precisamos oferecer à nossa mente consciente um certo descanso e permitir à mente inconsciente que procure uma solução. Precisamos “pisar no freio” intelectual e emocional e entregar o problema ou desafio à nossa mente inconsciente, da mesma maneira que, após plantar uma semente, confiamos no trabalho do céu e da terra. A mente inconsciente é o solo fértil que ajudará a semente a germinar.

 Thich Nhat Hanh
(em Silêncio – O Poder da Quietude Num Mundo Barulhento”)



segunda-feira, 24 de outubro de 2016

Ser como uma onda





Nossa prática consiste em ser como uma onda: enquanto na dimensão histórica vivemos como onda, sabemos que somos o mar e vivemos também como mar. Essa é a essência de nossa prática. Nós vivemos na dimensão histórica, mas vivemos também na dimensão suprema, como o Buda fez.

Thich Nhat Hanh
(em “The Pocket Thich Nhat Hanh”)

domingo, 23 de outubro de 2016

Trazer a luz para dentro do quarto





A meditação constante é o único caminho. Se você traz a luz para dentro do seu quarto, a escuridão imediatamente vai embora. Você tem que cuidar  para que a luz não se apague. Ela tem que estar continuamente queimando para que não haja escuridão. Até que você fique firmemente estabelecido no Ser, você tem que continuar com sua meditação. As dúvidas tomarão conta somente se você esquecer de si mesmo.


Annamalai Swami
(em " Os Ensinamentos Finais de Annamalai Swami" - disponibilizado pelo site Advaita Vedanta http://advaita.com.br/  )




sábado, 22 de outubro de 2016

Resoluta decisão




Você precisa tomar uma resoluta decisão. Deve descartar a ideia de ser esse corpo e permanecer com o reconhecimento “Eu Sou”, que não possui forma ou nome. Quando se estabilizar nesse estado, você adquirirá todo o conhecimento e desvendará todos os segredos. E depois que os segredos lhe forem revelados, você transcenderá também esse estado e então saberá que você é o Absoluto e não essa mente comum. Tendo alcançado esse conhecimento, tendo compreendido isso, surgirá uma espécie de quietude, de tranquilidade.  


Sri Nisargadatta Maharaj
(em “I Am That”)


sexta-feira, 21 de outubro de 2016

Iluminar a tudo




Na prática Zen, não cozinhamos para ter comida. E não lavamos louça para ter a louça limpa. Cozinhamos pelo cozinhar e lavamos as louças pelo lavar louças. O propósito não é fazer essas tarefas de uma maneira especial a fim de torná-las significativas. Lavar a louça e cozinhar também são o Caminho de Buda. A prática Zen é comer, respirar, cozinhar, carregar água, usar o banheiro – qualquer ato do corpo, da fala e da mente – com a atenção plena, a fim de iluminar cada folha e cada pedrinha, cada montinho de lixo, cada caminho que traga a nossa mente de volta para casa.

Thich Nhat Hanh
(em “Essential Writings”)


quinta-feira, 20 de outubro de 2016

Ser onda, ser mar




Nossa prática consiste em ser como uma onda: enquanto na dimensão histórica vivemos como onda, sabemos que somos o mar e vivemos também como mar. Essa é a essência de nossa prática. Nós vivemos na dimensão histórica, mas vivemos também na dimensão suprema, como o Buda fez.

Thich Nhat Hanh
(em “The Pocket Thich Nhat Hanh”)


quarta-feira, 19 de outubro de 2016

O Verdadeiro Conhecimento






O Verdadeiro Conhecimento sobre a Verdade não é algo a ser alcançado.
Ao contrário do que a mente considera a respeito do conhecimento, de este que é algo a ser alcançado e mantido,
o verdadeiro conhecimento remove o “eu” e deixa um espaço vazio.
Quando não há “eu”, há somente a Verdade.
Há somente o Supremo manifestando-se como um ser humano.
Mesmo agora, nós somos o Supremo,
mas o jogo é saber disso conscientemente, sem arrogância, orgulho ou identidade.
Esse conhecimento é o próprio ser.
Eles são um só.


 Mooji


terça-feira, 18 de outubro de 2016

O mais elevado ensinamento de Buda




Existência e não-existência são apenas conceitos. Há apenas manifestação e não-manifestação, as quais dependem da sua percepção. Se sua percepção for suficientemente profunda, você se libertará desses conceitos de ser ou não-ser, nascimento e morte. Esse é o mais elevado ensinamento de Buda. Você quer alívio para a sua dor, mas o maior alívio que você pode ter vem de seu reconhecimento do não-nascimento e não-morte.

Thich Nhat Hanh
(em “The Pocket Thich Nhat Hanh”)




segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Apenas desfrutemos o momento




Seja você. A vida é preciosa exatamente como é. Todos os elementos para a sua felicidade já estão aqui. Não há necessidade de correr, lutar, buscar. Apenas seja: apenas ser no momento presente é a mais profunda meditação. O Sutra do Coração diz “Não há nada a alcançar”. Não meditamos para alcançar a iluminação, porque a iluminação já existe em nós. Não praticamos para alcançar algum estágio superior.

Estamos em paz nesse exato momento, apreciando os raios de sol entrando pela janela ou ouvindo o som da chuva. Não precisamos ir em busca de nada. Apenas desfrutemos o momento.

Thich Nhat Hanh
(em “The Pocket Thich Nhat Hanh”)


domingo, 16 de outubro de 2016

Atento às sementes


É importante estarmos atentos quando uma semente nada saudável se manifestar na mente consciente, para que não a deixemos se desenvolver.


Thich Nhat Hanh
(em Silêncio – O Poder da Quietude Num Mundo Barulhento”)


sábado, 15 de outubro de 2016

Âncora



Os sentimentos vem e vão como nuvens no céu.
A respiração consciente é a minha âncora.


Thch Nhat Hanh
(retirado do facebook)