sábado, 16 de março de 2013

Todos os seres são Budas


Todos os seres viventes são originalmente Budas, como a água e o gelo:
Sem água não há gelo, e fora dos seres viventes não há Buda.
Não sabendo quão próximas estão, as pessoas buscam fora de si - que lástima!
Como alguém mergulhado em água chorando de sede,
Ou como o filho de um homem rico perambulando como mendigo,
Estamos limitados pelos seis mundos dos sentidos, perdidos nas trevas da ignorância;
Vagando por entre caminhos escuros, quando nos livraremos do nascimento e da morte?

Ilimitado como o céu, radiante como a lua, assim é a sabedoria quádrupla.
Neste momento, o que lhe falta? O Nirvana está bem na frente de vocês:
Este lugar é a Terra do Lotus, este corpo é o corpo de Buda.

Hakuin
(A Canção do Zazen)

sexta-feira, 15 de março de 2013

Não seja nada!


Ser alguma coisa é um fardo. Não seja nada! Não seja nada em qualquer sentido! Ser um Buda é um fardo. Apenas não deseje ser qualquer coisa. "Eu sou Fulano." "Eu sou um praticante". Há sofrimento quando você pensa assim. "Fulano" é uma mera convenção. "Praticante" é uma mera convenção também.

Ajahn Chah
(em "Everything Arises, Everything Falls Away")

quinta-feira, 14 de março de 2013

A neve formou uma montanha


Toda minha vida entremeando
falso e verdadeiro,
certo e errado.

Contemplando a lua,
brincando com o vento,
ouvindo os pássaros...

Muitos anos apenas
admirando a montanha
coberta de neve.

E neste inverno, de repente,
percebo que a neve
formou uma montanha.

Dogen Zenji

terça-feira, 12 de março de 2013

"Apreciemos agora o som da chuva"


Enquanto estiver praticando zazen no escuro da madrugada, pode ouvir a chuva caindo no telhado. Mais tarde, uma bruma maravilhosa deslizará por entre as grandes árvores e, mais tarde ainda, quando as pessoas começarem a trabalhar, verão as belas montanhas.

Mas algumas pessoas ficarão aborrecidas ao ouvirem a chuva pela manhã, quando ainda deitadas na cama, porque não sabem que mais tarde verão a beleza do sol despontando no leste.

Se nossa mente estiver concentrada em nós mesmos, teremos este tipo de preocupação. Mas, se aceitarmos a nós mesmos como a personificação da verdade, ou da natureza de Buda, não teremos preocupações. Pensaremos: Agora está chovendo, mas não sabemos o que acontecerá no momento seguinte. Talvez à hora de sairmos, o dia esteja belo ou tempestuoso. Como não sabemos, apreciemos agora o som da chuva".

Shunryu Suzuki
(em "Mente Zen, Mente de Principiante")

domingo, 10 de março de 2013

Não se exalte, não se deprima

Quando ouvir a voz da primavera, não se exalte.
Se vir as cores do outono, não se deprima.
Observe as quatro estações como uma cena integral, uma paisagem completa.

Dogen Zenji

sábado, 9 de março de 2013

O coração magnânimo

O coração magnânimo é imparcial e independente como uma montanha altíssima ou o mais profundo oceano.

Dogen Zenji
(grande mestre Zen japonês)

sexta-feira, 8 de março de 2013

Não importam as condições

Uma gota de orvalho, onde quer que pouse - seja sobre uma bela flor ou sobre o esterco - brilha da mesma maneira, refletindo os raio de sol da manhã.

Shundo Aoyama Roshi
(em "Para Uma Pessoa Bonita")

quinta-feira, 7 de março de 2013

Não me abalará

A verdadeira felicidade nasce da força espiritual de dizer sempre: " o que quer que aconteça, não me abalará".


Shundo Aoyama Roshi
(em "Para Uma Pessoa Bonita")

quarta-feira, 6 de março de 2013

O som e o silêncio


De repente,
        o canto sutil e penetrante do passarinho
                                       realçou o silêncio.

Shundo Aoyama Roshi
(em "Para Uma Pessoa Bonita")

terça-feira, 5 de março de 2013

Nada fazer


O melhor é não ter nada a fazer e pôr fim a toda busca.
Quando famintos, vós deveis comer; quando sonolentos, fechai os olhos.

Talvez os bobos riam de voz, mas os sábios vos compreenderão.

Mestre Linji
(Mestre Zen chinês, citado por Thich Nhat Hanh em "Nada Fazer, Não Ir a Lugar Algum")
- foto de Dewan Irawan

segunda-feira, 4 de março de 2013

domingo, 3 de março de 2013

sábado, 2 de março de 2013

Perseverança

Quando nada parece ajudar, eu vou e olho o cortador de pedras martelando sua rocha talvez cem vezes sem que nem uma só rachadura apareça. No entanto, na centésima primeira martelada, a pedra se abre em duas, e sei que não foi aquela a que conseguiu, mas todas as que vieram antes.

Jacob Riis

sexta-feira, 1 de março de 2013