quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Confiar na Essência




Os reinos material e espiritual atuam juntos, como um só. É um equívoco supor que eles estejam separados. Você deve confiar todos os obstáculos à sua mente fundamental, sua Essência. Quando você confia integralmente nela, sua Essência responde da maneira mais adequada. O que foi confiado é tratado por ela e depois retorna ao plano material.

Daehaeng Sunim
(em “Touching The Earth”)

terça-feira, 20 de outubro de 2015

Trem das Cores





(Porque é linda. Porque desperta os sentidos. Porque, ao ouvi-la, estamos também no trem )

Trem das Cores

(Caetano Veloso)


A franja na encosta cor de laranja, capim rosa chá
O mel desses olhos luz, mel de cor ímpar
O ouro ainda não bem verde da serra, a prata do trem
A lua e a estrela, anel de turquesa

Os átomos todos dançam, madruga, reluz neblina
Crianças cor de romã entram no vagão
O oliva da nuvem chumbo ficando pra trás da manhã
E a seda azul do papel que envolve a maçã

As casas tão verde e rosa que vão passando ao nos ver passar
Os dois lados da janela
E aquela num tom de azul quase inexistente, azul que não há
Azul que é pura memória de algum lugar

Teu cabelo preto, explícito objeto, castanhos lábios
Ou pra ser exato, lábios cor de açaí
E aqui, trem das cores, sábios projetos: Tocar na central

E o céu de um azul celeste celestial

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Descubra a sua coragem




Não importa quantas coisas você tenha que enfrentar
e não importa o quanto elas sejam dolorosas e difíceis,
mesmo se alguém a quem você ama esteja à beira da morte,
entregue tudo à sua Essência,
ela é sua natureza real,
o seu verdadeiro eu.

Está sempre cuidando de mim,
mesmo agora ela está me guiando,
então, por que devo me preocupar?

Apenas entregue tudo à sua Essência e continue a seguir em frente.
Você precisa manter essa atitude.
As coisas com as quais se depara são como lições de casa,
são o caminho através do qual se evolui.
Se tudo em sua vida for tranquilo e sem problemas,
você não será capaz de ir além da ilusão
e nem compreenderá o sofrimento dos outros.
Tudo depende de como você consegue lidar com o bem e com o mal,
como serenamente deixa que as coisas sigam seus próprios caminhos,
até mesmo o próprio Buda.

Frustração, stress e solidão,
e aquelas situações nas quais o sucesso parece improvável,
tudo isso é matéria-prima em sua prática espiritual.
Por isso, quando dificuldades e sofrimentos surgirem, seja grato a eles.
Pois através deles é que você deve praticar e evoluir.

Daehaeng Sunim
(retirado do blog “Wake Up and Laugh”)

sábado, 17 de outubro de 2015

sexta-feira, 16 de outubro de 2015

A Realidade Suprema já é



Que prática é necessária para alcançar o Self (Realidade Suprema)?

A ideia de um eu deve ser extirpada. O Self não pode ser alcançado, pois existe um só momento em que o Self não seja? Ele não é algo novo. Ele já é. O que é novo não pode ser permanente pois não existia antes. O que é real sempre existiu.

Sri Ramana Maharshi
(em “Talks With Ramana Maharshi”)

quinta-feira, 15 de outubro de 2015

Disciplina

Mestre Hsu Yun


Não há progresso espiritual sem a moralidade e sem o cumprimento do dever religioso. A disciplina é a base sobre a qual a iluminação repousa. A disciplina regula o nosso comportamento e o torna imutável. Perseverança se torna estabilidade, e é isto que produz a sabedoria.


Hsu Yun
(em “Nuvem Vazia: Os Ensinamentos de Hsu Yun”)

quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Não se deixe abalar jamais




Bondade, maldade, alto, baixo, atração, repulsa – são conceitos que surgem de nossas idéias preconcebidas.  Porém, sob a perspectiva da Essência, tudo está ligado entre si e é um fenômeno só. Cada detalhe e cada ser do universo está ligado a nós através de uma Essência comum.

Se você deseja despertar para a grande Verdade, não deve esquecer jamais de que sua Essência, sua Natureza-Buda, é intrinsecamente luminosa, pura, e dotada com a energia infinita do universo. Confie tudo a essa Essência e não se deixe abalar jamais, nem pelo mundo a sua volta e nem pelas idéias e sentimentos que surjam em seu íntimo.

Daehaeng Sunim
(em “My Heart is a Golden Buddha”)

terça-feira, 13 de outubro de 2015

A vida em si mesma é uma fantasia.



Tudo acontece como é necessário, e ainda assim nada acontece. Eu faço o que parece ser o necessário, mas ao mesmo tempo eu sei que nada é necessário, que a vida em si mesma é uma fantasia.

Sri Nisargadatta Maharaj
(em “I Am That”)

sexta-feira, 9 de outubro de 2015

Reconhecer a Realidade Suprema em você



Liberdade significa reconhecer o Self (Realidade Suprema) em você. Concentre-se e a reconhecerá. A sua mente superficial é que produz o ciclo de nascimento e morte.

Sri Ramana Maharshi
(em “Talks With Ramana Maharshi”)

quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Reconhecer esse mundo como sendo um sonho





O mundo que você percebe é de fato um mundo reduzido. E ele é inteiramente particular. Reconheça-o como um sonho e deixe de se iludir com ele. Na verdade tudo o que você conhece é seu próprio mundo particular, não importa quão belamente você o tenha mobiliado com suas imaginações e expectativas. Este mundo é pintado por você sobre a tela da consciência, mas é inteiramente seu próprio mundo particular. Reconhecer o filme como sendo um jogo de luz sobre a tela nos livra da ideia de que o filme é real.


Sri Nisargadatta Maharaj
(em “I Am That”)

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Mesmo que o mundo entre em colapso




A qualidade de nossa vida depende de quão intensamente deixamos que os fenômenos sejam tratados por nossa Essência. Por isso, não importa qual seja o problema com o qual você se defronte, não deixe que ele o abale. Mesmo que o mundo entre em colapso, não tema.

Daehaeng Sunim
(em “Touching the Earth”)

terça-feira, 6 de outubro de 2015

Se vos transformardes, transformareis o mundo




Deveis amar a autocompreensão, devotar-lhe vossa vida - devotar vossa vida à compreensão de vossa vida, porque vós sois o mundo, e o mundo é vós; portanto, se vos transformardes, transformareis o mundo. Esta não é uma mera idéia intelectual, porém uma coisa de que deveis compenetrar-vos ardorosa e apaixonadamente. E a meditação liberta tremendas energias.

Jiddu Krishnamurti
(em “O Novo Ente Humano”)

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Duas realidades



Assim como o tolo crê que haja diferenças significativas entre a água e o gelo, aqueles que são apegados aos sentidos e ao conhecimento relativo crêem na distinção entre espírito e matéria. Mas essa distinção desaparece quando a realidade absoluta é misticamente revelada.

Segundo o budismo, há dois tipos de realidades. A primeira consiste em nosso corpo psicofísico e o mundo ao redor, e é experimentada através dos sentidos. Esses são sempre mutáveis, insatisfatórios e desprovidos da percepção do espírito. É uma realidade condicionada.

A segunda realidade só é misticamente intuída quando a primeira realidade é integrada nela, o que dissolve seu poder sobre nós. Então, a primeira realidade é reconhecida como uma projeção ilusória. Já a segunda realidade é incondicionada, é o espírito absoluto ou Natureza de Buda. Radiante, feliz e eterna.

Mas apenas ler ou pensar sobre isso é incapaz de nos conduzir a essa segunda realidade. Somos como o tolo que não acredita que a água e o gelo sejam fundamentalmente a mesma coisa. Ainda estamos alheios à Realidade verdadeira, aprisionados por nossas paixões e pelo desejo de encontrar liberdade e significado em meio à realidade condicionada. Mas o alcance desta é relativo e vazio. Não possui espírito.

A não ser que estejamos abertos para a verdade, nem mesmo o maior mestre do mundo poderia levar-nos à intuição mística necessária que nos libertaria dos fenômenos sedutores da primeira realidade. Aceitar essa Realidade é como abrir a cortina que permite a entrada de luz. Em meio à primeira realidade há apenas escuridão.


Ainda que acreditemos ser capazes de perceber a realidade, na verdade estamos nos iludindo. Quanto mais aceitarmos a primeira realidade (que é falsa), mais iremos contra a verdade.

(extraído do blog The Zennist)

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Sem poderes especiais



Todos os monges ficavam curiosos a respeito de sua postura Chan natural, seu perfeito equilíbrio. Mesmo o mestre Shi Tou viu-se impelido a perguntar-lhe qual era o seu segredo: “Todos se maravilham diante de sua prática”, disse Shi Tou. “Conte-me, você possui poderes especiais?”

O praticante laico Pang apenas sorriu e disse, “Não, não possuo poderes especiais. Meu dia é dedicado as atividades simples e eu apenas mantenho minha mente em harmonia com as tarefas que executo. Aceito o que vier sem qualquer desejo ou aversão. Quando encontro alguém, mantenho uma atitude neutra, nunca elogiando, nunca recriminando. Para mim, vermelho é vermelho, e não “carmesim” ou “escarlate”.  Logo, qual método maravilhoso eu utilizo? Bem, quando corto lenha,  eu simplesmente corto lenha; e quando carrego água, simplesmente carrego água.


Mestre Hsu Yun
(em “ Empty Clouds – The Zen Teaching of Master Xu Yun”)



quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Mudar para evoluir




A verdade já existia antes do Buda Sakyamuni nascer. Ele a estudou, compreendeu e compartilhou com todos a respeito de como as coisas realmente são. Mesmo assim as pessoas continuam a desperdiçar o tempo com futilidades. Se continuarem a agir assim, morrerão no mesmo nível espiritual no qual nasceram. Não terão evoluído. A semente para a próxima vida não será alterada. A menos que vocês mudem, continuarão a renascer no mesmo nível, vida após vida.

A mente essencial possui essa incrível e profunda capacidade. Se quiserem evoluir, entreguem seus hábitos, apegos e desejos a essa mente original. Tudo então será absorvido por ela. Esse é o procedimento correto para eliminar os velhos padrões e tornar possível a mudança.

Daehaeng Sunim
(em “Touching the Earth”)