Não deve haver qualquer intenção de se alcançar algo na prática do Zen. Se houver, não é Zen.
Shunryu Suzuki
sexta-feira, 27 de dezembro de 2013
quinta-feira, 26 de dezembro de 2013
Responsabilidade comum
Dalai Lama
quarta-feira, 11 de dezembro de 2013
Nada nos impede
Num súbito momento - ao deparar com uma fruta esmagada, ao ouvir o som de um pequeno seixo chocando-se com uma árvore, a visão da estrela da manhã - nós podemos despertar. Nada nos impede a não ser nossos pensamentos.
Steven Hagen
segunda-feira, 9 de dezembro de 2013
Mundos imaginários
Nós evocamos mundos imaginários e nos aprisionamos a eles. E lutamos para dominar, controlar esses mundos. Criamos todo tipo de regras e regulamentos, metas e valores, o que se deve e o que não se deve fazer, e nos esforçamos arduamente para poder nos equilibrar em meio a tudo isso.
Steven Hagen
quarta-feira, 4 de dezembro de 2013
Se é a Verdade o que buscamos
Devemos atentar cuidadosamente para o que realmente ocorre em torno de nós e constatar que nossas crenças, nossos conceitos e convicções nunca explicam completamente o que está ocorrendo.
Se é a Verdade o que buscamos, não devemos iniciar sua busca a partir de qualquer suposição ou conceito, sejam quais forem. Ao contrário, devemos ir de encontro ao mundo de maneira aberta, com plena atenção, vendo a tudo sem qualquer ideia preconcebida - sem conceitos, crenças, preconceitos, presunções e expectativas.
segunda-feira, 2 de dezembro de 2013
O tolo e o sábio
O tolo rejeita o que vê e se agarra ao que pensa;
o sábio rejeita o que pensa e aceita o que vê.
Huang Po
sexta-feira, 29 de novembro de 2013
A meditação não é um meio
A meditação não é um meio para a iluminação,
Nem um método para conquistar alguma coisa.
É a própria paz.
É a realização da sabedoria,
A verdade suprema da unidade de todas as coisas.
Dogen
quinta-feira, 28 de novembro de 2013
Mente clara, lua cheia
Seung Sahn
quarta-feira, 27 de novembro de 2013
Vazio
Moghavagan
veio ao Buda: "Preciso fazer uma pergunta, grande sábio. Eu tenho medo da
morte. Há alguma maneira de olhar para o mundo, de maneira a não ser visto pelo
rei da morte?"
"Olhe
para o mundo como vazio", o Buda respondeu. "Este é o caminho para
superar a morte. Pare de pensar em si mesmo como uma entidade que realmente
existe. Se você olhar para o mundo desta forma, nunca será visto pelo rei da
morte."
Sutta Nipata
terça-feira, 26 de novembro de 2013
Eu nasci nu
Eu nasci nu.
Meus amados pais gentilmente deram-me um nome.
Quando fiz vinte anos, pensei:
"Um nome é uma prisão, eu quero abandoná-la."
A todos questiono,
mas ninguém sabe me responder.
Quando ouço o vento nos pinheiros
Eu tenho uma resposta.
Chogyam Trungpa
Meus amados pais gentilmente deram-me um nome.
Quando fiz vinte anos, pensei:
"Um nome é uma prisão, eu quero abandoná-la."
A todos questiono,
mas ninguém sabe me responder.
Quando ouço o vento nos pinheiros
Eu tenho uma resposta.
Chogyam Trungpa
segunda-feira, 25 de novembro de 2013
A natureza pura da mente
Quando
nuvens cobrem o céu, não podemos ver a natureza pura do espaço. Da mesma forma,
quando pensamentos conceituais ocupam a mente, não podemos ver sua natureza pura. Ao meditarmos, nossa mente se torna relaxada e tranquila e então há
espaço para desenvolvermos a compaixão, o amor e a bodhicitta. Mas quando nossa
mente está ocupada por pensamentos conceituais ou negativos, não há espaço para
desenvolver boas qualidades. Ela fica cheia de sofrimento e não conseguimos
separarmo-nos da confusão.
Quando
enfatizamos os pensamentos positivos, calmantes e relaxantes, não deixamos
espaço para que surjam pensamentos negativos. Assim nossa mente se mantém harmoniosa
e pacífica, independentemente das condições externas.
Khenchen
Konchog Gyaltshen Rinpoche
sexta-feira, 22 de novembro de 2013
Pensamentos como nuvens
A mente comum, ao contrário da consciência iluminada, é sempre enganada por uma ilusão após a outra. Pensamentos de aversão e apego surgem sem aviso, desencadeados por certas circunstâncias, como um encontro inesperado com um inimigo ou mesmo um amigo, e a menos que sejam imediatamente eliminados pelos antídotos apropriados, criarão raízes rapidamente e se proliferarão, reforçando a predominância habitual da aversão ou apego na mente e acrescentando mais e mais padrões cármicos.
Por mais fortes que esses pensamentos possam parecer, são apenas pensamentos e eventualmente desaparecerão no vazio. Uma vez que você reconheça a natureza intrínsecada mente, esses pensamentos que surgem e desaparecem não poderão mais enganá-lo. Como nuvens que logo se desfazem na imensidão do céu, assim os pensamentos ilusórios surgem, permanecem um pouco e então se desfazem na imensidão do vazio: de fato, nada realmente aconteceu.
Dilgo Khyentse Rinpoche
quinta-feira, 21 de novembro de 2013
Três instruções essenciais
A natural simplicidade da mente é inexprimível,
livre e vasta: ela pode ser reconhecida por si própria.
Quando todas as fabricações mentais, todas as concepções
e todos os apegos desaparecem naturalmente,
Chamamos a isso "reconhecendo a essência da mente".
Uma vez livre da rede de pensamentos,
e reconhecendo a contínua presença da natureza primordial,
Sem agir ou fazer qualquer esforço, sem buscar qualquer coisa,
Chamamos a isso "preservação da meditação".
Quando, como nuvens no céu,
as ondas dos inúmeros pensamentos,
nem ferem e nem alegram a mente, o qual mantém-se serena,
Chamamos a isso "liberando a mente em sua própria natureza".
Essas três instruções essnciais serão compreendidas pelos que meditam e cultivam a experiência interior. Mas será incompreensível para intelectuais tagarelas.
Mipham Rinpoche
livre e vasta: ela pode ser reconhecida por si própria.
Quando todas as fabricações mentais, todas as concepções
e todos os apegos desaparecem naturalmente,
Chamamos a isso "reconhecendo a essência da mente".
Uma vez livre da rede de pensamentos,
e reconhecendo a contínua presença da natureza primordial,
Sem agir ou fazer qualquer esforço, sem buscar qualquer coisa,
Chamamos a isso "preservação da meditação".
Quando, como nuvens no céu,
as ondas dos inúmeros pensamentos,
nem ferem e nem alegram a mente, o qual mantém-se serena,
Chamamos a isso "liberando a mente em sua própria natureza".
Essas três instruções essnciais serão compreendidas pelos que meditam e cultivam a experiência interior. Mas será incompreensível para intelectuais tagarelas.
Mipham Rinpoche
terça-feira, 19 de novembro de 2013
Apenas varra.
Ao varrer o pátio em novembro depois
que as folhas caíram, você não esperaria que ele ficasse limpo para sempre. O
pátio é como a mente. A meditação da plena atenção pode ser sentida como varrer
a mente e jogar fora os pensamentos dispersos que fazem uma grande bagunça.
É fácil se pegar resistindo,
ressentindo-se com essas folhas: “Droga, eu acabei de varrer o chão!” Apesar de
nossos protestos, a natureza pensa diferente. Ela não liga se você varreu o pátio
ou quanto tempo levou fazendo isso. Da mesma forma, a mente tem sua própria
natureza e absolutamente não liga para as suas tarefas. A mente continuará a
fazer o que sempre faz: criar pensamentos. Se esperarmos que a mente permaneça
sempre “varrida”, estaremos apenas nos preparando para a decepção.
A prática de meditação não “consertará”
você e não mudará as coisas “de uma vez por todas”. Nada é capaz de fazer isso.
A nossa tarefa é continuar varrendo. Pensamentos continuarão a vir, soprados
sobre o seu pátio recém varrido. Apenas varra. Não há necessidade de questionar
sobre isso. Não reclame. Não precisamos
analisar, interpretar ou “ajustar” as folhas. Momento após momento, precisamos
apenas varrer, retornando a esse momento como ele é, de novo, e de novo, e de
novo.
Com a prática, começaremos a
reconhecer a sabedoria de não resistir, ou, caso a resistência surja (como ás
vezes acontecerá), de não ampliá-la e alimentá-la. Podemos aprender a apreciar
o o vai e vem das folhas – e apreciar até mesmo o eterno varrer em si.
Annie Kozak
(em “Wild Chickens and Petty Tirants”)
O sábio que brinca
(O líder espiritual tibetano Dalai Lama brinca com seu spray nasal ao ser questionado por jornalistas sobre a gripe A (H1N1), durante entrevista coletiva em Lausanne, Suíça, em 2009)
Assinar:
Postagens (Atom)
-
Nesse momento, tudo o que você pode fazer é tentar estar presente neste exato instante. O tempo e o espaço desconhecidos estão dentro desse ...
-
"Certa vez, disse o Buda uma parábola: Um homem viajando em um campo encontrou um tigre. Ele correu, o tigre em seu encalço. Apr...
-
Dogen rejeitava a ideia de que a iluminação pertencia apenas ao silêncio da sala de meditação. No Gyoji, ele argumenta que o universo inteir...