segunda-feira, 15 de maio de 2017

Atenção plena é vida


Atenção plena é vida. Sempre que não temos atenção plena, quando somos negligentes, é como se estivéssemos mortos.


Ajahn Chah


domingo, 14 de maio de 2017

Liberdade


A mente da pessoa com correta perspectiva não se prende à forma, ao som, ao cheiro, ao sabor, ao toque nem ao Darma. Correta perspectiva é ver que a pessoa não está presa a um local de refúgio externo.

Enquanto estivermos aferrados ou ligados a alguma coisa, nós não poderemos ser livres.


Thich Nhat Hanh
(em “Nada Fazer, Não Ir a Lugar Algum”)



sábado, 13 de maio de 2017

Empenho


Todos os seres iluminados um dia foram indivíduos ordinários que se tornaram budas através do seu próprio empenho. Empenho é a qualidade que você mais precisa. Como o Buda disse, “Lhe mostrei o caminho. Depende de você alcançar a liberação”.

O Buda não vai projetar a natureza búdica em você. Ele não vai te purificar, como se lavasse uma roupa suja e nem vai te curar da ignorância, como um médico receitando remédio a um paciente acamado. Tendo ele mesmo atingido a iluminação, está mostrando o caminho, e depende de você seguir esse caminho ou não. Depende de você agora praticar esses ensinamentos e experimentar seus resultados”.


Dilgo Khyentse Rinpoche
(em “The Heart of Compassion”)



sexta-feira, 12 de maio de 2017

Nada a fazer


Tudo o que temos a fazer é parar. Quando paramos, podemos ter felicidade. Nossa verdadeira natureza não difere da verdadeira natureza dos grandes seres.

“Caros amigos da Senda, hoje em dia se quiserdes ser grandes cavalheiros tereis de entender a verdade do fato de que nunca houve nada a fazer” (Mestre Linji)

Se quisermos ser verdadeiras pessoas, não façamos nada, nem sequer sejamos o Buda. Quando não queremos mais nos tornar alguma outra coisa, isso é confiança.  Necessitamos ter confiança na verdade de que somos uma maravilha e contemos o Todo.

  
Thich Nhat Hanh
(em “Nada Fazer, Não Ir a Lugar Algum”)


quinta-feira, 11 de maio de 2017

Por que a mente não está em paz?


Por que é que a mente não está em paz agora mesmo? Tal deve-se a que ela se perde nos seus humores. Não há nada específico na mente. Ela simplesmente permanece no seu estado natural, é só isso. O fato de a mente se sentir em paz umas vezes e outras sem paz é porque fica iludida por esses humores. Na mente não treinada falta sabedoria. É uma idiotice. Os humores chegam e iludem-na com estados de prazer num minuto e de sofrimento noutro. Alegria e depois tristeza. Mas o estado natural da mente de uma pessoa não é de alegria ou tristeza. Essa experiência de alegria ou tristeza não é a mente em si mesma, mas apenas os humores que a iludem. A mente perde-se, levada por esses humores sem fazer ideia do que se passa. E como resultado, experiencia prazer ou dor porque a mente ainda não foi treinada. Ela não é ainda muito sábia. 


Ajahn Chah
(retirado do site nalanda.org.br)



quarta-feira, 10 de maio de 2017


Mestre Linji ensinou: “É só porque vossa confiança é imatura que vós continuais a procurar incessantemente. Tirais vossa cabeça do lugar e depois saís em busca dela, sem conseguir para de procurar.”

  
Thich Nhat Hanh
(em “Nada Fazer, Não Ir a Lugar Algum”)


terça-feira, 9 de maio de 2017

Rir diante das dificuldades


Tenho me deparado com muitas dificuldades ao longo da minha vida... mas eu sempre dou risada, e minha risada é contagiosa. Claro que existem problemas, mas pensar apenas no aspecto negativo não ajuda a encontrar soluções e destrói a paz de espírito. Essa atitude vem de mim, de minha prática.
  

Dalai Lama



segunda-feira, 8 de maio de 2017

Vós sois a límpida natureza original


Mestre Linji ensinou: “Vós todos sois a límpida natureza original, nenhum de vós está obstruído, todos podeis penetrar nas Dez Direções. Podeis perambular livremente nos Três Domínios. Cada um de vós pode entrar livremente em todos os domínios, sem impedimento.”

  
Thich Nhat Hanh
(em “Nada Fazer, Não Ir a Lugar Algum”)


domingo, 7 de maio de 2017

Reconhecer a ilusão


Se formos capazes de reconhecer a ilusão como tal, ela se dissolverá. A identificação da ilusão é o seu fim. Sua sobrevivência depende de nosso erro em considerá-la a realidade. Quando compreendemos quem não somos, a realidade do que somos aparece por si mesma.


Eckhart Tolle
(em “Um Novo Mundo: O Despertar de Uma Nova Consciência”)



sábado, 6 de maio de 2017

A liberdade da nossa verdadeira natureza.


Embora estejamos condicionados a identificar-nos com os pensamentos que passam pela nossa consciência, e não com a consciência propriamente dita, a consciência plena que é a nossa verdadeira natureza é infinitamente flexível. Ela é capaz de gerar todo e qualquer tipo de experiência – até mesmo equívocos a seu próprio respeito, como sendo limitada, aprisionada, feia, ansiosa, solitária ou assustada. Quando começamos a identificar-nos com a consciência plena imaculada e atemporal, e não com os pensamentos, sentimentos e sensações que passam por ela, já demos o primeiro passo em direção ao encontro da liberdade da nossa verdadeira natureza.


Yongey Mingyur Rinpoche
(em “Alegre Sabedoria”)



sexta-feira, 5 de maio de 2017

Sob a aparência superficial


Sob a aparência superficial, todas as coisas estão ligadas não apenas a tudo que existe como também à Origem de toda a vida da qual procedemos. Até mesmo uma pedra – e mais facilmente uma flor ou um pássaro – pode nos mostrar o caminho de volta à Deus, à Origem, a nós mesmos. Quando olhamos para algo assim ou seguramos e depois o deixamos ir sem lhe impor uma palavra nem um rótulo mental, uma sensação de assombro, de maravilha, surge dentro de  nós. A essência desse elemento comunica-se conosco de modo silencioso e reflete nossa própria essência para nós.


Eckhart Tolle
(em “Um Novo Mundo: O Despertar de Uma Nova Consciência”)



quinta-feira, 4 de maio de 2017

Não permitir que as condições nos arrastem


Onde quer que formos devemos ser donos da nossa situação. 

Diz o Mestre Linji: “Deves ser soberano de acordo com o lugar onde te encontres, ser a verdadeira pessoa onde quer que estejas, não permitindo que as condições te arrastem”. Onde quer que nós estejamos, nosso verdadeiro eu está presente. Não ficamos diante de uma multidão fingindo-nos de dignos para depois tornar-nos desatentos quando estamos sozinhos. Na verdade, quer sozinho, quer com outros, cada um de nós ainda é seu verdadeiro eu.

  
Thich Nhat Hanh
(em “Nada Fazer, Não Ir a Lugar Algum”)


quarta-feira, 3 de maio de 2017

O verdadeiro significado de pecado


De acordo com os ensinamentos cristãos, o estado coletivo normal da humanidade é de “pecado original”. A palavra “pecado” tem sido incompreendida ao longo dos séculos. Traduzida de forma literal do grego antigo, idioma em que o Novo Testamento foi escrito originalmente, ela significa errar o alvo, como na situação de um arqueiro que falha em atingir o ponto de mira. Assim, pecar quer dizer errar o sentido da existência humana. Corresponde a viver de maneira desorientada, cega e, portanto, sofrer e causar sofrimento. Uma vez mais, essa palavra, despojada de sua bagagem cultural e de sentidos equivocados, indica o distúrbio inerente à condição humana.


Eckhart Tolle
(em “Um Novo Mundo: O Despertar de Uma Nova Consciência”)


terça-feira, 2 de maio de 2017

A mente discriminadora


O que estamos a procurar é tão diferente da realidade como a terra é diferente do céu. Nossa mente é como um pintor, que cria um fac-símile da verdadeira realidade.

A realidade definitiva só parece difícil porque ao tentar explicá-la nós já estamos discriminando, e com isso perdemos a essência do definitivo, que é a não discriminação. Nossa mente tende a discriminar. Ela divide o mundo em sujeito e objeto. Eu sou diferente de ti, o pai é diferente do filho, as nuvens são diferentes dos córregos.

A mente é como uma faca afiada que corta a realidade em pedaços.


Thich Nhat Hanh
(em “Nada Fazer, Não Ir a Lugar Algum”)


segunda-feira, 1 de maio de 2017

Refugiar-se em nossa verdadeira natureza


Deus está aqui, é a nossa verdadeira natureza, nosso cerne intrínseco, assim como a água é o cerne intrínseco da onda. E se a onda sabe como se refugiar na água, se sabe acreditar na água, ela perde todos os seus medos, sua tristeza e seu ciúme. Se nos refugiarmos em nossa verdadeira natureza, não mais temeremos ganhar, perder, ter, não ter, viver, morrer, ser e não ser.


Thich Nhat Hanh
(em “Nada Fazer, Não Ir a Lugar Algum”