sábado, 9 de maio de 2026

Para Krishnamurti, a meditação não era um exercício de concentração (que ele via como uma forma de esforço do ego), mas sim um estado onde a fronteira entre o "eu" e o "mundo" desaparece.

Ele descreve a natureza sem os rótulos usuais. Em vez de "eu vi uma árvore", o texto transmite a "árvore acontecendo". O ego se dissolve quando cessa a necessidade de julgar, comparar ou possuir a experiência.

Para ele a meditação só ocorre quando o pensamento (que é o ego) se percebe limitado e silencia. Ele enfatiza que, se você sabe que está meditando, você não está meditando — é apenas o ego se dando tapinhas nas costas. A verdadeira contemplação é um estado de vulnerabilidade total, onde não há ninguém ali para dizer "estou em paz".


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