sábado, 7 de março de 2026

Quando caminhamos plenamente presentes , o fazemos pelo Buda, por nossa mãe, por nosso pai. E onde está o Buda? Onde estão nosso pai e nossa mãe? Eles todos estão dentro de nós. Por isso cada passo pode ser um ato coletivo. Em cada passo, em cada gesto, estamos em casa.


Thich Nhat Hanh 

Nos preparamos e preparamos nosso local de meditação. Meditar é importante e preparar-se para meditar é tão importante quanto. Cada gesto da preparação tem importância. Se agimos distraidamente ou com pressa, sacrificamos o momento presente e não percebemos o milagre de cada gesto. Na luz da presença plena, cada momento é importante. É preciso que haja paz, alegria e liberdade, é preciso que haja amor nesse exato momento.


Thich Nhat Hanh 

Cada passo é uma prática profunda, cada respiração é uma prática profunda e cada sorriso é uma prática profunda. Lavar pratos é prática e cozinhar arroz também é prática. Tudo é prática. Não há nada que não seja prática. Até mesmo ir ao banheiro é prática. E quando vamos ao banheiro, essa é a coisa mais importante nesse momento. Ir ao banheiro não é menos importante do que qualquer outra coisa. O que estivermos fazendo no momento é a coisa mais importante. 


Thich Nhat Hanh 

sexta-feira, 6 de março de 2026

Em nossa experiência cotidiana de vida,  uma montanha não é uma xícara de chá, e nem uma montanha nem uma xícara de chá somos você e eu. A não é B, e nenhum dos dois é C ou D. No entanto, para Dogen, montanhas são montanhas e também xícaras de chá. Minúsculas xícaras de chá guardam grandes montanhas em si, e também o mundo inteiro e todo o tempo. As montanhas saciam nossa sede, as montanhas pregam o dharma, e as montanhas também são outras faces minha e sua. A montanha e todo o universo são verdadeiramente derramados e mantidos em cada gota de chá para ser provada, e estão contidos na própria xícara.  A xícara cabe em nossas mãos mas também é enorme,  sem limites, nela cabem a montanha e o universo inteiro. Todo o universo é enorme mas também cabe em nossas mãos. 


Jundo Cohen