domingo, 30 de setembro de 2018

Apenas um jogo



Não importa que sentimentos ou pensamentos surgiam na mente, o Buda entendia isso como o simples jogo da felicidade e da tristeza. Ele não se apegava a elas.


Ajahn Chah
(em “Um Sabor de Liberdade”)



sábado, 29 de setembro de 2018

Não somos o que parecemos ser



Somos o ser imperceptível, sem tempo nem espaço, e não o que parecemos ser como objetos separados – temporais, finitos e perceptíveis aos sentidos.


Sri Nisargadatta Maharaj
(citado por Ramesh Balsekar em “Revelações de Sri Nisargadatta Maharaj” – Satsang Editora)


sexta-feira, 28 de setembro de 2018

Eliminação da pessoa



Quando você é infectado pelo vírus “eu sou o corpo”, todo um universo passa a existir. Mas quando você começa a se fartar desse universo, começa a cultivar algumas ideias extravagantes sobre libertação e a seguir linhas de ação totalmente fúteis. Você se concentra, medita, tortura seu corpo e sua mente faz todo o tipo de coisas desnecessárias, mas passa por cima do essencial, que é a eliminação da pessoa.


Sri Nisargadatta Maharaj
(em “Eu Sou Aquilo” pág 320  - Tradução para o português de Patrícia de Queiroz Carvalho Zimbres. Editora Satsang)

quinta-feira, 27 de setembro de 2018

Impurezas



Os seres iluminados veem as impurezas de suas mentes como venenos, então eles as varrem de lá. Eles varrem de lá as coisas que causam sofrimento.

As atividades da mente, sensações prazerosas, desagradáveis e assim por diante, são impressões mentais, elas são o mundo. Se a mente sabe disso, ela consegue fazer o seu trabalho igualmente na felicidade ou na tristeza.


Ajahn Chah
(em “Um Sabor de Liberdade”)




quarta-feira, 26 de setembro de 2018

Nem felicidade, nem tristeza



O estado natural da mente não é nem a felicidade nem a tristeza. O Buda separou essas coisas através do conhecimento. Ele sofria? Ele conhecia o estado do sofrimento, mas não se apegava a ele, então cortou fora o sofrimento. E havia a felicidade também, mas ele sabia que a felicidade, se conhecida, é como um veneno. Ele não a tomava como sendo ele mesmo. Felicidade estava lá através do conhecimento, mas ela não existia em sua mente.  


Ajahn Chah
(em “Um Sabor de Liberdade”)



terça-feira, 25 de setembro de 2018

Mudar


Enquanto você acreditar ser um corpo, você imputará causas a todas as coisas. Quando você se der conta de que é totalmente livre para ser o que aceita ser, que você é o que parece ser devido a ignorância e a indiferença, você estará livre para se revoltar e mudar.


Sri Nisargadatta Maharaj
(em “Eu Sou Aquilo” pág 319  - Tradução para o português de Patrícia de Queiroz Carvalho Zimbres. Editora Satsang)




segunda-feira, 24 de setembro de 2018

Fantasma



Em vez do fenômeno ser aceito como manifestação do imanifesto, ocorre uma identificação equivocada com uma pseudoidentidade, e um fantasma dotado de uma suposta existência autônoma é então criado. Supõe-se que esse fantasma tenha liberdade de escolha e ação. É esse fantasma que, supostamente, nasce, morre e renasce. E, assim, esse fantasma se vê exposto ao processo de causalidade conhecido como carma, aceita o “aprisionamento” e o “renascimento” e busca uma “libertação” imaginária.

Em outras palavras, um eu-fantasma dotado de uma suposta existência independente e autônoma é superposto ao processo natural de manifestação dos fenômenos, e esse eu-fantasma é sobrecarregado com o conceito dos efeitos de suas ações supostamente volitivas, ou seja, o carma, o aprisionamento e o renascimento!


Sri Nisargadatta Maharaj
(citado por Ramesh Balsekar em “Revelações de Sri Nisargadatta Maharaj” – Satsang Editora)



domingo, 23 de setembro de 2018

Mente pacífica



Meditação significa fazer com que a mente se torne pacífica para que a sabedoria surja.


Ajahn Chah
(em “Um Sabor de Liberdade”)

sábado, 22 de setembro de 2018

O caminho que leva ao fim do sofrimento



O Buda ensinou que o caminho que leva ao fim do sofrimento é fazer o Dharma surgir como uma realidade dentro de nossas mentes.


Ajahn Chah
(em “Um Sabor de Liberdade”)



sexta-feira, 21 de setembro de 2018

Aprisionamento ilusório



Sua ideia de aprisionamento não é nada mais que a ilusão de vocês serem uma entidade autônoma sujeita à temporalidade e às causas e efeitos do carma.


Sri Nisargadatta Maharaj
(citado por Ramesh Balsekar em “Revelações de Sri Nisargadatta Maharaj” – Satsang Editora)

quinta-feira, 20 de setembro de 2018

Verdadeira "entrega"



Na verdade, o menor esforço de “sua” parte irá evitar o que, de outra forma, teria acontecido natural e espontaneamente. E a piada dentro da piada é que um não fazer deliberado de sua parte também vai evitar que isso aconteça! “Fazer” ou “não fazer” algo são, ambos, esforços de vontade. Tem que haver uma total ausência do “fazedor”, uma total ausência dos aspectos positivos e negativos do “fazer”. É isso que se chama a verdadeira “entrega”.  


Sri Nisargadatta Maharaj
(citado por Ramesh Balsekar em “Revelações de Sri Nisargadatta Maharaj” – Satsang Editora)





quarta-feira, 19 de setembro de 2018

Repousar no nada



Quando você repousa tranquilamente no nada, está realmente seguindo o Caminho dos Budas


Huang Po
(em “The Zen Teaching of Huang Po”)


terça-feira, 18 de setembro de 2018

Opiniões mundanas

O Buda se desfez das opiniões mundanas, dos elogios e das críticas. Quando as pessoas o elogiavam ou o criticavam, ele simplesmente os aceitava. Essas duas coisas eram simples condições humanas, assim ele não era abalado por elas. Por que não? Por que ele conhecia o sofrimento. Ele sabia que, se acreditasse nos elogios ou nas críticas, eles iriam causar sofrimento a ele.


Ajahn Chah
(em “Um Sabor de Liberdade”)



segunda-feira, 17 de setembro de 2018

Dar seus frutos



Você afirma que “viver é transformar-se no que se é”. Quando se sabe que alguém transformou-se no que é?

Quando uma macieira sabe que é uma macieira? Quando ela dá maçãs e alimenta as pessoas ao seu redor. Quando você sabe que sua vida está sendo o que tem que ser? Quando você está cumprindo aquilo para que veio. Quando você dá seus frutos, as pessoas comem esses frutos e você sente-se feliz porque as alimentou.


Pablo d’Ors



domingo, 16 de setembro de 2018

Capacidade de receber


É nossa ansiedade de viver que impede que a vida nos alcance, e é por isso que a capacidade de receber deve ser trabalhada. Temos um desejo muito intervencionista sobre a realidade e isso impede que ela expresse aquilo que é.


Pablo d’Ors