sexta-feira, 15 de abril de 2016

Se quiser crescer interiormente





Se quiser crescer interiormente, você precisará ser desafiado de todas as maneiras.

As coisas nem sempre ocorrem como se deseja; você não pode controlar sua vida ou esperar que ela atenda sempre às suas expectativas. Se as coisas fossem sempre fáceis, você se acomodaria com seu ego. Na medida em que se torna mais sensível, mais alerta, intuitivo, aberto e silencioso, o medo, a resistência e a letargia perdem força e são substituídas por profundas calma e fé no invisível.


Mooji
(em “White Fire”)



quinta-feira, 14 de abril de 2016

Ser a Essência





Quando recomendo, "Medite sobre a Essência!", estou pedindo que você seja a Essência, e não que apenas pense nisso. Perceba o que fica quando os pensamentos cessam. Esteja ciente da consciência por trás de todos os pensamentos. Seja essa consciência. Sinta que isso é o você real. Ao fazê-lo, estará meditando no Ser. Mas se você não consegue estabilizar sua consciência porque seus vasanas (hábitos mentais) são muito fortes e ativos, é recomendável manter o pensamento "Eu sou a Essência; ​​Eu sou tudo."

Se meditar dessa maneira, você não estará fortalecendo os hábitos mentais que bloqueiam sua autoconsciência e, mais cedo ou mais tarde, eles o deixarão. Se essa prática não lhe agradar, observe então a mente com toda a atenção. Sempre que a mente vaguear, torne-se consciente disso. Assista os movimentos da mente sem identificar-se com eles. Se você dedicar sua atenção integral à mente, começará a entender a futilidade de todas as atividades mentais. Testemunhe como a mente vaga aqui e ali, em busca de coisas ou idéias inúteis e desnecessárias, que irão apenas produzir sofrimento em você. Observar a mente nos faz conhecer seus processos internos e nos dá o incentivo necessário para nos mantermos livres de nossos pensamentos. Em última análise, se nos dedicarmos com afinco, teremos a habilidade de nos manter como consciência pura, não afetada pelos pensamentos transitórios.


Annamalai Swami


quarta-feira, 13 de abril de 2016

Destemor





Devemos encarar com destemor qualquer problema que surgir. Mesmo que esteja diante de espadas, espinhos ou campos cheios de pedras, não hesite diante de nenhum deles. Dê o máximo para seguir em frente e encarar tudo isso como sendo algo com o qual praticar. Do que você tem medo? Não importa se jovem ou velho, um dia você morrerá! Se conseguir abandonar o medo da morte, não haverá nada que não possa realizar. Nada mais o amedrontará.

Daehaeng Sunim
(em  “Touching the Earth”)



terça-feira, 12 de abril de 2016

Sua vida, meditação ativa





Sua vida, exatamente agora, não importa o que estiver acontecendo, deve ser toda ela meditação ativa. Por isso, aceite tudo o que surgir e entregue à Essência.

Daehaeng Sunim
(em  “Touching the Earth”)



segunda-feira, 11 de abril de 2016

Entregue-se!





Analise as vidas dos grandes mestres espirituais. Antes de descobrir a Verdade, suas mentes estavam em crise. Perdas pessoais, sonhos desfeitos ou algum tipo de rejeição foram os estopins para que mergulhassem profundamente naquilo que está além do mundano, do trivial. Naquele momento, eles viram uma oportunidade de transcendência.

Existe grande compaixão no completo abandono de si. Por isso, pare de esquivar-se: entregue-se!  E você verá que na realidade o abandono é um dos disfarces da Graça, que chegou para libertar sua mente.

Mooji
(em  “Writing on Water”)


domingo, 10 de abril de 2016

A plenitude de ser vazio



Quando se descobre a plenitude de ser vazio, não se deseja mais nada.

Mooji
(em  “Writing on Water”)



sábado, 9 de abril de 2016

Cecília Meireles Metafísica: Cântico 5




Esse teu corpo é um fardo.
É uma grande montanha abafando-te.
Não te deixando sentir o vento livre
Do Infinito.
Quebra o teu corpo em cavernas
Para dentro de ti rugir
A força livre do ar.
Destrói mais essa prisão de pedra.
Faze-te recepo.
Âmbito.
Espaço.
Amplia-te.
Sê o grande sopro
Que circula... 

Cecília Meireles
(em "Cânticos")

sexta-feira, 8 de abril de 2016

Não desejar





Aqueles que são livres não precisam desejar nada, porque eles são um só com a lei de causa e efeito. Eles estão em harmonia com a ininterrupta corrente da vida. E esse é por si só o Supremo Desejo.

Mooji
(em  “Writing on Water”)


quinta-feira, 7 de abril de 2016

Nossa vida continua





Cada planeta e cada estrela sou eu. Não há lugar que não seja meu, não há gesto que não seja meu, não há vida que não seja minha. Uma faísca de nossa mente original é capaz de queimar todos os carmas e discriminações do universo inteiro. Isso é possível porque nossa mente original possui tudo em si.

Algumas pessoas afirmam que a vida é sem sentido porque resume-se a envelhecer e morrer, e no fim tudo desaparece. Eu não concordo. Nossa vida continua, apenas nosso corpo se transforma. As pessoas falam em morte, mas não há nada que tenha realmente “nascido”. Quando a lagarta cai da árvore, é porque se transformará em borboleta. Ela não morre, apenas muda de forma.

Nascemos porque a Essência existe e estamos aqui porque a Essência existe. Não existe vida e morte: estamos apenas mudando de forma.

Daehaeng Sunim
(em  “Touching the Earth”)



quarta-feira, 6 de abril de 2016

O Silêncio




O Silêncio sobre qual falo não se refere ao silêncio da meditação ou o da contemplação. Porque nesses casos a mente ainda está em busca de algo, ainda está trabalhando. O Silêncio a que me refiro é não permitir que os pensamentos surjam e nos deixemos envolver por eles. Quando conseguimos isso estamos imersos em Silêncio.

H. W. L. Poonja (Papaji)


terça-feira, 5 de abril de 2016

A força dos pensamentos




Não pense que é impossível. Se você vê a si próprio como um ser miserável, então realmente se tornará um fraco. Mas se você vê a si próprio como afortunado, sua vida será próspera. Portanto, não se permita envolver em pensamentos de fraqueza ou tristeza; tente viver de maneira entusiasmada e significativa. Seja humilde. E encare tudo com um sorriso nos lábios.

Ao aplicar essa sabedoria, não será apenas a sua vida que se tornará mais próspera e feliz, mas estará dando também uma enorme contribuição ao bem-estar do mundo e do universo. É assim que nos tornamos mais do que meros espectadores da vida.

Tente por si próprio. Veja o que acontece quando você põe isso em prática.  

Daehaeng Sunim
(em  “Touching the Earth”)



segunda-feira, 4 de abril de 2016

Seja feliz, sábio e livre.




Não seja um arquivo de memórias. Abandone os pensamentos passados, futuros e até mesmo os presentes. Livre-se de todos os apegos, medos e preocupações mantendo sua mente voltada para sua Essência. Repouse nela. Assim sua vida será terá sempre frescor, pura alegria e eterna presença. Seja feliz, sábio e livre.

Mooji
(em  “White Fire”)




domingo, 3 de abril de 2016

Cecília Meireles Metafísica: Cântico 4




Adormece o teu corpo com a música da vida.
Encanta-te.
Esquece-te.
Tem por volúpia a dispersão.
Não queiras ser tu.
Quere ser a alma infinita de tudo.
Troca o teu curto sonho humano
Pelo sonho imortal.
O único.
Vence a miséria de ter medo.
Troca-te pelo Desconhecido.
Não vês, então, que ele é maior?
Não vês que ele não tem fim?
Não vês que ele és tu mesmo?
Tu que andas esquecido de ti?

Cecília Meireles
(em "Cânticos")


sexta-feira, 1 de abril de 2016

O som do ambiente normal



O som do ambiente normal. O desespero do silêncio, da conversa intermitente, o desespero do ambiente normal.

Tão penetrados em nossas vidas, o som do ambiente normal.

O vento, o ruído eletrônico, mecânico, pássaros cantando, folhas balançando, pessoas andando e conversando, o som do ambiente normal.

Nada disso nos afeta mais, é rotineiro, passa despercebido e sem vida, a falta de consciência.

A constante mudança, o desejo incontrolável por permanência, o paradoxo mental.

No fim, todos estamos imersos, mas paradoxalmente fora.

No som do ambiente normal.



Paulo Mann







Egoísmo: a ilusão que é a causa do sofrimento





O egoísmo está fundamentalmente em contradição com a realidade. Baseia-se no postulado falso conforme o qual os indivíduos são entidades isoladas, independentes uma das outras. O egoísta espera construir sua felicidade pessoal na bolha do seu ego. O problema é que a realidade é totalmente outra: não somos entidades autônomas e nossa felicidade não pode ser construída senão com o concurso dos outros. Mesmo se tivermos a impressão de ser o centro do mundo, esse mundo permanece sendo o dos outros.

O egoísmo não pode então ser considerado um modo eficaz de amar a si mesmo, uma vez que é a principal causa raiz de nosso mal-estar. Ele constitui uma tentativa particularmente desastrada de assegurar a própria felicidade.

Matthieu Ricard 
(em  “A Revolução do Altruísmo”)