A verdade, portanto, não é para as pessoas respeitáveis,
nem para os que desejam a expansão, o preenchimento do seu próprio “eu”. A
verdade não é para os que buscam segurança e permanência; porque a permanência
que buscam é meramente o oposto da impermanência. Presos que estão na rede do
tempo, buscam aquilo que é permanente; (…) Por conseguinte, o homem que deseja
descobrir a realidade tem de sustar a busca – o que não significa que deva
contentar-se com o que é.
quinta-feira, 24 de novembro de 2016
quarta-feira, 23 de novembro de 2016
Em meio a paz inabalável
Quando você está verdadeiramente
sereno
e sem qualquer tensão,
a vida lhe dará um beijo.
Ela revelará a você pérolas de
sabedoria
que não podem ser encontradas em algum
livro.
Em seu coração nascerá uma flor
inexistente em qualquer outro lugar.
E brotará então uma alegria imensa, que
jamais poderá se extinguir.
Ali, em meio a essa paz inabalável,
intuitivamente brilha a compreensão:
Eu sou a Essência sem fim.
Mooji
(retirado do facebook)
terça-feira, 22 de novembro de 2016
segunda-feira, 21 de novembro de 2016
Abandonando o controle mental
O despertar espiritual não acontece através de qualquer
tipo de entendimento intelectual. Nós não podemos chegar á nossa verdadeira
natureza através de palavras, através de conceitos, através de ideias, ou
através de teologia. Nenhum desses meios revela a nossa verdadeira natureza.
É extremamente importante perceber que quando a mente está
tentando entender, quando a mente está tentando alcançar uma compreensão
intelectual da realidade última, a mente está simplesmente tentando permanecer
no controle. É uma forma intelectual de controle mental, e ele precisa de ser
abandonado também.
Adyashanti
(retirado do facebook)
domingo, 20 de novembro de 2016
Quando for dormir
Quando a morte se aproximar, lembre-se que você não tem nem
forma e nem cor. “Eu Sou a Essência”, esse é o último pensamento que você deve
ter. Você conhece seu corpo, mas não é esse corpo.
Quando for dormir, durma lembrando-se dessa realidade. “Muitos pensamentos impuros vem e vão, mas
eu sou imutável, eu sou infinito, eu sou a Verdade.” Durma com essa
convicção e todos os pensamentos impuros serão absorvidos. Não vá dormir na
condição de escravo de sua mente; seja o mestre dela. Crie esse hábito e
torne-se absolutamente desapegado e senhor da sua mente.
Nisargadatta
Maharaj
(em “Seeds of Consciousness”)
(em “Seeds of Consciousness”)
sábado, 19 de novembro de 2016
Livre e silencioso
Você pode estar ocupado em várias atividades e trabalhar
com o maior entusiasmo e, mesmo assim, permanecer internamente livre e
silencioso, com uma mente que é como um espelho, que a tudo reflete, sem ser
afetada
Sri Nisargadatta Maharaj
(em “Eu Sou Aquilo”, pág
46. Tradução para o português de Patrícia de Queiroz Carvalho Zimbres. Editora
Satsang)
sexta-feira, 18 de novembro de 2016
Onde reside a Realidade
A experiência que se adquire, mesmo quando sublime, não é
real; por sua natureza, ela vem e vai. Já a realização não é tanto uma
conquista, mas uma compreensão; uma vez atingida, não pode ser perdida.
A mente comum é inconstante, errante, sujeita a
transformações de momento a momento. Não se apegue à mente e seu conteúdo. A
mente prende, bloqueia. Tentar perpetuar um flash de insight ou uma explosão de felicidade é, na verdade, destruir
aquilo que se quer preservar, pois o que vem precisa partir. O permanente,
porém, está além de indas e vindas.
Vá até a raiz de todos os fenômenos, para Essência do ser. Além
do ser e não-ser reside a imensa Realidade.
Sri
Nisargadatta Maharaj
(em
“I Am That”)
quinta-feira, 17 de novembro de 2016
Silêncio profundo da realidade
Apenas o absoluto é. Todo o resto é uma questão de nome e
forma. E enquanto você se agarrar à ideia de que apenas o que tem nome e forma
existe, o Supremo parecerá não existir. Quando você entender que nomes e formas
são conchas ocas sem conteúdo algum, e o que é real é sem nome e sem forma,
pura energia da vida e luz da consciência, você estará em paz – imerso no
silêncio profundo da realidade.
Sri Nisargadatta Maharaj
(em “Eu Sou Aquilo”, pág
35. Tradução para o português de Patrícia de Queiroz Carvalho Zimbres. Editora
Satsang)
quarta-feira, 16 de novembro de 2016
Nosso maior patrimônio
O maior patrimônio que podemos ter é o reconhecimento Eu Sou. Apesar disso, o que fazemos? Entregamos
esse conhecimento ao corpo e dizemos “Eu sou o corpo”. Agindo assim, a completude
e o ilimitado que somos é reduzido ao limitado, a um corpo insignificante. E é
por sermos incapazes de abandonar essa conexão com o corpo que temos medo da
morte.
Sri Nisargadatta Maharaj
(retirado do facebook)
terça-feira, 15 de novembro de 2016
O que mais preciso saber?
A mente, em condições normais, deveria estar sempre quieta –
a atividade incessante é um estado mórbido.
O universo funciona por si só – disso eu sei. O que mais preciso saber?
Sri Nisargadatta Maharaj
(em “Eu Sou Aquilo”, pág
32. Tradução para o português de Patrícia de Queiroz Carvalho Zimbres. Editora
Satsang)
segunda-feira, 14 de novembro de 2016
Embromação
Eu sempre insisto para que vocês simplesmente encontrem a Essência. Se houver algo a ser descartado, isso ocorrerá
naturalmente. Vocês não têm que tentar livrar-se de nada – apenas descubra
o que é verdadeiro. Isso é tudo. Se vocês acreditarem que antes precisam
livrar-se alguma coisa, já terão começado criar condições: “Quando eu conseguir
livrar-me disso, estarei próximo de minha meta.” Isso na verdade é embromação
disfarçada de autodescoberta. A mente se alimenta desses “quando”, “só então”, “se”,
“mas”...
E nada disso é necessário para descobrir a Verdade.
Mooji
(em “White Fire”)
domingo, 13 de novembro de 2016
Eu cheguei. Eu já estou em casa.
Nós já somos aquilo que desejamos ser. Não precisamos nos
tornar qualquer outra coisa. Tudo que precisamos fazer é sermos nós mesmos,
plena e autenticamente. Não precisamos correr atrás de nada. Já temos em nós o
cosmos inteiro. Simplesmente nos voltamos para nós mesmos com atenção plena e então
tocamos a paz e a alegria que já são presentes em nós e que estão ao redor de
nós. Eu cheguei. Eu já estou em casa. Não há nada mais a fazer.
Thich
Nhat Hanh
(em “The Pocket Thich Nhat Hanh”)
(em “The Pocket Thich Nhat Hanh”)
sábado, 12 de novembro de 2016
Não ser ninguém
Nós somos o puro, intemporal e imutável ser, mas por causa
dos debilitantes efeitos do ego e da identidade pessoal, muitos se afastaram
desse estado natural e por isso
começaram a sofrer profundas inseguranças. Consequentemente, querem então tornar-se
“pessoas especiais” e investem muita energia nisso. Mas na verdade - ou melhor,
de um ponto de vista mais amplo - ninguém é especial, pois para ser especial é
preciso que as outras pessoas não o sejam. Talvez se pense que “se eu não for
especial e diferente, serei vulnerável”. Mas na verdade, ser especial, ser alguém, é que é ser vulnerável.
Paradoxalmente, o caminho para livrar-se da vulnerabilidade
psicológica é não ser ninguém. De
certo modo, sem o apego e o orgulho da identidade pessoal, passamos a sentir e
saber que “Eu sou o que todos são.” Esse
sentimento é muito maior e mais real do que “os outros e eu somos separados e
diferentes”. Parece que temos medo de descobrir isso, mas essa é a verdadeira libertação. E daí surge um
imenso amor, uma verdadeira alegria, e grande compaixão.
Mooji
(em “White Fire”)
sexta-feira, 11 de novembro de 2016
O caminho sem caminho
Pratique o hábito de ver
a si próprio como uma consciência, não como um corpo ou pessoa. Não se ligue a
qualquer objeto ou conceito, por mais atraentes que estes sejam e nem se apegue
à ideia de personalidade. Assim a origem de todos males desaparecerá. Permaneça
na Consciência ampla como o espaço e livre de todas as concepções. Este é o caminho sem caminho para a Sabedoria
Atemporal.
Mooji
(retirado do facebook)
quinta-feira, 10 de novembro de 2016
Dê o primeiro passo
Tudo virá à medida em que você for caminhando. Dê o primeiro
passo. Todas as bençãos vêm de dentro. Volte-se para dentro. Você conhece o eu sou. Permaneça nele todo o tempo que puder, até que ele passe a surgir de
forma espontânea. Não há caminho mais simples e nem mais fácil.
Sri Nisargadatta Maharaj
(em “Eu Sou Aquilo”, pág
12. Tradução para o português de Patrícia de Queiroz Carvalho Zimbres. Editora
Satsang)
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