quarta-feira, 15 de dezembro de 2021

 

Imagine que você está participando de uma reunião com um colega de trabalho difícil. Você entra em sua reunião hipotética com 360 graus de possíveis pontos de ação a cada momento. Sua resposta será ditada pela má vontade adquirida no passado ou você será capaz de permanecer aberto, ouvindo e respondendo? 

Conforme você entra nesse momento-presente, há o passado "por trás" de você com todas as suas experiências anteriores com seus colegas de trabalho. No entanto, este momento não precisa ser definido por seu passado ou por suas expectativas futuras. Uma vez que o momento em si já é livre, você tem a possibilidade de responder sem apegos. Essa liberdade é o aspecto independente de um ser livre do carma passado e dos desejos futuros. A libertação só pode acontecer em resposta ao seu momento presente.

 

Shishu Roberts

terça-feira, 14 de dezembro de 2021

 

Descanse na grande paz natural a sua mente exausta,

Surrada sem dó pelo carma e por pensamentos neuróticos,

Como a fúria implacável das ondas batendo no infinito oceano do samsara.

Descanse na grande paz natural.

 

Nyoshul Khen Rinpoche

segunda-feira, 13 de dezembro de 2021

 

O aprender não aproximará de vós a Verdade. E só a mente que se acha numa jornada de descobrimento constante, que não está acumulando, que está morta para tudo o que ontem acumulou, e está, portanto, nova, purificada, livre – só essa mente é capaz de descobrir o verdadeiro e promover uma revolução neste mundo. Só ela é capaz de amor e compaixão.

 

Jiddu Krishnamurti (1895-1986)


domingo, 12 de dezembro de 2021

 

Quando a mente está formulando, produzindo, não pode haver criação. Só quando a mente está silenciosa e vazia, quando ela não está criando um problema, somente nessa passividade alerta há criação. Ser nada não é a antítese de ser alguma coisa. Um problema só surge quando há busca por um resultado. Quando a busca por resultado cessa, simplesmente não existe problema.

 

Jiddu Krishnamurti (1895-1986)

sábado, 11 de dezembro de 2021

 

Conhecer e esquecer as emoções, agindo pela Não Ação, eis o que é o Verdadeiro Saber e o Verdadeiro Poder. Assim, desabrochando-se o Não Saber, como seria possível apegar-se às emoções? Desabrochando-se o Não Poder, como seria possível agir forçosamente? Contudo, seria inapropriado agir pela Não Ação assemelhando-se a um montão de terra ou à poeira acumulada de silêncio mórbido.

 

Guan Yin

sexta-feira, 10 de dezembro de 2021

 

Lutar é a maneira da personalidade-ego manter sua existência. Quando você deixa de lutar, a identificação com essa personalidade começa a desmoronar, e você se conscientiza de sua vacuidade e de sua falta de limites. A coisa mais difícil de fazer para os buscadores espirituais é parar de lutar, de esforçar-se, de procurar e buscar. Porque na ausência de luta você não sabe quem você é, você perde suas fronteiras, perde a sua separatividade, perde a sua especialidade, perde o sonho que você viveu durante toda a sua vida. Por fim, você perde tudo quanto a sua mente criou, e desperta para quem você verdadeiramente é: a plenitude da liberdade, não limitada por quaisquer identificações, identidades ou fronteiras.

 

Adyashanti

quinta-feira, 9 de dezembro de 2021

 

Se você não abrigar em si mesmo nenhum apego, todas as coisas se manifestarão. Ao se mover, seja como a água. Ao permanecer em silêncio, seja como um espelho. Ao corresponder ao mundo, seja como um eco. Esse Caminho (Tao) segue a existência das coisas. Embora todas as coisas possam se desviar do Caminho, este último nunca se afasta delas. Desejar seguir o Caminho por meio da visão, da audição, da força física ou da inteligência não é apropriado. Embora seja visto diante de nós, o Caminho pode repentinamente emergir por detrás. Por isso, ao ser utilizado, ele preencherá todo espaço. E, quando for abandonado, jamais saberemos o seu destino. Mesmo que a distância, ele não será alcançado pela mente e, embora esteja próximo, não será alcançado pela Não Mente. Somente poderá alcançá-lo aquele que, em silêncio, realizar a sua Natureza Originária.

 

Guan Yin

quarta-feira, 8 de dezembro de 2021

 

Uma ação sem ideia só acontece quando a mente está isenta da noção do que pode estar experimentando. As ideias não são a verdade, e a verdade é algo que deve ser experienciado a cada momento. Só quando se vai além do acúmulo de ideias – além do “eu” da mente -, quando o pensamento está completamente silencioso, há um estado de experimentação. Então se saberá o que é a verdade.

 

Jiddu Krishnamurti (1895-1986)

terça-feira, 7 de dezembro de 2021

 

Cada clara e cristalina manifestação do mundo inteiro é um sonho; esse sonho não é nada mais do que todas as coisas que são absolutamente lúcidas. A dúvida de uma pessoa sobre isso é em si mesma um sonho; a confusão da vida é um sonho também. Neste preciso momento, todas as coisas são um sonho, estão dentro de um sonho, ou expõem um sonho. Conforme estudamos as coisas, raízes e caules, ramos e folhas, flores e frutos, luzes e cores – todas são um grande sonho. Nunca confunda isso com o estado de sonho da mente.

 

Dogen Zenji (1200-1253)

segunda-feira, 6 de dezembro de 2021

 

Sempre tenha no fundo de sua mente, “eu não sou o corpo, eu não sou o realizador das ações, eu não sou a mente”. Sinta isso profundamente. Não se sinta bem ou mal com isso. Não tente prolongar sua vida, isso é desperdiçar energia. O que você chama de vida é algo que se resolverá sozinho, que sabe mais o que fazer do que você.

 

Robert Adams (1928-1997)

domingo, 5 de dezembro de 2021

 

Devemos ter grandes feelings. Por feeling refiro-me à qualidade da percepção, à qualidade do ouvir, à qualidade da emoção – um pássaro cantando numa árvore, o movimento de uma folha ao sol. Por feeling compreendo a apreciação da curva de um ramo, a imundície, a sujeira na estrada, ser sensível ao sofrimento dos outros, ficar em êxtase ao ver o pôr do sol. Devemos ter um forte feeling em relação à beleza, a uma palavra, ao silêncio entre duas palavras, à escuta clara de um som. Só o feeling torna a mente extremamente sensitiva.

 

Jiddu Krishnamurti (1895-1986)

sábado, 4 de dezembro de 2021

 

Como é dito: “A natureza última da mente é clara luz”. A consciência tem muitos níveis e, embora os níveis mais ordinários sejam afetados por forças corruptoras, o nível mais sutil permanece livre de negatividades grosseiras. No Vajrayana (um dos principais ramos do Budismo), esse nível sutil de consciência é chamado de mente de clara luz. As ilusões e aflições emocionais assim como a mente dualista de certo e errado, amor e ódio etc., estão associadas apenas com os níveis grosseiros de consciência. No momento, estamos totalmente absorvidos na interação desses estados grosseiros, então devemos começar nossa prática trabalhando com eles. Isso significa conscientemente encorajar o amor sobre o ódio, a paciência no lugar da raiva, liberdade emocional em vez de apego, bondade por cima da violência e tudo mais. Fazer isso traz paz imediata e acalma a mente, possibilitando assim a meditação mais elevada. Logo, como o apego a um eu e aos fenômenos como coisas verdadeiramente existentes é a causa de toda a vasta gama de estados distorcidos da mente, a pessoa cultiva a sabedoria que elimina esse apego ao ego. Superar o apego ao ego é superar toda a multidão de distorções mentais.

 

XIV Dalai Lama

sexta-feira, 3 de dezembro de 2021

 

Quando você se estabelece no Ser, não resta ninguém para fazer escolhas ou decidir. A vida flui naturalmente. Você pegará as coisas necessárias e deixará de lado aquelas que não precisa. O que escolher ou descartar não será consequência de suas preferências, pois estas preferências já não existirão mais.

 

Annamalai Swami (1906-1995)

quinta-feira, 2 de dezembro de 2021

 

Se nos esforçamos por meditar, não estamos meditando. A meditação é a brisa que entra quando deixamos a janela aberta. Mas se a mantivermos aberta propositalmente, para atrair a brisa, ela não virá.

 

Jiddu Krishnamurti (1895-1986)

quarta-feira, 1 de dezembro de 2021

Uma montanha é pesada?

Pode ser pesada nela mesma, mas se não tentarmos levantá-la, ela não será pesada para nós.

Essa é uma metáfora que um dos meus professores geralmente usava ao explicar como parar de sofrer com os problemas da vida. Você não nega a existência deles – as montanhas são pesadas – e você não foge deles. Como ele dizia, você lida com os problemas onde você deve e os resolve quando você pode. Você simplesmente aprende a não carregá-los por aí. É aí que está a arte da prática: em viver com problemas reais sem fazer com que sua realidade sobrecarregue o coração.

 

Thanissaro Bhikkhu